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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Ponta Negra

Ponta Negra

Construído na década de 90, o complexo de lazer da Ponta Negra modernizou cerca de 2 km da orla do Rio Negro, no extremo oeste da cidade, dotando este espaço com quadras de esportes, bares e diversos outros serviços. Porém, sem receber qualquer tipo de manutenção durante os anos seguintes, o local foi se deteriorando pouco a pouco até ficar quase que completamente abandonado. Um contraste gritante quando pensamos que o complexo está localizado no bairro mais nobre de Manaus, com seus luxuosos edifícios residenciais.


Nova Ponta Negra

Mas nem tudo está perdido! Em 2010, a Prefeitura lançou um projeto de revitalização da Ponta Negra. Novas quadras de esportes, praças, anfiteatro modernizado, mirante e bares com vista privilegiando o Rio Negro eram algumas das propostas do projeto. Além disso, há planos de se construir um moderno Teatro Municipal às margens do rio, com capacidade para 1.400 pessoas, e também atrair investimentos privados para instalar restaurantes de marcas renomadas no local, devolvendo à Ponta Negra o status de cartão postal da cidade.

A primeira etapa das obras de revitalização foi inaugurada em dezembro de 2011 e o resultado atendeu a todas as expectativas. Não há, em nenhuma outra parte da cidade, um ambiente de visual tão moderno e arrojado que, ainda por cima, privilegia a visão do majestoso Rio Negro. Nesta primeira etapa, três mirantes se lançam em direção ao rio, oferecendo aos freqüentadores um ótimo local para contemplação. Além disso, uma fonte de águas dançantes e um belo trabalho de paisagismo criam um espaço agradabilíssimo para caminhar e descansar com a família.

Porém, a maior novidade desta primeira etapa do projeto é a praia perene. Cerca de um milhão de metros cúbicos de areia foram colocados no leito do rio para permitir a presença constante de uma praia fluvial, a qual irá resistir ao regime de cheia das águas. A praia é um dos pontos mais frequentados do complexo e serve como prova do brilhantismo da engenharia moderna que conseguiu superar a variação do nível da água, a qual chega a atingir mais de 15 metros de altura entre o período da seca e o da cheia do rio.

Talvez a única decepção dessa primeira etapa seja o anfiteatro que, embora imponente e belamente revitalizado, continua servindo apenas de enfeite, já que nenhuma apresentação cultural é exibida regularmente no seu palco, com exceção dos shows de réveillon da cidade.

O restante do complexo já foi fechado para reforma e a inauguração da segunda e última etapa está prevista para 2013.

Uma janela para o Rio Negro
Em uma cidade que cresceu de costas para o Rio Negro, a Ponta Negra é um dos poucos locais onde é possível admirar a beleza da orla fluvial de Manaus. Nesse ponto, o rio possui impressionantes 10 km de largura. Do outro lado, margeando o rio, o paredão verde da floresta se ergue, enquanto a modernidade aparece representada à esquerda pela imponente Ponte Rio Negro, que à noite exibe uma bela iluminação cênica. A vista, não importa a hora do dia, é sempre de tirar o fôlego.

Ao lado do complexo de lazer estão localizados dois dos hotéis mais luxuosos da cidade: o Hotel Tropical e o Park Suites. O segundo surgiu quando uma rede de hotelaria internacional adquiriu do primeiro a Business Tower, um belo edifício construído às margens do rio. Essa torre, hoje denominada Park Suites, possui uma localização estratégica que a torna ponto de visitação obrigatória para turistas e até mesmo moradores locais.

Antigamente, era possível visitar a área de lazer do edifício. Ali o visitante se deparava com uma piscina de borda infinita, causando a impressão de que a piscina e o Rio Negro eram um só. Passarelas de madeira erguidas sobre cascatas de água povoadas por tambaquis (um peixe amazônico) completavam o cenário paradisíaco. Hoje em dia, porém, essa área é restrita aos hóspedes do hotel.

Contudo, desde a metade de 2011, o Park Suites oferece uma outra atração ainda melhor, e aberta a não hospedes. No último andar do edifício foi inaugurado o Bistrô Mon Plaisir, que oferece um delicioso cardápio de pratos tradicionais com ingredientes amazônicos, desde carnes e filés até massas e frutos do mar. O grande trunfo do local, no entanto, não se resume apenas à comida, mas sim à belíssima visão panorâmica que ele oferece da sua varanda, com a imensidão do Rio Negro de um lado e o verde infinito da floresta do outro. Uma vista que nos faz sentir pequenos diante de tanta beleza e grandeza.

O restaurante abre todos os dias para jantar e aos sábados e domingos também para almoço. É possível também visitar o local no final da tarde, a partir das 17h, quando o restaurante funciona para happy hour, com um cardápio diferenciado. Nesse horário, a grande vantagem é poder apreciar o indescritível pôr-do-sol amazônico de um lugar único e privilegiado.

Antes de sair do complexo hoteleiro vale a pena visitar o píer do Hotel Tropical, cujo acesso se dá através de uma pequena trilha de mata nativa. Esse é outro local excelente para assistir ao pôr-do-sol e onde, entre setembro e janeiro, se forma uma bela praia fluvial.

Não deixe de ver/fazer:

Contemplar o Rio Negro em um dos três mirantes do parque;

Apreciar o pôr do sol, a partir das 17h;

Visitar o píer do Hotel Tropical, onde uma praia fluvial se forma entre setembro e janeiro;  

Almoçar e/ou jantar no Bistrô Mon Plaisir, localizado no topo do hotel Park Suites.

- A Ponta Negra, após sua revitalização, se tornou um local tranquilo e seguro, livre de mendigos e camelôs, inclusive à noite. 

- Trata-se do melhor local da cidade para ver o pôr do sol.

- Se você não gosta de multidões, evite ir à Ponta Negra aos sábados e domingos após as 10h da manhã. Por se tratar do único balneário na área urbana de Manaus, o local fica absurdamente lotado nos finais de semana. 

- O Hotel Tropical é aberto para a visitação de não hóspedes. A visita ao píer é gratuita, mas para entrar no mini-zoológico do hotel é preciso pagar uma taxa de 7 reais. A visita ao mini-zoólogico, na minha opinião, não vale a pena.

- A entrada na área de lazer do hotel Park Suites, que inclui uma bela piscina de borda infinita, agora é restrita aos hóspedes. No entanto, o Bistrô Mon Plaisir, localizado no topo do edifício, é aberto ao público.

- Os preços cobrados no Bistrô Mon Plaisir são caros, mas não absurdos. Uma refeição bem servida custa em torno de 50 reais por pessoa. O cardápio de happy hour, servido a partir das 17h, inclui petiscos mais baratos.

-  Vale a pena visitar a Ponta Negra em qualquer horário do dia ou da noite. Durante o dia, a visão do rio é espetacular, enquanto à noite é possível apreciar a iluminação cênica da Ponte Rio Negro.

- As opcões gastronômicas da Ponta Negra ainda são limitadas e incluem apenas uma sorveteria, uma  barraca de tacacá e uma tenda de açaí. No entanto, há previsão de que alguns restaurantes e bares se instalem no local nos próximos meses.

- A entrega do restante do complexo, já fechado para reforma, está prevista para 2013.


IMPORTANTE: A maioria das fotos foi tirada diretamente da internet. Elas tem o único propósito de divulgar as belezas do Amazonas.  Nem eu, e nem a MANAUS ONTEM HOJE SEMPRE®, possuímos direito autoral algum sobre elas. No caso de fotos cujos nomes dos autores não aparecem, isso quer dizer que os mesmos não foram identificados nos sites de onde foram colhidas as fotos. Caso algum autor queira que eu identifique/corrija seu nome na foto, basta deixar um comentário. Da mesma forma, caso algum autor deseje que eu retire a sua foto do blog, basta se manifestar que eu o farei. Obrigado pela compreensão.

Praia da Lua

Praia da Lua


A Praia da Lua é uma das praias mais frequentadas pelos manauaras. Localizada a menos de 10 minutos de lancha da capital, ela fica exposta durante quase todo o ano, sendo que entre setembro e janeiro (época da vazante) a faixa de areia se torna mais extensa.

Infelizmente, ela é também um retrato vivo do descaso do Poder Público para com as áreas de lazer em Manaus, começando pelo próprio porto de partida, a Marina do David, um local completamente sujo, perigoso e sem infra-estrutura alguma para receber visitantes ou moradores. Já na Praia da Lua, o primeiro absurdo fica por conta da falta de um atracadouro adequado para os barcos que lá aportam. Como o acesso é apenas fluvial, os diversos barcos e lanchas ficam "estacionados" em quase toda a extensão da praia, disputando lugar com os banhistas. Para piorar, as barracas improvisadas na praia para servir comidas e bebidas nada mais são do que pedaços de madeira cobertos de lona. A impressão é de se estar diante de um acampamento de refugiados da África Subsaariana. A higiene, ou melhor, a falta dela, também pode ser facilmente observada no manuseio dos alimentos.

Esse ambiente totalmente desorganizado e sem qualquer fiscalização atrai pessoas que não têm o menor respeito pela natureza, espalhando os mais variados tipos de dejetos e ligando caixas de som no último volume. Durante os finais de semana, a praia fica entupida de gente e definitivamente não pode ser considerada um ambiente agradável.

"Meu Deus, vale mesmo a pena visitar essa praia?" Sim, vale muito, mas só se for durante a semana ou bem cedo nos sábados e domingos. Nessas horas o movimento é pequeno e então conseguimos perceber toda a beleza do local.

De frente para o Rio Negro, e dotada de uma fina areia branca, a Praia da Lua se revela um ótimo local para relaxar e observar, não muito longe dali, o skyline da Ponta Negra e a Ponte Estaiada. Seguindo em direção às árvores, o visitante se depara com um braço de rio que corta a Praia por trás, formando uma bela enseada rodeada de verde que convida a um mergulho. De volta à margem do Rio Negro, do lado esquerdo da praia, a visão que se tem do pôr do sol é belíssima.

É uma pena, portanto, que não haja um plano de manejo para o local nem muito menos fiscalização. A instalação de um atracadouro, barracas padronizadas, cestas de lixo e o controle da poluição sonora tornaria a Praia da Lua um dos locais mais agradáveis de Manaus, não importando o dia nem o horário da visitação.

Como chegar 

Lanchas saem durante todo o dia da Marina do David, na Ponta Negra, em direção à praia (e vice-versa). O preço é de 4 reais por pessoa (um trecho) e chega-se na praia em menos de 10 minutos.

- A Praia da Lua fica aparente durante quase todo o ano, sendo que na época da vazante (entre setembro e janeiro), sua faixa de areia se torna mais extensa. Porém, se a vazante do Rio Negro for muito forte, a praia pode acabar sendo isolada por uma grande faixa de lama, dificultando o acesso. Por isso, antes de embarcar, é recomendável perguntar aos barqueiros quais as condições da praia.

- Visite a Praia da Lua durante a semana ou, no máximo, durante o sábado e domingo bem cedo de manhã. No resto do fim de semana a praia fica entupida de gente e não é um ambiente agradável.

- Caso decida ir durante a semana, verifique os horários de saída das lanchas da praia de volta para Manaus. Nesses dias, o movimento de embarcações é menos constante.

- Ônibus de linha não chegam até a Marina do David, somente até a entrada do Tropical Hotel. Para ir até lá basta fazer uma caminhada de uns 15 minutos até o final da avenida principal ou pegar um táxi que pode cobrar de 5 a 10 reais por pessoa.

- A Marina do David não possui qualquer infra-estrutura para recepcionar vistantes. Chegando lá, vá até um flutuante que fica na beira do rio e pergunte sobre o próximo barco a ir para a Praia da Lua.

IMPORTANTE: A maioria das fotos foi tirada diretamente da internet. Elas tem o único propósito de divulgar as belezas do Amazonas.  Nem eu, e nem a MANAUS ONTEM HOJE SEMPRE®, possuímos direito autoral algum sobre elas. No caso de fotos cujos nomes dos autores não aparecem, isso quer dizer que os mesmos não foram identificados nos sites de onde foram colhidas as fotos. Caso algum autor queira que eu identifique/corrija seu nome na foto, basta deixar um comentário. Da mesma forma, caso algum autor deseje que eu retire a sua foto do blog, basta se manifestar que eu o farei. Obrigado pela compreensão.














Praia do Tupé

Praia do Tupé, Manaus


Para chegar até este paraíso, basta fretar um barco na Marina do David ou no píer do Hotel Tropical. Em cerca de 30 minutos chega-se à praia.

- A Praia do Tupé fica exposta durante quase todo o ano, mas a melhor época para visitá-la é de agosto a março, quando o Rio Negro ainda está baixo. Porém, se a seca do Rio Negro for muito forte, a praia pode acabar sendo isolada por uma extensa faixa de lama, dificultando o seu acesso. Por isso, é recomendável perguntar ao barqueiro quais as condições atuais da praia.

- Evite a praia nos sábados e domingos pela tarde, quando ela costuma ficar muito lotada.

- Ao lado da praia encontra-se uma aldeia da tribo indígena dos Dessana, os quais convidam os visitantes para assistir e participar dos seus rituais de dança. A gentileza obviamente não sai de graça, e eles cobram uma taxa de R$10 por pessoa. Vale a pena também admirar a bela vista do Rio Negro que se tem do alto da encosta em frente à maloca.

- Por estar localizada a cerca de 30 km de distância da orla da Ponta Negra, não há saídas regulares de barcos para a Praia do Tupé como acontece para a Praia da Lua. Pode-se tentar negociar com algum barqueiro na Marina do David na hora do embarque, porém, o mais seguro é fretar com antecedência uma voadeira (pequeno barco movido à motor) para chegar ao local.

- As voadeiras podem comportar de 10 a 20 pessoas. Em geral, os barqueiros cobram entre R$25 e R$30 por pessoa para levar até a praia e voltar para buscá-los no horário combinado. Não aceite nenhum preço acima dessa média, pois alguns barqueiros querem tirar vantagem de turistas e cobram até R$100 por pessoa.

- Ao conversar com o barqueiro, pode-se acertar como ponto de partida e retorno o píer do Hotel Tropical, que oferece uma estrutura muita mais segura, inclusive para estacionar o carro, do que a Marina do David, local tradicional de embarque para a praia. O ideal é ligar com alguns dias de antecedência para combinar os detalhes do passeio. Atualmente, porém, o Hotel Tropical está cobrando uma taxa de estacionamento (5 reais por 3 horas e mais 1 real por cada hora adicional).

- Também há barcos regionais que saem do porto da Manaus Moderna (no centro da cidade) todos os domingos pela manhã em direção à praia. A viagem dura cerca de duas horas e o retorno ocorre apenas no final da tarde. O preço varia de R$15 a R$20 por pessoa. Porém, as condições de higiene, conforto e segurança do porto de embarque e das próprias embarcações são bastante precárias.

Contatos

Voadeira com capacidade para até 10 pessoas
8135-1377 / 9283-2439 (falar com João Moraes)

Voadeira com capacidade para até 20 pessoas
9148-0115 (falar com Luiz Pereira)


Fonte: Descobridor do Amazonas

IMPORTANTE: A maioria das fotos foi tirada diretamente da internet. Elas tem o único propósito de divulgar as belezas do Amazonas.  Nem eu, e nem a MANAUS ONTEM HOJE SEMPRE®, possuímos direito autoral algum sobre elas. No caso de fotos cujos nomes dos autores não aparecem, isso quer dizer que os mesmos não foram identificados nos sites de onde foram colhidas as fotos. Caso algum autor queira que eu identifique/corrija seu nome na foto, basta deixar um comentário. Da mesma forma, caso algum autor deseje que eu retire a sua foto do blog, basta se manifestar que eu o farei. Obrigado pela compreensão.