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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

COSME E DAMIÃO

 COSME E DAMIÃO



Na metade do século passado, a Polícia Militar do Amazonas inovou com sucesso ao adotar o policiamento em dupla, celebrizado por Cosme e Damião. A iniciativa ocorreu no comando do coronel Cleto Veras, que fora nomeado pelo governador Plinio Coelho (1955-1959). 
Para melhor desempenho do policiamento, foi escolhido um pessoal mais destacado, tanto em estatura quanto em apresentação pessoal. A corporação também caprichou no uniforme.
 
Essas providências trouxeram bons resultados. Instalado em 25 de agosto de 1956, logo o Cosme e Damião tomou conta do centro da cidade. Claro, porque as ocorrências de então estavam concentradas nesta área. E restritas a “bater carteiras”, a jogos de azar e pouco mais.
Este comandante foi substituído, mas o policiamento prosperou. No início da década de 1960, passou ao controle do Grupamento de Policiamento Ostensivo, sob o comando do saudoso major Nathan Lamego de Oliveira.

Em 1966, quando o Cosme e Damião sob a referida estrutura, mas ainda prestando bons serviços e trazendo bons resultados.


Até hoje, o formato de vigilância pública em duplas ainda existe.

RÁDIO PATRULHA

RÁDIO PATRULHA



A capital amazonense, nessa ocasião, já sentia a pujança do comércio da Zona Franca, espalhado pelo centro comercial. A polícia necessitava ampliar, fortalecer esse tipo de policiamento. Levou algum tempo, mas a mudança aconteceu em junho de 1972, quando o coronel Paulo Figueiredo inaugurou a Companhia de Rádio Patrulha, sob o comando do capitão Fausto Seffair Ventura.


Era constituída de prosaicos automóveis VW, os simpáticos Fuscas, operados por dois patrulheiros e dotados de um sistema de rádio bem elementar. O quartel primitivo estava localizado na av. Duque de Caxias, ao lado da Maternidade Balbina Mestrinho (na ocasião, mudado para Ana Nery). Ocupava um aquartelamento bem simples, elaborado na prancheta do próprio comandante Figueiredo. 


Desaparecia assim o formato original do Cosme e Damião, que o coronel Antonio Guedes Brandão ressuscitou e, em nossos dias, segue prestando serviços. Mas, a Rádio Patrulha era o “bicho”, resolvia com mais presteza os problemas que o Centro de Operações (Cop) coordenava. Era temida, como pudesse ocupar o território de nossa cidade. Com o tempo, perdeu seu entusiasmo e, apesar de novos e mais possantes veículos, foi substituída a nomenclatura específica, já que hoje, todas as guarnições possuem veículos.





Em 1977, mudou-se para o quartel existente na rua Dr. Machado, nos fundos da mesma maternidade, com ligação com o quartel anterior. Enfim, a evolução da cidade exigiu mais força no policiamento. A Rádio Patrulha foi extinta em março de 1988, sob o comando do major Wilde de Azevedo Bentes. Neste quartel, em nossos dias, encontra-se aquartelado o RAIO.



                                                   


Eis a relação de todos os comandantes da Companhia de Rádio Patrulha:



capitão Fausto Seffair Ventura ?/06/1972 
capitão Mael Rodrigues de Sá 15/10/1973 
major Ruy Freire de Carvalho 07/02/1974 
major Amilcar da Silva Ferreira 29/01/1976 
major Mael Rodrigues de Sá 18/02/1977 


Sede – Rua Dr. Machado
major Manoel Roberto Lima de Mendonça 1º/02/1978
major Alfredo Assante Dias 6/03/1979
major Romeu Pimenta de Medeiros Filho 10/04/1980
major Edval Correa da Fonseca 09/09/1981
major Jétero Silva de Menezes 28/06/1983 

major Edmilson da Silva Nascimento 20/02/1986
major Manoel dos Santos Araújo 12/05/1986 
capitão Fernando Antônio Andrade Oliveira 4/07/1986 
major Manoel dos Santos Araújo 18/02/1987
major Wilde de Azevedo Bentes 25/03/1987



sexta-feira, 25 de julho de 2014

ABELHAS ???


ABELHAS ???
Caso relatado por um oficial do Corpo de Bombeiro do Amazonas

Em 1978. As abelhas “africanas” atacaram dois cachorros na residência de um oficial do Exército. Mataram os cães por asfixia. (...) os bombeiros foram acionados. Ninguém tinha experiência alguma com abelhas, ninguém sabia que fazer. Acreditando que já podia palpitar, opinei: “Vamos vestir um homem-rã ou o bombeiro que efetuar a operação com a roupa de mergulho”. Quero dizer, roupa de neoprene preta, a máscara contra gases, assim podia melhor respirar. A estratégia: o operador sobe a escada, tira parte do telhado onde as abelhas se aninham e, então, a gente acaba com elas!

Aconteceu, entretanto, verdadeiro desastre: as abelhas revestiram o corpo do bombeiro, milhares delas. Assim, ele virou enorme gorila. E pior, elas atacaram aos que apreciavam a operação, e todos foram atingidos. Por sorte, eu sofri duas ou três picadas, mesmo assim, fui acometido de enjoo, com febre e mal-estar. Quem estava lá sofreu com o veneno das “africanas”. Portanto, o meu palpite foi desastroso, porque a abelha africana é peçonhenta, venenosa e, dependendo da intensidade de picadas, pode matar.

AS DESTRAÍDAS


AS DESTRAÍDAS
Caso relatado por um oficial do Corpo de Bombeiro do Amazonas

Ao lado da padaria Santo Antonio (hoje Cintia), próximo ao Hospital Militar, existem umas casas geminadas, em uma delas morava uma senhora obesa, bem gorda mesmo, acompanhada da filha. Quando saiam para compras na padaria, frequentemente esqueciam a chave da entrada, ora pelo lado de dentro, ora o vento batia a porta. Resultado: ficavam “presas” do lado de fora. Chamavam os bombeiros, que repetiam a mesma operação: armavam uma escada, subiam, passavam pela janela, abriam a porta e libertavam as “presas”. Ora, isso exigia levar a escada e repetir toda aquela manobra.

Decisão: fez-se uma cópia da chave da casa e, quando chamado, o bombeiro ia de motocicleta abrir a porta, claro, trazer a chave. Assim se resolveu parcialmente o problema das senhoras trancadas por fora, às vezes, trancadas em "trajes menores".

segunda-feira, 21 de julho de 2014

1º Batalhão em Petrópolis


1º Batalhão em Petrópolis

O primeiro a existir foi o 1º Batalhão de Infantaria, comandando pelo tenente-coronel Candido José Mariano, que seguiu contra Canudos, em 1897. Sua criação data do ano anterior, quando o Amazonas dispunha de um Regimento Militar para a segurança do estado.

Esse Regimento compunha-se de dois batalhões, fração de artilharia e cavalaria, além de companhia de bombeiros. Era tão evoluída a força estadual, que possuía duas bandas de música. Afinal, o Amazonas sacava dinheiro contra a produção da borracha, a riqueza que avalizou a expedição contra Antônio Conselheiro.

Está documentada a decisão do governador Fileto Pires que entregou a Candido Mariano 40 contos de réis, para gastos em geral com o pessoal. Tanta benevolência servia para colaborar com os cofres federais, que mantinha a campanha de Canudos há dois anos.

O Regimento prosperou enquanto prosperava o ciclo da borracha, tão logo este demonstrou retração, a PM operou na mesma direção. Em 1908, assume o governo Antônio Bittencourt, reclamando da situação econômica do Estado. Entre suas iniciativas, veio a mudança, drástica mesmo, nas fileiras da corporação policial. Em 20 de janeiro, organiza, em lugar do Regimento bem nutrido, o Batalhão Militar do Estado.

Ainda no mesmo governo, retornou a reorganização do Regimento, até com elevação de policiais. No entanto, em janeiro de 1913, o governador Jonathas Pedrosa extingue aquele e, com a metade do efetivo, cria o Batalhão de Segurança. A partir desse ano, o efetivo da corporação seguia os rumos da economia do Estado, sempre definhando.

Obviamente que, em decorrência da extinção do regimento, os batalhões (1º e 2º) foram extintos, desapareceram. Restam apenas os assentamentos de seu pessoal, devidamente guardados no Palacete Provincial.

Somente em 1965, no início do Governo Militar, o governador Arthur Reis denominou a Polícia Militar do Estado de Batalhão Amazonas. Nos considerados da lei que o criou, lembrou aquele intelectual, historiador competente, das atribulações sofridas pelo primitivo 1º Batalhão em Canudos.

Desde 8 de novembro de 1971, a Polícia Militar do Amazonas encontra-se no bairro de Petrópolis, com o aquartelamento do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Nessa data, esta unidade, com o efetivo de aproximadamente 400 homens (as mulheres somente ingressariam na PM em 1980), ocupou o enorme quartel destinado a abrigar todo o efetivo desta corporação.

Eram três enormes prédios (para a época), o do comando, com tantas e um enorme corredor, que mais parecia um hotel ou hospital, e mais dois para as companhias, sem esquecer o corpo da guarda, onde se encontrava o famigerado xadrez. Todos eles dispondo de venezianas de madeira; armários de madeira nos alojamentos; travessas adequadas a armação de redes, isso mesmo, com essas medidas Dr. Severiano Porto pensava em arejar os espaços.

Ainda existe a caixa elevada e a cisterna, que supriam a deficiência do abastecimento de água na cidade naquela época. Somente muito depois, foi construído um galpão, que se transformou em garagem e serve em nossos dias para outros fins. Havia também a quadra esportiva, onde aconteciam as olimpíadas policiais. 

Em abril de 1997 quando, por exigência do melhor policiamento da cidade, o batalhão tomou a denominação de Batalhão de Polícia de Rádio Patrulha, sob o comando do tenente-coronel Fernando Antônio Andrade de Oliveira. Este, seis meses depois passou a direção ao então major Wilson Martins de Araújo que, tal qual o antecessor, permaneceu outros seis meses a frente do quartel. Na sequência, transferiu o comando ao tenente-coronel James Pedrosa Castelo Branco, que permaneceu “longo período” (dois anos), até 1999.

Em 2002, o 1º BPM foi “invadido”, ocupado pelo comando da corporação, que se fazia escoltar por diversos órgãos. Com esse procedimento, o comando-geral da PMAM ocupava o espaço que lhe fora destinado passado mais de trinta anos. Mas, a costumeira designação de 1º Batalhão perdurou por algum tempo, mesmo quando, em 2007, esta Organização Policial Militar (OPM) foi desativada ou extinta.

OBS.: Na Polícia Militar do Amazonas, de dois batalhões com a mesma denominação: 1º Batalhão. Ambos desapareceram no tempo, ambos foram desintegrados.



quarta-feira, 16 de julho de 2014

Companhia de Bombeiros


Vc sabia que em 1950 – A Companhia de Bombeiros passa à subordinação total da Prefeitura de Manaus ???

Isto ocorreu conforme a Lei nº 825, sancionada pelo governador interino Júlio de Carvalho Filho.

O Período era muito difícil para o Estado, a pobreza dos bombeiros levou ao surgimento dos Bombeiros Voluntários, do comandante Ventura.
 
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Guarda Policial (atual Polícia Militar)


Vc sabia que em 1880 – A Guarda Policial (atual Polícia Militar) ficava em um edifício provincial, na praça Riachuelo???

 Este logradouro limitava-se pelo cruzamento das avenidas Eduardo Ribeiro e Sete de Setembro, e rua Marechal Deodoro. Nesse local, possivelmente, décadas depois, o Estado construiu a sede da Polícia Civil, que chegou aos nossos dias chamada de, entre outras, o Casarão da Marechal.

O Casarão, foi posto ao chão, no local constuiu-se, a atual sede do Banco do Brasil.

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