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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

RUA MAIS ANTIGA DE MANAUS

RUA MAIS ANTIGA DE MANAUS


Localização da rua mais atinga de Manaus ainda é um mistério.

Historiadores e Iphan apontam trecho mais antigo da cidade como lugar onde está a primeira rua, que permanece desconhecida.

Milhares de pessoas passam sem saber, todos os dias, por ruas que acompanham a história da capital do Amazonas desde a construção da primeira casa. Tratam-se do movimentado trecho entre a Avenida Sete de Setembro e a orla do Rio Negro, no Centro da cidade. A área é considerada o início da formação de Manaus, onde a primeira edificação erguida foi a Fortaleza de São José da Barra do Rio Negro.

Quem conta a origem da cidade à reportagem do Portal Amazônia é a técnica em arquitetura do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Amazonas, Márcia Honda. “Não tenho conhecimento de nenhuma informação que possa precisar a rua mais antiga de Manaus, contudo, podemos recorrer aos registros históricos e verificar como se deu a ocupação inicial do antigo Lugar da Barra, a partir da primeira construção ali edificada: o Forte de São José da Barra do Rio Negro”. A pesquisa fez parte da dissertação de mestrado de Márcia.

O trecho compreende, de acordo com a Lei Orgânica do Município de Manaus (artigo 235, parágrafo 2°), “o Porto Flutuante de Manaus, praças Torquato Tapajós, 15 de novembro e Pedro II, ruas da Instalação, Frei José dos Inocentes, Bernardo Ramos, Avenida Joaquim Nabuco, Visconde Mauá, Almirante Tamandaré, Henrique Antony, Lauro Cavalcante e Governador Vitório”. Dessa forma, a área é considerada patrimônio da memória do Estado, informação ratificada no Plano Diretor Urbano e Ambiental do Município de Manaus (artigo 31, página 21).

Em sua tese de mestrado, Márcia cita que “remontando aos idos de 1669, tem-se a gênese da fundação desta capital, quando, sob ordem do general Antonio de Albuquerque Coelho, o capitão Francisco da Mota Falcão ergue a Fortaleza de São José da Barra do Rio Negro, com o objetivo de proteger o lugar contra as incursões estrangeiras”. Dá-se, então, início à colonização ao redor da construção, fortalecida com o surgimento de uma igreja construída por religiosos carmelitas e considerada o principal edifício do Lugar da Barra.

Em um mapa da cidade de 1852, no período provincial, informou Márcia, é possível perceber que a ocupação “se concentrava junto à orla do Rio Negro, estendendo-se da Ilha de São Vicente, a Oeste, até as imediações da Igreja dos Remédios, a Leste, bem como o limite Norte dava-se com o Caminho da Cachoeirinha, atual eixo da Avenida Sete de Setembro”. “A partir desse registro é que informamos ser o trecho compreendido entre a Avenida Sete de Setembro e a orla do Rio Negro a área mais antiga da cidade”, apontou a estudiosa.


Fonte: PORTAL AMAZÔNIA

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Rua Pedro Botelho


A Rua Pedro Botelho que se inicia no Rio Negro, lado Sul e termina na antiga Praça de Monte Cristo, hoje Quintino Bocaiúva, conforme cadastro da Prefeitura Municipal, já foi Rua Oriental, Rua Botelho, Rua Raimundo Salgado e também Rua Pedro Paulo. A mudança ressalte-se, vem desde o tempo da Intendência.

A história dessa artéria de pouco mais de quatro quadras, começou em janeiro de 1982. Num relato inserido em Ata da Câmara Municipal de Manaus, o Intendente Sérgio Rodrigues Pessoa, cita que alguns anos depois, foi dada a denominação de Rua Botelho à artéria aberta entre as Ruas dos Remédios e dos Andradas em virtude de ter o Capitão Álvaro Botelho da Cunha, cedido a título gratuito os terrenos para a mesma rua. O Capitão Álvaro Botelho, diz o Intendente, foi o primeiro Inspetor da Tesouraria da Fazenda Geral, da então Província do Amazonas, cargo em seu se aposentou.

As mudanças

Em dezembro de 1907, o mesmo Sérgio Rodrigues Pessoa, com um projeto de sua autoria, transformado em Lei, mudou a denominação para “Rua Raimundo Salgado”, mencionando na sua proposição como ex-Rua Oriental, desconhecendo que o nome real era Rua Botelho.

O Intendente estava homenageando o Coronel Raimundo Nunes Salgado, mas a nova denominação não chegou a ser gravada pela população, tanto que em 1910, a Intendência aprovou outro Projeto transformado em Lei nº. 642, voltando a mudar o nome que já estava oficializado como “Rua Raimundo Salgado”, mas o autor do Projeto dizia: a atual Rua Oriental passa a denominar-se de “Rua Pedro Paulo”. Quer dizer, também desconhecia o nome oficial.

O propósito era o de homenagear o General Pedro Paulo Fonseca Galvão, Inspetor da Primeira Região Militar, e que garantiu a volta do governador Coronel Antônio Clemente Bittencourt deposto do cargo por ocasião do bombardeiro verificado em 8 de outubro de 1910.

O Projeto foi aprovado no dia 22 de novembro de 1910 e a Lei tomou o nº. 477. Mas durou pouco a denominação de “Pedro Paulo” porque em outubro de 1919 voltava o Intendente Sérgio Rodrigues Pessoa a propor nova mudança: de “Pedro Paulo” para “Pedro Botelho”, nomenclatura que permanece até os dias atuais.

Era assim homenageado o Coronel Pedro Botelho da Cunha que, como militar no desempenho de Comissões no Congresso Legislativo deste Estado, de onde era filho e que como engenheiro da municipalidade, como professor da Universidade de Manaus, como diretor e Senador pelo Amazonas em 1912.

Pedro Botelho faleceu em Manaus no dia 11 de novembro de 1919, tendo o autor do projeto salientado que “a sociedade amazonense sofreu a perda irreparável de um de seus mais diletos membros por todos os títulos, aos qual o País, o Estado do Amazonas e o Município de Manaus devem serviços de alto valor pela proficiência, dedicação e patriotismo com que foram prestados”.

Fonte: BAÚ VELHO

Rua Doutor Almino


O Intendente João Severiano de Souza, na reunião do dia 9 de maio de 1928, apresentou projeto de Lei à Intendência Municipal, mudando a denominação de Rua "Dr. Alminio" para Rua "Dr. Alminio Afonso".

No mesmo projeto, o seu autor propôs a denominação de Rua Princesa Isabel para Rua Isabel; Barão de Juruá e Barão Machado e Silva, respectivamente, para Ruas Guilherme Moreira e Dr. Aprígio, além de denominar de "Praça 9 de Novembro" a conhecida "Praça l4 de Janeiro".

O Projeto foi aprovado na reunião do dia 14 de maio de 1928, transformando-se na Lei número nº 1.486, assinada pelo presidente da Intendência, Sérgio Rodrigues Pessoa e publicada no Diário Oficial, dois dias depois à sua promulgação.

REVOGAÇÃO

Dois anos depois, ao assumir os destinos da Prefeitura Municipal (em 1930), o Prefeito Marciano Armond baixou Decreto número 03, de 01 de novembro, fazendo voltar as antigas denominações de todas as Ruas, Avenidas e Praças, mudadas nessa década.

“Com efeito, a Lei do Intendente João Severiano de Souza que mudava o nome de rua Dr. Alminio para Rua Dr. Alminio Afonso", foi revogada. Pode ser estranho um Decreto anular uma lei, mas o regime político da época permitia.

PROIBIÇÃO

No final da década de 70, o Vereador radialista Daví Rocha apresentou projeto de Lei à Câmara Municipal proibindo mudanças de nomenclaturas de ruas, avenidas e praças pelo espaço de vinte anos, até que a Comuna pudesse corrigir as distorções existentes. O projeto foi engavetado. Permaneceu durante muito tempo a espera de alguém que tomasse uma posição séria e eficaz para que a desordem das nomenclaturas não se tornasse insolúveis.

No cadastro da Prefeitura, constava o nome de rua Dr. Alminio, que na verdade também não era o correto, pois o homenageado chamava-se Almino. Homenagem a ALMINO ALVARES AFFONSO.

QUEM ERA

Almino Affonso, nascido no Rio Grande do Norte, era advogado, jornalista, poeta, tribuno e ardoroso propagandista de libertação dos escravos no Amazonas e no Ceará. Foi deputado à Constituinte que elaborou a Carta de 24 de agosto de 1891, eleito por sua terra natal. Dr. Almino Affonso residiu em Manaus nos últimos anos de sua vida e foi Senador pelo Amazonas.

Morreu em Fortaleza a 13 de fevereiro de 1899, aos 59 anos. Dados do Dicionário Bio-Bibliográfico Brasileiro – Velho Sobrinho – Rio de Janeiro, 1937.

Fonte: BAÚ VELHO

Igarapé de Manaus


O conhecido Igarapé de Manaus, uma pequena artéria que se inicia na Avenida Sete de Setembro, lado esquerdo da primeira ponte, sentido centro/bairro, passou a ter a denominação oficial, a partir de 1970, de "Walter Rayol", mas para o povo o nome continuou "Igarapé de Manaus", nomenclatura de origem popular. Com o progresso e as invasões, ali foi construída, no passado. uma pequena favela com casas de madeira, depois todas reformadas em alvenaria e algumas de boa qualidade.

MUDANÇA

Até o dia 11 de outubro de 1912, permanecia o nome de "Igarapé de Manaus", pois no dia seguinte a Intendência Municipal aprovou um projeto de lei do Intendente Sérgio Rodrigues Pessoa, dando a denominação de “Rua Guerreiro Antony”.

O objetivo era o de homenagear o coronel Antônio Guerreiro Antony, amazonense, filho do comerciante Henrique Antony que nesta cidade viveu uma fase política muito conturbada por ocasião da candidatura do Dr. Jonathas Pedrosa ao Governo do Estado. Homem de compleição robusta, trabalhador, estudioso, embora sem formação acadêmica, Guerreiro Antony sofreu duramente quando sua residência foi bombardeada no primeiro dia do ano de 1916, por um grupo de oficiais da Polícia. (dados do ”Dicionário Amazonense de Biografias”, de Agnello Bittencourt).

O "Igarapé de Manaus" ficou como “Rua Guerreiro Antony” até a década de 70, mas sem o conhecimento da população, provavelmente nem do então Vereador Praxiteles Antony que tinha algum parentesco com Guerreiro Antony. E tanto é que numa das reuniões da Câmara, em 1970, ele apresentou um projeto de lei dando a denominação de Rua Walter Rayol citando: "ao conhecido Igarapé de Manaus", certamente por desconhecimento do nome oficial.

Era homenagem que prestava a um homem que teve quase toda a sua vida dedicada ao município de Manaus, como funcionário, como Vereador em várias legislaturas e Prefeito nomeado em sete oportunidades, além de cronista esportivo dos mais conceituados, usando o pseudônimo de Zé do Parque.

A mudança ficou apenas no papel. Nos mapas da Prefeitura, no seu cadastro de ruas permaneceram como "Igarapé de Manaus". Enquanto isso, o nome de Guerreiro Antony, por um Decreto de 1966, do então Prefeito Paulo Pinto Nery, já estava em uma das ruas do bairro de São Francisco, a ex-Rua Márcio de Menezes.

Como se observa em toda essa confusão, quando o Prefeito Paulo Nery trocou o nome da Rua Márcio de Menezes para Guerreiro Antony, também desconhecia a nomenclatura oficial do Igarapé de Manaus.

Com o advento da Lei nº 343/96, elaborada sem muito cuidado, voltou a denominação antiga de Igarapé de Manaus e Guerreiro Antony desde 2002 é no bairro Mauazinho.

Fonte: BAÚ VELHO

Rua Delcídio do Amaral


Adolfo Delcídio do Amaral, um mineiro que viveu em Manaus por muito tempo, teve seu nome perpetuado numa das ruas do bairro de Educandos, uma denominação que ainda permanece intocável, muito embora seus moradores desconheçam o a razão do nome.

Encontramos alguns dados nas pesquisas que realizamos em livros de Atas da Câmara Municipal de Manaus, devidamente autorizado pelo presidente desse Poder, Vereador Rui Adriano Jorge, em 1975.

O INÍCIO

Na reunião da Intendência Municipal, do dia 18 de maio de 1908, (livro de Ata nº 01, página 92) o Intendente Juvêncio de Oliveira França, após longa e honrosa deferência, manifestou-se sobre a vida pública do falecido Coronel Delcídio do Amaral e propôs que fosse lançado em Ata voto de pesar pelo seu passamento recente, aprovada por unanimidade.

Três dias depois, o Intendente José Maria Corrêa Filho, em reunião da Intendência, apresentou Projeto de Lei em que pedia que "os prolongamentos através do igarapé de Cachoeirinha, no bairro de Constantinópolis, das ruas Quintino Bocaiúva e dos Remédios, passassem a denominara-se, respectivamente, Delcídio do Amaral e Manoel Urbano, pois assim o município de Manaus estaria prestando as homenagens a esses dois homens que souberam impor-se a nossa estima e veneração, pelo muito que fizeram por esta terra".

Delcídio do Amaral, engenheiro, foi Coronel da Guarda Nacional e Superintendente Municipal. Nasceu em Minas Gerais e morreu em Manaus, no mês de maio de 1908.

Foi ainda vice-provedor da Santa Casa de Misericórdia e possuía alguns seringais no Rio Madeira.

A nomenclatura foi dada pela Lei 507, de 29 de maio de 1908, mantida pela Lei 346/96.

Fonte: BAÚ VELHO

Rua Gabriel Salgado



A Rua Gabriel Salgado é quase desconhecida da população de Manaus, mesmo da parte dos mais antigos de seus moradores, embora localizada numa área bem central.

Trata-se de uma artéria que não chega a ter 400 metros de extensão. Passa em frente ao antigo prédio da Prefeitura Municipal, na Praça Pedro II (foto abaixo), iniciando-se ao lado do antigo Trapiche – hoje Manaus Harbour – e termina no igarapé de São Vicente.

Essa nomenclatura foi dada através de um projeto de lei da autoria do Intendente João Severiano de Souza, um dos mais atuantes, em sua época, nas questões de mudanças de denominações de ruas, avenidas e praças.

No dia 13 de maio de 1930, conforme consta de matéria publicada num dos jornais da cidade, cujo nome não consegui descobrir, pois foi corroído pelas traças, está a justificativa do Intendente João Severiano de Souza:

JUSTIFICATIVA

“O município de Manaus sempre no louvável desígnio, tem sabido premiar os bons serviços de ilustres brasileiros, que pela sua cultura, pelo seu patriotismo, são alvos da nossa admiração, especialmente quando eles têm ou tiveram o seu berço no Amazonas”.

Entre os que mais enaltecem e fazem jus a estas homenagens, destaca-se o saudoso amazonense, Senador Gabriel Salgado dos Santos, um patriota nascido neste Estado a 16 de novembro de 1855 e falecido em junho de 1915, aos 60 anos.

O Senador Gabriel Salgado já representou o Amazonas por quatro vezes no Congresso Nacional, sendo sua passagem pelo parlamento, uma luminosa senda de reais serviços prestados à Pátria, acrescendo que seu nome honrado foi por duas vezes indicado para governar este Estado. Foi um militar que honrou e ilustrou sua nobre profissão, tendo desempenhado as mais importantes missões. Em 1909, foi convidado para representar o Brasil no Congresso Científico Americano, reunido em Buenos Aires, sendo o primeiro amazonense a merecer tal honraria.

Concluindo, o Intendente João Severiano de Souza disse:

"É justo que lhe seja tributada uma homenagem pela qual fica patente a gratidão dos seus coestaduanos e da nossa terra. Assim, tomo a liberdade de apresentar à consideração da Casa o seguinte projeto”:

Fica denominada de "Gabriel Salgado" a Rua que partindo do antigo Trapiche Ventilari, passa em frente ao Paço Municipal e termina no igarapé de São Vicente, nesta cidade.

A proposição foi aprovada por unanimidade, tomando o número de Lei 1.554, de 13 de maio de 1930, portanto, no mesmo dia de sua apresentação e foi assinado pelo presidente da Intendência, Sérgio Rodrigues Pessoa.

No do dia seguinte, o capitão Amilcar Salgado dos Santos compareceu à reunião da Câmara para agradecer as homenagens prestadas à memória de seu pai, coronel Gabriel Salgado dos Santos.

(Dados abaixo, extraídos do livro "Dicionário Amazonense de Biografias" de Agnello Bittencourt).

“Gabriel Salgado estudou em Manaus sob as ordens de seu tio, Francisco Antônio Monteiro Tapajós, pois era órfão de pai, no estabelecimento "Educandos" de onde saiu ainda jovem, como mestre-marceneiro. Como voluntário, foi servir no Rio de Janeiro. Cursou a Escola Militar da Praia Vermelha, saindo com o curso de artilharia militar e o de bacharel em Ciências Físicas. Serviu ainda em Belém, foi deputado estadual pelo Amazonas e chegou ao posto de coronel do Exército. Em 1910, com a renúncia de Jorge de Moraes, que estava concorrendo à Prefeitura Municipal, foi eleito para o Senado Federal e chegou a enfrentar Rui Barbosa em vários debates".

Nomenclatura mantida pela Lei 343/96, de 12-06-1996.

Fonte: BAÚ VELHO

Rua Tabelião Lessa


A Rua Tabelião Lessa, de apenas uma quadra, fica localizada ao lado do edifício do Mercado “Adolpho Lisboa” entre as Ruas dos Barés e Barão de São Domingos.

A denominação foi dada por iniciativa do Intendente Fulgêncio Martins Vidal, na reunião do dia 19 de março de 1918, conforme consta do livro de Atas da Câmara Municipal, de nº 04, página 248.

O autor da propositura, na ocasião, lembrou das qualidades superiores de caráter do coronel Manoel Antônio Lessa, bem como dos serviços por ele prestado à Nação, ao engrandecimento do Estado e como incansável defensor dos direitos dos pequenos e pobres lavradores amazonenses.

O autor apresentou ainda alguns considerandos ao seu projeto:

Considerando que se tem dado denominação há algumas ruas desta cidade com nomes de respeitáveis individualidades que muito labutaram pelo ressurgimento deste município;

Considerando que o pranteado Tabelião Lessa, desde 1863 vinha trabalhando ao lado dos que lutaram pelo engrandecimento desta Manaus, como certo as notícias editadas pelos jornais desta cidade por ocasião do seu passamento;

Fica denominada de Rua Tabelião Lessa a antiga travessa sem nome ao lado do edifício do Mercado Publico, começando da Rua dos Barés e terminando à margem esquerda do Rio Negro.

O Projeto foi aprovado pelo Presidente da Intendência, Dr. Jerônimo Ribeiro, transformando-se na Lei número 923, de 20 de março de 1918. Denominação mantida.

Fonte: BAÚ VELHO

Rua Mundurucus


Até hoje, embora passados alguns anos, a Rua Mundurucus continua sendo conhecida por essa denominação e dificilmente o povo se adaptará ao nome oficial. Essa artéria, no centro da cidade entre as Rua Quintino Bocaiúva e dos Andradas, cuja extensão talvez não chegue a duzentos metros, teve seu nome mudado em duas oportunidades.

Em 1920, o Intendente Júlio César Lima apresentou projeto justificando:-

“É dever cívico, que muito diz do grau de cultura e adiantamento de um povo, prestar homenagem à memória daqueles vultos que se destinguiram na sociedade onde viveram. Assim tem entendido o Conselho Municipal a respeito de quase todas as individualidades de destaque no nosso meio e que, no entanto, uma lamentável exceção se vê no esquecimento relativo à memória do tenente Manoel da Silva Ramos – fundador da imprensa no Amazonas – o qual, além da glória, por si só bastante para imortalizá-lo entre nós, foi ainda secretário e Vereador à Câmara Municipal da antiga Cidade da Barra do Rio Negro, hoje nossa elegante capital“.

Concluindo, o orador mandou à Mesa o Projeto de Lei mudando o nome de Rua dos Mundurucus para Rua Silva Ramos, autorizando o Superintendente Municipal a fazer as despesas necessárias para colocar as placas designativas na aludida Rua A proposição de Júlio César Lima recebeu o apoio de seus pares, Antônio Clemente Ribeiro Bittencourt, Plácido Serrano, Aprígio de Menezes e Luiz Caetano de Oliveira Cabral.

MUDANÇA

No dia 30 de outubro de 1920, o Projeto foi promulgado transformando-se na Lei nº 1.057 e, a partir daí a Rua Mundurucús passou a denominar-se de Rua Silva Ramos,

Três anos depois, pela Lei nº. 1.220, de 27 de outubro de 1923, assinada pelo presidente da Intendência, Dr. Vivaldo Palma Lima e pelo secretário Vicente Monteiro Maia, foi restabelecida a denominação de Rua Mundurucús enquanto o nome de Silva Ramos passava para atual artéria que tinha o nome de Rua Cearense.

OUTRA MUDANÇA

mas, em 1963, pelo Decreto nº. 53, de 11 de abril, a Rua Mundurucús volta a ter outra denominação: “Travessa João Avelino”, nomenclatura que permaneceu oficialmente, embora no cadastro da Prefeitura constasse o nome de “Rua Mundurucús”.

A justificativa desse ato, assinado pelo então Prefeito Josué Cláudio de Souza dizia que “compete aos Poderes públicos exaltar as atividades dos homens que se distinguiram em todos os setores sociais, não somente os letrados e os possuidores de fortuna, por seus serviços prestados à coletividade através de ensinamentos e doações merecem a consagração popular, mas também àqueles que por seu procedimento hão demonstrado as facetas de espíritos superiores onde sobressaem, por mais dignas, a sinceridade e a lealdade“.

A Lei nº 343/96, do Executivo, aprovada pela Câmara Municipal, restabeleceu o nome de Mundurucus, contando como nomenclatura antiga, embora João Avelino fosse o oficial.

Fonte: BAÚ VELHO

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Rua Miranda Leão



A rua Miranda Leão – que se inicia na Rua Marquês de Santa Cruz e termina no igarapé de Educandos – recebeu essa nomenclatura em 1920. Miranda Leão nasceu no município amazonense de Maués, a 09/01/1869.

Foi o Intendente Dr. Fulgêncio Martins Vidal que, na reunião da Intendência (hoje Câmara Municipal) do dia 16 de junho de 1920, ocupou a tribuna para apresentar um projeto de lei com esta justificativa:

“Para mim seria doloroso se não o fizesse, pois jamais poderia deixar que a esponja do tempo apagasse o nome de um ilustre amazonense tão cedo roubado do convívio daqueles que de perto o conheciam e apreciavam a sua vasta e profunda erudição e o seu caráter sem jaça. Quero, pois, me referir ao meu saudoso amigo e colega Dr. João Coelho de Miranda Leão, para que requero seja lançada na Ata dos nossos trabalhos de hoje, voto de profundo pesar”.

Prosseguindo da tribuna, o orador disse:

“O distinto morto exerceu durante alguns anos os cargos de Intendente e Superintendente deste Município em os quais sempre revelou competência em administração operosa e honesta, também como Diretor do Serviço Sanitário deste Estado. Foi ele o primeiro médico desta cidade que iniciou por conta do governo do Coronel Antônio Clemente Ribeiro Bittencourt, os trabalhos da profilaxia contra a Febre Amarela, cuja glória da extinção desta não lhe coube, porque justamente quando os casos de óbitos vinham sendo resumidos, aportou aqui uma Comissão nomeada pelo Governo Federal para tal fim, mas em parte muito lhe deve”.

Durante a epidemia gripal, como Chefe do Serviço Sanitário, foi incansável e dedicado em combater o mal, salientando-se entre os que muito trabalharam nessa quadra temerosa e aflita que, então atravessamos, conforme se poderá ver nos jornais, chegando até, juntamente com outros, a dirigir os enterramentos nos dias mais angustiosos que passamos em meados de novembro de 1918. Miranda Leão deixou a clínica que lhe dava meios de subsistência para empregar suas atividades no elevado cargo que exercia e para atender somente aos desprotegidos da sorte que necessitavam de seus serviços profissionais. A um amazonense tão distinto, tão honesto e tão humanitário, este Conselho deve render-lhe o devido preito, gravando-lhe o nome em uma das ruas desta cidade e prestando-lhe as últimas homenagens perpetuando-lhe a sepultura e levantando-lhe um mausoléu condigno com a sua posição”.

Depois dessas considerações, o Intendente Fulgêncio Martins Vidal apresentou um projeto de lei com esta redação:

“Em homenagem ao distinto médico amazonense Dr. João Coelho de Miranda Leão, pelos relevantes serviços prestados ao povo desta cidade, toma o nome de Rua “Doutor Miranda Leão” a Rua”Marechal Hermes”, antiga Rua dos Remédios, e fica perpetuada a sepultura nº. 19.023, do Cemitério de São João Batista, onde jazem os restos mortais do pranteado patrício, Dr. Miranda Leão“.

Ao concluir a sua oração, o Intendente deu ainda as seguintes explicações ao Plenário:

“Apresentando este projeto, devo uma explicação aos meus pares, bem assim ao povo deste Município. Proponho a mudança do nome da antiga Rua dos Remédios depois Marechal Hermes, para o nome do pranteado Dr. Miranda Leão, porque o nome do nosso estimado patrício e ínclito Marechal do nosso glorioso Exército já se acham assinalado em belo Grupo Escolar, sendo esta a razão porque pensei em substituir o nome da referida rua, sem querer de modo nenhum trazer a menor desconsideração ao nosso ilustrado Marechal”.

O projeto foi aprovado na reunião do dia 17 de julho de 1920 passando a ser Lei nº 1040.

Miranda Leão havia cometido suicídio no dia 26/06/1920, com um tiro de revolver na cabeça, um fato inesperado pelos seus mais chegados amigos, pois era um homem equilibrado. Corriam notícias de que ele havia descoberto estar com lepra, talvez por ter exercido a profissão de médico no Leprosário do Umirisal.

(Dados colhidos em livros de Atas da Câmara Municipal)

Fonte: BAÚ VELHO

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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Rua Com. Alexandre Amorim


Na reunião da Intendência Municipal de Manaus do dia 19 de julho de 1928, o Intendente (hoje Vereador), Sérgio Rodrigues Pessoa apresentou projeto dando a denominação de Rua Comendador Alexandre Amorim e, na justificativa dizia:

Considerando que nunca é tarde para se fazer justiça aos que por seus méritos e trabalhos, em prol do bem geral, se tornaram merecedor da estima e consideração públicas;

Considerando que a vida dos que trabalha pelo progresso desta terra, deve servir de exemplo aos pósteros;

Considerando que entre eles acha-se o Comendador Alexandre Amorim, cuja memória tem sua até hoje esquecida;

Considerando que a ele muito deve o Comércio e Indústria desta terra, pois, contra a expectativa geral do tempo, conseguiu, apesar da luta que contra si moviam os dirigentes do Pará, trouxe a navegação direta de Liverpool a esta cidade, além de outros não pequenos serviços para a então Província do Amazonas;

Considerando que foi um dos fundadores da Associação Comercial e dos primeiros estabelecimentos industriais, entre os quais uma serraria a vapor, uma fábrica de sabão e organizador da primeira empresa de carnes verdes além de uma fábrica de panificação;

Considerando que sua ação estendeu-se por toda a então Província, pois foi também fundador de uma linha de navegação para o interior da mesma;

Considerando que o Conselho Municipal não tem regateador suas homenagens aos que delas se tornaram dignos, o Conselho Decreta:

Art. 1º Fica denominada de Rua Comendador Alexandre Amorim, o trecho que em seguimento da Rua 10 de Julho, da Rua Luís Antony ao Igarapé da Cachoeira Grande.

Art. 2º Revogam-se as disposições em contrário.

(a) Sérgio Rodrigues Pessoa.

O Projeto foi transformado em Lei nº 946, de 23 de julho de 1918.

CONTESTAÇÃO

Na reunião do dia 22, da Intendência Municipal, o Intendente Sérgio Rodrigues Pessoa pediu a palavra para contestar o que disse certo jornal, o historiador da Manaus antiga que com evasivas procurou diminuir o valor do Comendador Alexandre Amorim, relativamente à parte material que teve no desenvolvimento de nossa capital.

Afirmou que no antigo bairro dos Alferes, que mais tarde tomou a denominação dos “Estoques” como o denominou um antigo português, que não se expressando bem, deu em resultado a que o vulgo começasse a chamar de bairro dos “Tocos”, que ainda hoje permanece em sua parte e o Plano Inclinado em outra parte aonde existe a oficina do “Guide”.

Referindo-se ao velho político Padre Salgado, diz que naquele local nunca existiu bairro algum com esse nome.

Afirma, no entanto, haver existido ali um terreno e uma pequena casa conhecida pela denominação de “Rocinha do Padre Salgado”, bem como outros nomes que davam a denominação a muitos bairros.

Terminando desafia o citado jornal a combater com argumentos verdadeiros e leais, a respeito do bairro em questão e do nome ilustre e respeitável do Comendador Alexandre Amorim, como tem afirmado e dito da tribuna desta Casa. 


Fonte: BAÚ VELHO

Rua Lauro Cavalcante


A Rua de Lauro Cavalcante foi uma artéria que já sofreu alteração em sua nomenclatura, como tantas outras de nossa cidade, em razão da falta de sensibilidade de legisladores municipais que, no afã de mostrar “serviço” jamais se preocuparam em preservar um pouco de nossa história.

OFICIALIZAÇÃO

O nome de Rua de Lauro Cavalcante foi oficializado, através de um projeto de lei do Intendente Sérgio Pessoa Neto que, numa das reuniões da Intendência Municipal (hoje Câmara), com a devida justificativa, encaminhou a proposição, aprovada em 26 de outubro de 1917, transformando-se na Lei nº 915, da mesma data.

Diz o autor:- “Lauro Cavalcante era médico. Em vida prestou reais serviços aos pobres desta capital, fazendo-o com solicitude e sem remuneração de qualquer espécie”, disse Sérgio Pessoa na justificativa.

E prosseguiu: “seu último ideal foi à criação de um Asilo de Proteção e Assistência à Infância, instituto que não chegou a produzir seus efeitos por ter sido o seu autor arrebatado precocemente. Minha proposição importa num preito de profundo reconhecimento do povo amazonense aos grandes méritos de ilustração e competência. Por esse motivo a Intendência resolve dar a denominação de “Dr. Lauro Cavalcante” ao trecho da Rua Henrique Martins compreendido entre a Avenida 13 de Maio (hoje Getúlio Vargas) e Igarapé de Manaus visto não ser o referido trecho um prolongamento da dita artéria”.

MUDANÇA

Já em 1928, o Intendente João Severiano de Souza numa das reuniões da Intendência Municipal apresentou projeto de lei mudando o nome de Rua Dr. Lauro Cavalcante para Rua Jonathas Pedrosa e esta para Rua Dr. Lauro Cavalcante. O projeto foi aprovado e a Lei publicada com o nº 1.419, de 16 de outubro de 1928.

Dois anos depois, nomeado Prefeito Municipal, o professor Marciano Armond baixou Decreto, de nº 03, de 01 de novembro de 1930, fazendo voltar às antigas nomenclaturas, alteradas nos últimos anos.

Foi assim que a Rua Dr. Lauro Cavalcante voltou à artéria primitiva e a Rua Jonathas Pedrosa ao seu lugar de origem, mantidas até os dias atuais.


Fonte: BAÚ VELHO

RUA JOSÉ CLEMENTE


Esta artéria uma das mais antigas de Manaus foi das poucas que não sofreu alteração em sua nomenclatura, oficializada em 1870. Começa na Rua Luís Antony e termina na Rua Costa Azevedo (Largo de São Sebastião). É o que consta no livro de Atas da Câmara Municipal de Manaus, página 287.

Na reunião do Poder Legislativo do dia 15 de fevereiro de 1870 os Vereadores Leonardo Antônio Malcher, (que também foi homenageado com nome de Rua) e seu colega Antônio Cunha Mendes, apresentaram uma Indicação, logo aprovada, propondo a denominação de Rua José Clemente e assim diziam os dois Vereadores:

“A Rua demarcada entre a do Progresso (atual 10 de Julho) e a da Constituição (atual 24 de Maio) em prolongamento e as obras do novo Quartel e a Praça São Sebastião, denomina-se JOSÉ CLEMENTE”.

Observação: A Rua José Clemente inicia na Rua Luis Antony, passando em frente ao Colégio Militar, atravessando a Rua Lobo D´Álmada; fundos da Santa Casa; atravessa a Avenida Eduardo Ribeiro; lado do Teatro Amazonas e termina na Rua Costa Azevedo com o Largo de São Sebastião,

Fonte: Baú Velho

Rua Henrique Martins


Sempre foi complicado o sistema de denominação das ruas desta cidade, pois não há o devido cuicado dos legisladores no caso, os Vereadores ou o próprio Poder Executivo Municipal, em observar se não existem logradouros com os nomes propostos a fim de evitar a duplicidade, aém de não se promover a sinalização correta.

Certa vez uma firma encarregada do serviço de revisar as denominações das ruas de Manaus cometeu o engano de colocar uma placa na “Rua Saldanha Marinho”, ao lado da Igreja de Dom Bosco, quando essa artéria oficialmente, tinha o nome de “Rua Padre Pedro Ghisland”, dado pelo Lei 460, de 07 de outubro de 1953, assinada pelo então Prfefeito Oscar da Costa Rayol.

Pois bem, na esquina dessa rua com a de “Governador Vitório”, existiam duas placas com nomes diferentes: uma de “Saldanha Marinho” e outra com a denominaçãio verdadeira de “Padre Pedro Ghisland”.

Na gestão do Prefeito Manoel Ribeiro, uma das suas principauis providências foi a de determinar a contrução do calçadão da “Rua Henrique Martins” e a preocupação maior ainda, foi a de mandar tirar as placas indicando o nome da artéria, porque o Henrique estava com “H”.

Todas as placas foram substituidas. Houve contestação da parte de algumas pessoas, mesmo porque a padronização das placas não foi observada . Quando foram dolocadas e o Henrique perdeu o “H”, muito embora no cadastro da prefeitura, nas guias do IPTU e Alvarás, continuava com o “H”.

Na mais recente Lei que deu a denominação de ruas e a venidas, a de No. 343, consta Henrique com o H inicial. 

Fonte: Baú Velho

Rua da Instalação


A Rua da Instalação, localizada no centro com apenas duas quadras, que se inicia na Avenida Sete de Setembro e termina na Praça Dom Bosco, também já sofreu várias alterações.

Nessa Rua, entre a Henrique Antony e a Frei José dos Inocentes, existia um prédio assobradado onde foi instalada a Província no dia primeiro de janeiro de 1852.

Depois de muitos anos, nesse prédio funcionou um bar muito conhecido com o nome de Suíço, pelo lado da própria Rua da Instalação e da Rua Frei José dos Inocentes. Pelo outro lado, funcionou uma tabacaria, com acesso também pela Rua Henrique Antony. Mais tarde, apesar dos protestos da imprensa, o velho prédio virou ruínas e no local apareceu uma feira de frutas.

Algum tempo depois, a feira saiu e a área foi doada ao Instituto Municipal de Previdência e Assistência Social (IMPAS). Depois existiu um pequeno estacionamento, mas na parte do fundo do terreno dá uma vaga lembrança do antigo prédio da instalação da Província, trabalho que foi feito na administração do Prefeito João de Mendonça Furtado, em 1982 e recebendo, em 2001, nova pintura na administração do governo Amazonino Mendes.

MUDANÇA

Em 1919 o Intendente José Maria Filho tentou mudar o nome da Rua da Instalação para Rua Dr. Joaquim Nabuco, mas encontrou forte oposição de seu colega Alberto Coelho que, ao discutir o projeto, assim se manifestou:

“É uma injustiça alterar o nome da Rua da Instalação que representa um fato histórico, como o da instalação da Província do Amazonas que se realizou naquele local”.

Considero, no entanto, um outro lado de inteira justiça prestar a municipalidade uma homenagem à digna memória do grande patriota Dr. Joaquim Nabuco, que foi o defensor dos direitos territoriais do nosso Estado, no litígio das fronteiras do Rio Branco com a Guiana Inglesa e, por isso, sugiro ao autor do projeto que o nome da atual Rua Silvério Nery passe a chamar-se “Dr. Joaquim Nabuco”.

A proposição foi assinada pela maioria dos Intendentes e aprovada.

E foi assim que pela primeira vez foi evitada a mudança do nome da Rua da Instalação, que antes era conhecida como Travessa da Imperatriz.

Mas, em abril de 1928, o Intendente João Severiano de Souza voltou mexer com o nome da Rua da Instalação, apresentando um projeto, que foi aprovado, mudando a sua denominação para Rua Dorval Porto, em homenagem ao Dr. Dorval Pires Porto, gaúcho, engenheiro, deputado, governador e prefeito municipal, eleito para substituir a Ferreira Pena, que falecera 19 dias após sua posse.

A lei foi publicada com o número 1.477, de 26 de abril de 1928.

Não durou muito a denominação de Rua Dorval Porto, porque no primeiro dia do mês de novembro de 1930, o prefeito Marciano Armond baixou Decreto fazendo voltar às antigas nomenclaturas, todas as ruas e avenidas que haviam sido alteradas nos últimos anos.

E foi assim que da Rua da Instalação voltou ao a ter o seu nome tradicional até hoje.

Fonte: Baú Velho

Rua Simon Bolivar


A Rua Simom Bolivar, trecho da Rua Tapajós até a Rua Luis Antony, já foi Beco do Cemitério e Enforacos. Recebeu a denominção oficial através do Decreto 178, de 11 de outubro de 1934, assinado pelo Prefeito Pedro Severiano Nunes.

Na justificativa do Decreto diz  “ que entre os estadístas da América do Sul foi Simon Bolivar o de maiaor projeção a cujo vulto deve ás Nações Latinas Américanas e sua formação política”.

Simon Bolivar era General, nascido em Caracas em 1783. Heroi da Independência e foi educado por um tio. Começou omovimento revolucionário em Caracas a 19 de abril de 1910.

Fonte: Baú Velho

Rua João Valério

Rua João Valério

Homenagem ao ex-deputado estadual João Valério de Oliveira, nascido no município de Itacoatiara a 25 de janeiro de 1929 e falecido  no primeiro dia do mês de outubro de 1973, aos 43 anos, no Hospital a Baneficencia Portuguêsa de São Paulo, para onde viajou às pressas acometido de probemas cardíacos, mas seu corpo foi sepultado em Manaus.

A denominação  de Rua João Valério (ex-Rua Guaporé, ex-Rua Brasilia e ex-Rua Izaias Vieiralves) que começa  da Avenida Constantino Nery e termina na Rua Maceió, foi iniciativa do então Vereador José Costa de Aquino, do mesmo partido político do homenageado, transformando-se em lei em outubro de 1973.


Fonte: Baú Velho

RUA ROCHA DOS SANTOS


Foi em reunião da Intendência Municipal do mês de julho de 1918, que a Rua Rocha dos Santos teve sua nomenclatura oficializada.

O Intendente Henrique Rubim foi o autor do Projeto de nº 21 aprovado pelo Legislativo e promulgado como Lei na reunião do dia 17 de julho do mesmo ano.

O projeto inicial tinha esta redação:

Art.1º – Fica denominada de Villa Major Rocha dos Santos, a actual Villa Americana, contígua à Villa Municipal desta cidade.

Art. 2º – Revogam-se as disposições em contrário.

27 de março de 1918 – Henrique Rubim.

Dois dias depois, o mesmo Intendente apresentou uma Emenda Substitutiva ao seu projeto com esta alteração:

Substitua-se o art. 1º pelo seguinte;

Art. 1º Fica denominada de Rua Major Rocha dos Santos a parte da Rua Mundurucus, que vai da Rua dos Andradas à Rua dos Barés nesta cidade. O Projeto foi promulgado no dia 17 de julho de 1918, transformando-se na Lei nº 939 da mesma data.

QUEM FOI ROCHA DOS SANTOS ???

Fonte: Baú Velho