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terça-feira, 14 de outubro de 2014

TEATRO AMAZONAS | CURIOSIDADES E CAUSOS

Teatro Amazonas, um teatro brasileiro com sangue europeu.
Por Jane Uchôa


- Eu quero voltar para a Europa, aqui não tem nada para fazer neste fim de mundo!
- Calma mulher, aqui tá bombando dinheiro e você quer voltar para aquela pobreza da Europa!
- E dinheiro para quê? Pra gastar onde?
- Ah! Manda buscar umas roupas pra você, sapatos, joias, o que você quiser eu compro.
- É? E para usar onde todas estas coisas?
- Então me fale o que você quer, fale que eu compro.
- Eu quero um teatro! Um teatro lindo! Cheio de ouro, candelabros, pinturas, obras de arte pelo teto e cor de rosa para combinar com meu vestido!
- Hum... um teatro? E como vou fazer um teatro mulher?
- Ah não sei! Você não é Barão? Não é o bam bam bam da cidade? Não está ganhando rios de dinheiro com a borracha? Então consegue fazer um teatro para eu desfilar meus vestidos e chapéus com minhas amigas no final de semana, ah! e coloca o nome de Teatro Amazonas para homenagear o lugar que te fez ficar rico.

Esta é uma história fictícia, mas não me admiraria se tivesse de fato acontecido. Barões da Borracha ganhavam horrores de dinheiro enquanto suas damas desfilavam pela cidade os modelitos europeus. O Teatro Amazonas foi construído com tantos detalhes que parecia ser um presente para agradar uma alma feminina revoltada, nada melhor que presente para acalmar uma mulher e de preferência, um presente caro e bonito.

Imagine uma época em que os homens iam ao baile no teatro para ver os tornozelos das moças.



Salão Nobre

Estamos em 1898, a cidade é Manaus, e o baile acontecia no Teatro Amazonas, o teatro que está entre um dos mais bonitos do mundo. Este baile era realizado no Salão Nobre, um salão com capacidade para 200 pessoas e com  espelhos colocados estrategicamente. Quando os casais dançavam as moças levantavam um pouco a saia para que o cavalheiro não pisasse na barra do vestido e, pelos espelhos, quem ficava sentado via os tornozelos das garotas do baile. Hilário isso se compararmos com o que acontece hoje num baile funk.



Projeto da Fachada do Teatro Amazonas

Do seu desenho no papel (1881), o projeto pertenceu a Antonio José Fernandes Júnior e, até sua inauguração, em 31/12/1896, vários conflitos aconteceram para que se  pudesse construir  uma obra digna de seus moradores que se tornavam, cada vez mais,  a classe alta da cidade, localizado no centro da cidade o teatro assim nasceu. O Governador era Eduardo Ribeiro. Manaus, nessa época, era ocupada por franceses, ingleses, holandeses e portugueses que tanto falavam suas línguas como comercializavam ao lado de sua moeda, a libra esterlina, moeda da Inglaterra.

Como diz o ditado popular: de “Pobre, feia e morando longe”, Manaus tornou-se  “Rica e bela, mas continuava morando longe”,  pois dentro de seu país era desconhecida, mas na Europa era muito visada pela sua riqueza, mais precisamente pelo seu “ouro negro” o látex extraído da seringueira, planta nativa que estava sendo amplamente comercializada e extraída por mão de obra barata vinda do nordeste. O ouro negro fez nascer uma era chamada Belle Epoque, retratada nas ruas por seus prédios suntuosos do neoclassicismo e comandada por uma nova classe que era diferente dos Barões do Café predominantes no país; aqui nós tínhamos os Barões da Borracha, senhores europeus que, se instalando cada vez mais, viam a necessidade de fazer crescer a cidade onde moravam e lucravam . Com toda essa riqueza disponível, Manaus foi a primeira cidade brasileira a ser urbanizada com sistema de água e esgoto, vias públicas e praças e a segunda a ser contemplada com energia elétrica. Com a criação do teatro peças famosas e óperas atravessavam o oceano para se apresentarem em plena selva Amazônica, em uma cidade longínqua, porém muito rica.



Visão frontal do Teatro Amazonas

Claro que com tanta nobreza e tanto costume europeu o teatro a ser construído teria que ser “O TEATRO” inspirado nos teatros europeus e construído com muito requinte, sem economias para atender a população exigente e rica da época. Cada peça veio de uma parte da Europa, o ferro foi trazido da Inglaterra; o bronze, da Bélgica; o cristal, de Murano com exceção da madeira que era brasileira mas precisava viajar e voltar reproduzida em peças para compor o chão do Salão Nobre. Manaus era conhecida como a Paris dos Trópicos e precisava atender aos caprichos de seus habitantes. Viu desembarcar engenheiros, arquitetos, pintores e artistas para construir a obra de arte em forma de teatro.
Mas voltando aos tornozelos... Este Salão Nobre tão “disputado” pelos rapazes foi construído com muitos detalhes. O piso é feito com 12.000 pedaços de madeira pau-brasil, jacarandá, pau-marfim, pinho de riga e carvalho e são apenas encaixados, não há prego ou cola. Para visitar o salão os turistas não podem entrar calçados, usa-se um pro pé (proteção feita com tecido semelhante às máscaras descartáveis do hospital) ou pantufas próprias que são cedidas na entrada, tudo para não riscar o chão. Ao redor do salão são expostas várias obras com telas de linho lonado. Retratadas nelas estão à fauna, a floresta amazônica e os imortais da literatura e da música brasileira. A principal tela do lugar é uma alusão a 'O Guarany', ópera de Carlos Gomes, em óleo sobre tela com as molduras em ouro 14.



Glorificação das Belas Artes no Amazonas

O artista italiano Domenico de Angelis em 1889 fez a pintura do teto do Salão Nobre que representa a Glorificação das Belas Artes no Amazonas, anjos sobrevoam a floresta amazônica pintados em perspectiva. Com vários elementos que mudam de forma quando nos deslocamos, poderíamos enumerar mais de 300 efeitos na pintura. O mais famoso é a mulher que fica bem no meio do teto, se você olhar para ela e atravessar o salão ela te acompanha com o olhar, bem assustador mesmo! Outra é uma mulher que está sentada nua em uma cadeira de lado, quando você olha ela parece bem gordinha conforme você atravessa o salão ela começa a emagrecer e o braço muda de posição  (quem disse que photoshop é coisa atual!), naquele tempo acontecia na sua frente ao vivo. Outro efeito é um anjinho que se você olhar de um lado do salão ele está de olhos fechados quando atravessamos ele começa a abrir os olhos e do outro lado já está com os olhinhos totalmente abertos. Também há uma mulher que de um lado do salão está séria e do outro lado está sorrindo, você pode vê-la começar a sorrir andando de um lado para outro.

O salão é lindo, tem sacadas que dão visão para frente do teatro, lá as moças conversavam com os rapazes durante o baile. Na frente do teatro existe o Largo de São Sebastião, nome dado à integração da  Praça de São Sebastião, Monumento de Abertura dos Portos do Amazonas ao Comércio Mundial, Teatro Amazonas e Igreja de São Sebastião e vários prédios que relembram a Belle Epoque. Os prédios foram preservados e seus comércios ocupam o espaço relembrando os áureos tempos. O espaço é grande e acomoda o público nos mais diversos eventos que acontecem nesta praça, como o Natal no Largo e o Festival de Ópera. Denomina-se, hoje, de Centro Cultural.

Na entrada do salão há um espelho bem grande, chamado espelho da verdade, diz-se que ele retrata realmente aquilo que você é, por que seu ângulo é perfeito, uma ótima oportunidade para quem gosta de tirar foto do espelho. As mulheres da época adoravam se olhar antes de entrar no salão, coisa de mulher mesmo.

Mas a grande atração da casa sem dúvidas é o salão de espetáculos. Lindíssimo de se ver, cheio de detalhes e história para contar. O Teatro foi montado aos poucos com peças dos países da Europa, por exemplo, o Pano de boca veio da França e é um dos detalhes que mais chamam atenção, ele sobe inteiro até a cúpula, sem ser amassado ou dobrado, e sustenta a obra assinada por Crispim do Amaral, que retrata  a Yara, mãe d”água, e o encontro dos rios Negro e Solimões. O outro pano mostra a transição da Monarquia para a República. A base dos quatro pilares do salão principal, vistos de baixo, representam a base da torre Eiffel.


Salão de Espetáculos do Teatro Amazonas

O teatro possui 701 lugares. Qualquer ser humano se pergunta por que 701? Você já ouviu falar que todo teatro tem um fantasma? Então... nosso teatro também tem seu fantasminha e ele tem seu lugar reservado, é o 701. A cadeira não existe, mas o lugar sim, gostaria muito de vê-lo, mas ele é tímido, nunca se mostra.

Os homens também tiveram seu papel marcante neste ambiente, antes de olhar os tornozelos das meninas lá em cima no Salão Nobre, eles entravam  para o salão de espetáculos e se posicionavam atrás das mulheres, claro que a mulherada tinha que ficar na frente, afinal primeiro as mulheres. Mas, nesta época elas gostavam de usar uns chapéus enormes! E imagina o quanto isso tirava a visão, eles ficavam atrás e perdiam o melhor do espetáculo devido as proporções dos chapéus. Tentaram resolver da forma masculina de resolver as coisas, pediram para aumentar o preço de quem usava chapéu, ou deixava lá embaixo ou pagava um ingresso para o chapéu. A mulherada nem ligou por que elas não trabalhavam naquele tempo, logo quem pagava o ingresso delas eram os homens... os mesmos que inventaram o ingresso do chapéu, como sempre a opinião feminina prevaleceu, afinal era muito chique ir de chapéu e luvas para o Teatro, não dava para deixar o chapéu lá fora!

E estas madames eram muito exigentes, afinal não trabalhavam e apenas ostentavam a nobreza e gastavam o dinheiro dos Barões da Borracha, logo elas começaram a exigir, por exemplo, que não tivesse barulho de carruagens chegando, e, também, para dar um jeito no calor que era insuportável lá dentro. Lógico que o Amazonas sempre ficou na linha do Equador, logo era muito quente e imagine ir ao teatro de chapéu, com aqueles vestidos enormes e luvas, deveria ser um martírio, mas este problema logo foi resolvido, afinal as moças precisavam ter o conforto para assistir as peças e óperas da Europa.

Portanto, para atender ao pedido das moçoilas exigentes, recobriu-se o piso da lateral do teatro por onde as carruagens passavam com enormes mantas de borracha. Borracha não era problema naquela época, na verdade, ela era a solução transformada em dinheiro. Mas os saltos dos sapatos também faziam toc toc nas escadas, então recobriram com pedra de Liós de Lisboa, importadas de Portugal para acabar com a barulheira.

Mas e o calor? Não existia ar condicionado...



Sistema de refrigeração debaixo da cadeira.

Embaixo do teatro havia uma galeria e por baixo de cada cadeira fez-se um tampo redondo de ferro que se abria para sair a ventilação feita por enormes ventoinhas que ventilavam o interior da galeria onde eram depositados grandes blocos de gelo.

Gelo? Em 1896 na selva amazônica?

Também fiz esta pergunta ao guia e ele me disse que o gelo vinha em tubos de ferro de Portugal para as galerias, fazendo assim, às vezes de ar-condicionado e o teatro ficava fresquinho durante as apresentações. Como sempre, tem que ter uma mulher no meio para as coisas andarem e melhorarem.

Mais tarde esta galeria se se transformou em uma lenda. A lenda da cobra grande que dorme embaixo do teatro e até hoje acreditam nisso! Entenda o povo! Mas na verdade coincidiu com o fechamento da galeria por que se inventou o ar condicionado que, curiosamente, você não vê no teatro, apenas sente.



Camarote do Governador

O Teatro tem três andares, 701 lugares, 250 em poltronas e 450 em camarotes, e um lugar do fantasma, lembra? Todos recobertos por um tecido de veludo vermelho. No teto as pinturas representam a arte: dança, teatro, pintura e música. Em frente aos camarotes nobres, há 22 máscaras da tragédia grega representando Moliére, Shakespeare, Goethe, Mozart, Beethoven, Wagner e outros. O camarote principal de frente com o palco é ocupado pelo Governador do Estado. A ótima acústica do Teatro Amazonas dispensa o uso de amplificadores para espetáculos com instrumentos acústicos, corais, cantos líricos e outros. O enorme lustre feito em bronze francês e cristal italiano, que fica bem no centro, desce até a altura das cadeiras para manutenção e limpeza.



Bispo

Há uma história interessante também, relativa a “lugares” no teatro. Lembrando o episódio dos chapéus, há dois lugares, um de cada lado do palco chamados Bispos. Estes lugares são ótimos, mas para quem quer ser visto, para assistir não é uma boa opção, porém nesta época o pessoal queria era ser visto ao invés de assistir, então estes lugares eram caríssimos e muito badalados pela sociedade. Pelo menos lá não havia problema em usar chapéu.

Pelo lado de fora o Teatro também tem mais coisa para ser ver em especial, a cúpula que foi alvo de discórdia na época por que não gostaram do colorido exuberante que prevalecia com as cores da bandeira brasileira,  alguns  acharam que era uma mesquita (parece mesmo) e como tinha tanta influência de outros países até hoje há quem acredite em uma mãozinha muçulmana na história.

Mas a armação veio inteira da Europa com 36.000 escamas vitrificadas, verdes e amarelas de produção francesa e inspiradas no teatro deles (é óbvio) o Ópera de Paris. Quem não gostou ficou não gostando por que não modificaram até hoje. E os Barões queriam mesmo era gastar e encher a cidade com o luxo europeu e agradar suas mulheres é claro, elas mandavam lavar seus vestidos na Europa com a desculpa que as águas do Rio Negro iriam manchá-los. Essa era a maneira mais fácil de ganhar vestido novo, afinal tinha que ter outros para repor e, em Manaus , não tinha shopping tampouco lojas que fabricassem aqueles vestidos carésimos da época. Os vestidos levavam em média dois meses para ir e voltar e haja perfume francês, vestido, sapato, chapéu, mas enfim, dinheiro não era problema e a mulherada era muito esperta... sempre.



Teatro Amazonas - Cúpula

O teatro foi o primeiro monumento tombado em Manaus pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, nos idos de 1966 e, entre candelabros, lustres, cortinas, estátuas, ouro e colunas, é uma obra de arte linda de se ver. Imponente com sua entrada, sua cor é rosa, mas já foi azul e sob protestos voltou a ser rosa. Recentemente um operário raspando a pintura descobriu embaixo da tinta placas de ouro, havia muitas camadas de pintura onde não deveria ser pintado, pois ali é ouro e não precisa de tinta.

O Teatro tem visitações diárias de segunda a sábado entre 09h00min as 16h00min. A visita dura 30 minutos e é feita com um grupo de dez a quinze pessoas levadas por um guia que pode falar as línguas: francesa, inglesa, alemã além da língua portuguesa é claro. Custa R$ 10,00 a visita. Pode fotografar sem flashes para não estragar as pinturas.

A programação se divide muito em festivais de Óperas, peças, apresentações e é sempre muito acessível ao público. Os eventos que são patrocinados pela Secretaria de Cultura do Estado são gratuitos ou é cobrado, como ingresso, um livro que vai para a Biblioteca Pública do Estado.

O Teatro continua sendo o ponto turístico mais visitado e símbolo de uma época áurea que tirou Manaus da escuridão e da pobreza. Como todos os ciclos que Manaus teve e tem, o ciclo da borracha deixou marcas para sempre na arquitetura da cidade. A Belle Epoque é conservada nos prédios até os dias de hoje, resgatar a cultura e origens é motivo de orgulho para enfeitar a cidade e mostrar que temos muito que contar além de nossa selva maravilhosa, nossa fauna e flora tão únicas.



Jardim do Teatro Amazonas - Manaus

Manaus é uma moça bela e formosa como aquelas que exigiam de seus Barões da Borracha o melhor para o lugar que viviam. Com seus vestidos europeus e seus chapéus encantadores as mulheres trouxeram para a cidade a beleza tão bem retratada até hoje. Perceba que o poder feminino está presente na história desta terra. Das Índias Amazonas às mulheres europeias que aqui moravam, Manaus é bela é vaidosa. O teatro é rosa, o boto é rosa, a cidade  é rosa!



Nas paredes havia OURO, que estava coberto por camadas e camadas de tinta


Mais algumas imagens do Teatro Amazonas.



FONTE: Blog Sociedade dos poetas amigos .blogspot





















segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Teatro Chaminé


Teatro Chaminé



O Teatro Chaminé é um importante teatro brasileiro localizado em Manaus.

Foi construído para ser uma estação de tratamento de esgoto em 1910, porém jamais funcionou corretamente, vindo posteriormente a ter sua atual função.

O prédio possui a forma arquitetônica antiga preservada, devido a seu tombamento, possuindo como principal característica uma chaminé de 24 metros, daí porque é chamado Teatro Chaminé.

Histórico

Com características neo-renascentistas, o prédio possui ao lado direito uma chaminé de 24 metros, construída com tijolos compactos refratários, coroada por um chapeló em ferro moldado. Por isso, ficou conhecido como chaminé.


Originalmente, o prédio tinha a finalidade de ser usina de tratamento de esgotos da cidade. Foi construído em 1910 pela empresa inglesa Manaos Improviments, concessionária de serviços de saneamento, contratada pelo governo estadual a partir de 1906.

Em 1913, o sistema de tratamento de esgotos ainda não havia começado a funcionar quando, revoltada contra as altas taxas cobradas, a população destruiu o escritório da empresa. A Manaos Improviments deixou inacabados os serviços sanitários e a usina nunca funcionou.

Tombado como Monumento Histórico do Amazonas em 1988, a edificação foi reformada em 1993 como Centro de Artes Chaminé para abrigar a Pinacoteca do Estado, com exposições temporárias, tendo suas atividades suspensas em 1997, em razão de laudo técnico de especialistas, pelo alto grau de poluição e risco, e pelas obras urbanas realizadas naquela área.

Em 14 de novembro de 2002 o prédio, já como Usina Chaminé, foi reaberto como parte das ações do Programa de Preservação da Natureza da Memória Cultural e Histórica do Amazonas.

A Usina Chaminé tem por objetivo central despertar na comunidade uma manifestação artística vanguardista que fuja dos conceitos e formas já apresentadas sem desprezar as manifestações artísticas tradicionais.

Nesse sentido, o observador terá a oportunidade de confrontar o “novo” e o “tradicional” formando, assim, seu próprio conceito de arte. Térreo: Exposição: Arte Rupestre

Espaço Criança (Atividades diversas: Apresentação de Teatro de Fantoche, Cinema Infantil, Oficinas de Desenho e Pintura, Brincadeiras, Apresentação de Lendas Amazônica e Atividades sócio-educativas.

Espaço de Arena Álvaro Braga: Arena para espetáculos ao ar livre com Show de Rock e Reggae Dimensão: 39,40m x 16,87m; Capacidade: 400 lugares (sentados);

Av. Lourenço Braga, s/n – Manaus Moderna – Centro
Fone: (92) 3636-7196/3234-7156

Horário de funcionamento:

Segunda a sexta das 08h às 17h - Administrativo. 

De Terça a Sexta das 09h às 14h. 

Domingo das 16h às 20h.



terça-feira, 8 de abril de 2014

TEATRO AMAZONAS




A história do Teatro Amazonas inicia-se em 1881, quando o deputado A. J. Fernandes Júnior apresentou o projeto para a construção de um teatro em alvenaria, na cidade de Manaus. A proposta foi aprovada pela Assembléia Provincial do Amazonas, e começaram as discussões a respeito da construção do prédio. Manaus, que vivia o auge do ciclo da borracha, era uma das mais prósperas cidades do mundo, embalada pela riqueza advinda do látex da seringueira, produto altamente valorizado pelas indústrias europeias e americanas. A cidade necessitava de um lugar onde pudessem se apresentar as companhias de espetáculos estrangeiras e a construção do teatro, assim, era uma exigência da época, assim como existia um casa de ópera na cidade de Belém, o recém-inaugurado Theatro da Paz.

O projeto arquitetônico escolhido foi o de autoria do Gabinete Português de Engenharia e Arquitetura de Lisboa, em 1883. No entanto, em meio às discussões a respeito do local para a edificação e os custos da obra, a pedra fundamental só foi lançada em 1884. As obras transcorreram de forma lenta e somente no governo de Eduardo Ribeiro, no apogeu do ciclo da borracha, a construção tomou impulso. Foram trazidos arquitetos, construtores, pintores e escultores da Europa para a realização da obra. A decoração interna ficou ao encargo de Crispim do Amaral, com exceção do Salão Nobre, a área mais luxuosa do prédio, entregue ao artista italiano Domenico de Angelis. O teatro foi finalmente inaugurado no dia 31 de Dezembro de 1896.

A sala de espetáculos do teatro tem capacidade para 701 pessoas, distribuídas entre a plateia e os três andares de camarotes. No Salão Nobre, com características barrocas, destaca-se a pintura do teto, denominada "A Glorificação das Bellas Artes na Amazônia", de 1899, de autoria de Domenico de Angelis. Destacam-se os ornamentos sobre as colunas do pavimento térreo, com máscaras em homenagem a dramaturgos e compositores clássicos famosos, tais como Ésquilo, Aristófanes, Moliére, Rossini, Mozart, Verdi e outros. Sobre o teto abobadado estão afixadas quatro telas pintadas em Paris pela Casa Carpezot - a mais tradicional da época -, em que são retratadas alegorias à música, à dança, à tragédia e uma homenagem ao grande compositor brasileiro Carlos Gomes. Do centro, pende um lustre dourado com cristais, importado de Veneza, que desce até ao nível das cadeiras para a realização de sua manutenção e limpeza.

Destaca-se, ainda na sala de espetáculos, a pintura do pano de boca do palco, de autoria de Crispim do Amaral, que faz referência ao encontro das águas dos rios Negro e Solimões. O teatro possui diversos ambientes, concebidos com diferentes materiais, daí ser considerado um espaço sobremaneira eclético. É, sem dúvida, o mais importante prédio da cidade, não somente pelo seu inestimável valor arquitetônico, mas principalmente pela sua importância histórica, uma prova viva da prosperidade e riqueza vividos na fase áurea da borracha. O teatro é referência para espetáculos regionais, nacionais e internacionais. Já passaram pelo palco do Teatro Amazonas:White Stripes, Margot Fonteyn, Christoph Schlingensief e Roger Waters.

Administrado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, teve sua construção inicial em 1882, e foi inaugurado em 31 de dezembro de 1896, no auge do ciclo econômico da borracha, na administração do governador Fileto Pires Ferreira. É o principal patrimônio cultural arquitetônico do Amazonas. O Pano de Boca foi pintado por Crispim do Amaral e a decoração do Salão Nobre executada pelo italiano Domenico de Angelis. Tombado como patrimônio histórico em 28 de novembro de 1966, este prédio tem capacidade para 701 pessoas na platéia e nos andares de camarote. Após restauração realizada em 1990 pelo Governo do Estado, retomou seu apogeu com a realização do Festival Amazonas de Ópera(O segundo maior da Região Norte no gênero) e com a apresentação em seu palco de espetáculos clássicos e populares de dança, música e teatro de artistas locais, nacionais e internacionais. Promove visitas guiadas e teatralizadas para turistas e comunidades, com personagens de época revendo fatos importantes de sua história. Em 2011 a GRCSES Unidos de Vila Maria fez uma linda homenagem no carnaval paulistano, com o enrredo "Teatro Amazonas - Manaus em Cena". Tendo neste ano a terceira colocaçao, perdendo para Vai-Vai e a Academicos de Tucuruvi.

Cúpula

É composta de 36 mil peças de escamas em cerâmica esmaltada e telhas vitrificadas, vindas da Alsácia. Foi adquirida na Casa Koch Frères, em Paris. A pintura ornamental é da autoria de Lourenço Machado. O colorido original, em verde, azul e amarelo é uma analogia à exuberância da bandeira brasileira.

Salão Nobre

É utilizado apenas para visitação, com capacidade para 200 pessoas.

Sala de Espetáculos

Tem capacidade para 701 pessoas. A distribuição de lugares é a seguinte:

Plateia: 266 poltronas;
Frisa: 100 cadeiras distribuídas em 20 frisas;
1.º pavimento: 110 cadeiras distribuídas em 20 camarotes;
2.º Pavimento: 125 cadeiras distribuídas em 25 camarotes;
3.º Pavimento: 100 cadeiras distribuídas em 20 camarotes.

Camarim Cenográfico

Inaugurado em 2004, na abertura do VIII Festival Amazonas de Ópera, este espaço fica instalado na ala de camarins e foi reconstituído similar aos encontrados no passado, com as paredes forradas de tecido e vários objetos que usavam no final do século XIX, assim como os móveis que fazem parte desde a sua inauguração.

Palco

A boca de cena possui 10,50 metros de largura, 6,40 metros de altura e 11,97 metros de profundidade. O urdimento tem 14 metros de altura. A área útil total é de 123,29 metros quadrados.

Fosso da Orquestra

Altura: 2,30m;
Largura: 11,90m;
Comprimento: 7,20m.

Equipamentos:

29 varas cênicas, sendo:
05 varas elétricas
04 varas de luz laterais, sendo 02 de cada lado do “back stage”
Piso de madeira em quarteladas no palco central de 2,00m x 1,00m, não removível.

01 regulador de boca vertical com tomadas para iluminação cênica.

Proscênio ou fosso da orquestra. Possui elevador elétrico com possibilidade de pausa em três níveis: fosso, platéia e palco. Praticáveis, cadeiras e estantes para Orquestra e Coral.

Luz

Som. A ótima acústica do Teatro Amazonas dispensa o uso de amplificadores para espetáculos com instrumentos acústicos, corais, cantos líricos e outros.

Panaria
Cortinas pretas
Bambolinas
Ciclorama Branco
Cortina de filó
Pernas
01 cortina de proscênio em veludo vermelho. 02 panos de boca pintados (originais) Instrumentos:

02 pianos de cauda inteira, marca Steinway and Sons
01 piano meia cauda, marca Steinway and Sons
01 celesta
01 cravo
01 xilofone
01 harpa profissional
01 órgão eletrônico
01 sino sinfônico
01 gongo chinês
01 bumbo gigante sinfônico
02 contra-baixos acústicos
04 tímpanos