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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

INAUGURAÇÃO DO PALÁCIO RODOVIÁRIO






Existem vários palácios em Manaus (Rio Negro, Rio Branco, da Justiça e o   destruído Palácio do Governo, atual IEA) - o Palácio Rodoviário foi uma edificação suntuosa, construído para abrigar o Departamento de Estradas de Rodagem do Amazonas (DER-AM), um órgão responsável pela abertura e pavimentação de estradas do nosso Estado, mas, serviu também para residência do governador.

Foi inaugurado numa terça-feira de 26 de janeiro de 1960, na Avenida Carvalho Leal, 1777, no bairro da Cachoeirinha, no governo do Gilberto Mestrinho, recebendo o nome de “Engenheiro Edmundo Regis Bittencourt”, uma justa homenagem ao homem que muito ajudou ao Estado do Amazonas, enquanto esteve na direção do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).

Na inauguração, o Dr. Regis Bitencourt estava presente, juntamente com a sua comitiva, a convite do Governo do Amazonas – toda a população de Manaus foi convidada para o evento – o primeiro presidente do DER-AM foi o engenheiro Elias Antônio Morkazel.

Todas as classes sociais estiveram presentes ao evento. No discurso, o governador Gilberto Mestrinho falou da importância do edifício e da justa homenagem ao Diretor do DNER, ao qual fez também um discurso de agradecimento, destacando o carinho do povo do Amazonas ao seu nome e, prometeu continuar a colaborar com os pleitos do Estado, pois deseja vê-lo progredir sempre, para maior felicidade dos seus filhos e honra do Brasil.

O prédio foi abençoado pelo Dom João de Souza Lima, arcebispo de Manaus – depois, o governador cortou a fita simbólica e descerrou à placa comemorativa da inauguração – no final, todos se dirigiram ao luxuoso auditório, no quarto andar, onde foi servido um coquetel.


A fotografia acima, mostra a inauguração dos primeiros 20 km da AM-10, pela parte de Manaus. Era o ano de 1960, na semana de inauguração da nova sede do DERA (como era conhecido). Foto: O Jornal.


Tempos depois, o Palácio Rodoviário serviu também para residência do Governador João Walter de Andrade (1971-1975) – com a extinção do DER-AM, passou a abrigar a Escola Superior de Ciências da Saúde (Medicina, Odontologia e Enfermagem), da Universidade Estadual do Amazonas (UEA).

Durantes muitos anos, esse imponente edifício foi considerado um dos cartões postais da nossa cidade, perdendo, com o tempo, o seu brilho de outrora. É isso ai.

Fonte: O Jornal | Blog do Rocha 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

CASA DO ESTUDANTE UNIVERSITÁRIO DA UFAM

CASA DO ESTUDANTE UNIVERSITÁRIO DA UFAM



Fica na Rua Barroso nº 267, centro antigo de Manaus, o prédio foi cedido, em 1947, para abrigar a sede da União dos Estudantes do Amazonas (UEA), através da Lei nº 115, pelo então governador Leopoldo Amorim da Silva Neves.

Foi uma conquista do presidente da UEA, Antônio Lindoso e seu sucessor Armando Andrade de Menezes, no local eram desenvolvidos serviços de assistência social aos estudantes pobres, biblioteca, teatro, curso preparatórios, dentro outras atividades.

A UEA foi fundada em 04 de Janeiro de 1942, pelos estudantes João Martins da Silva, Samuel Benchimol, Plínio Coêlho, Antônio Lindoso, Áureo Mello, Agnello Uchôa Bittencourt e Anderson de Meneses – no mesmo ano, foi considerada de Utilidade Pública através do Decreto-Lei nº 798, do governador do Estado, Dr. Álvaro Botelho Maia.

O restaurante da Casa dos Estudantes foi inaugurado em 1951, na gestão do presidente da UEA, Phillipe Daou, uma obra de cunho assistencial.

Na década de setenta estudei na Faculdade de Estudos Sociais, na Rua Monsenhor Coutinho; na qualidade de estudante da antiga UA, participava de reuniões no auditório da Casa dos Estudantes e, utilizava diariamente o restaurante da casa, pois era cobrado um preço simbólico pela refeição.

Atualmente, a Casa do Estudante Universitário da UFAM (CEU-AM) assegura o alojamento e alimentação aos estudantes da Universidade Federal do Amazonas, de ambos os sexos, oriundos do interior do Estado do Amazonas, de outros Estados do Brasil e também de outros países.

O ingresso é feito por meio de processo seletivo, previsto em edital da Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários, dando exclusividade para admissão aos candidatos que comprovem carência de recursos financeiros, priorizando os que demonstrarem aproveitamento acadêmico satisfatório e conduta compatível com o ambiente em que irão residir, a ser verificado durante o estágio probatório com duração de 06 (seis) meses a contar do ingresso à CEU-AM.

Pela Casa dos Estudantes passaram muita gente, tempo de sufoco, muitos estudos, dificuldades enormes, lisura geral, mesmo assim, todos guardam na memória os tempos bons da “República”. Muitos deles são hoje políticos de expressão, empresários bem-sucedidos e profissionais liberais de qualidade. É isso ai.

Fonte: http://www.portaldoestudante.org.br/histuea.htm  |  BLOG DO ROCHA
Foto/Montagem: BLOG DO ROCHA

terça-feira, 5 de agosto de 2014

ALFÂNDEGA

ALFÂNDEGA

O conjunto arquitetônico da Alfândega e Guardamoria foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, em 1987, junto com o Complexo Portuário. Inaugurados oficialmente em 1906, os dois prédios foram construídos pela firma inglesaManaos Harbour Limited, como parte do contrato de concessão do Porto de Manaus. Em estilo eclético, com elementos medievalistas e renascentistas, trata-se do primeiro prédio pré-fabricado do mundo. O prédio da Guardamoria, com sua torre e farol edificados com o mesmo material e estilo da Alfândega completa o complexo. O edifício da Alfândega foi construído em blocos de tijolos aparentes, pré-montados e importados da Inglaterra, uma reprodução dos prédios londrinos do início do século XX.



Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A primeira Legislatura | 1a. SEDE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS

A primeira Legislatura | 1a. SEDE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS



As eleições para a Câmara Municipal de Manaus após a redemocratização do país, foram realizadas, com sete (7) vagas, como determinava artigo 7º. Constituição Estadual de 26 de outubro de 1945. A posse dos eleitos correu em 17 de dezembro de 1947, com mandato até 16 de janeiro de 1952.

A Câmara Municipal funcionava numa sala (lado direito) da sede da Prefeitura Municipal, na Praça D. Pedro II, e lá permaneceu até 1975, quando se transferiu para o prédio próprio, na Avenida Sete de Setembro, emprestado ao governo do Estado por 50 anos e que foi muito além (foto).

OS SETE VEREADORES ELEITOS                         Partido/Votos

Adriano Augusto de Araújo Jorge (Médico)              PSD 581
Raimundo Coqueiro Mendes (Funcionário)              PSD 476
Sérgio Pessoa Neto (Advogado)                               PSD 457
Oséas Martins (ex-Sargento do Exército e Poeta)  PSD 412
João de Paula Gonçalves (Médico)                           UDN 1192
Walter Rayol (Comerciário e Cronista)                      PTB 1561
Rodolpho Valle (Acadêmico de Direito)                    PTB 438

SUPLENTES QUE ASSUMIRAM

Geraldo Costa (Acadêmico de Direito)                     PSD 348
Otávio Câmara (Comerciante)                                    PTB 232
Sosthenes Magalhães (Comerciante)                        PSD 173
Antônio Diniz de Carvalho (Comerciante)                 PTB 139
Fueth Paulo Mourão (Professor)                                UDN 244
Oscar da Costa Rayol (Portuário)                              UDN 346

Fonte: BAÚ VELHO

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quarta-feira, 25 de junho de 2014

PALÁCIO DO GOVERNO


PALÁCIO DO GOVERNO EM CONSTRUÇÃO - 1897. 
EM SEU LUGAR FOI CONSTRUÍDO EM 1944 O INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DO AMAZONAS.

Registro onde seria o Palácio do Governo, nessa imagem ele aparece em processo de Construção. Foi um projeto encomendado pelo então governador Eduardo Ribeiro. O mesmo chegou a iniciar a obra e posteriormente foi tocada pelo governador Fileto Pires Ferreira, porém com modificações no projeto original. 

Após o golpe que cassou o mandato de Fileto Pires, assumiu o governo Ramalho Junior, e no governo dele essa obra foi destruída, sobrando apenas os alicerces e o muro de contenção de pedras que até hoje existe. 

Segundo o Orlando Farias, no seu livro “A Danças dos Botos”, comenta esta relação do criador com a criatura: “Fileto Pires menosprezou o grande legado daquele que se transformou num dos maiores vultos da história do Amazonas. Entronizado no poder em julho de 1896, ele inaugurou o Teatro Amazonas como fosse uma obra sua. Desprezou um projeto futurista que o antecessor deixara para ampliar a paisagem urbanística da cidade: a continuação da atual Avenida Eduardo Ribeiro, cujo traçado passaria por debaixo do Congresso (IEA) até os limites urbanos da cidade no Boulevard Amazonas” Ou seja, a obra planejada era fazer a Eduardo Ribeiro longa e que ela terminasse na Avenida Boulevard Alvaro Maia. Segundo o professor e historiador Rogel Samuel: “... observando bem se vê em primeiro plano os fortes muros de contenção que foram construídos e que existem até hoje como o que hoje aparece na Rua Simão Bolívar (a rua Simão Bolívar é uma rua que passa paralela com a Ferreira Pena e Rua Tapajós no Centro ) e serviriam para conter o arrimo do Palácio do Governo, a maior obra de Eduardo Ribeiro, maior do que o Teatro Amazonas. O Palácio nunca foi finalizado, e sobre suas fundações Álvaro Maia construiu a escola normal tal como existe até hoje. Os muros estão lá, para confirmar. O Palácio seria, se construído, A MAIOR CONSTRUÇÃO DO BRASIL de sua época! Se não me engano o projeto original do Palácio do Governo é de autoria do engenheiro e arquiteto italiano Filinto Santoro. O Sr. Santoro foi responsável por várias obras no Brasil daquela época, principalmente nas cidades de Belém e Salvador. O mesmo vem a ser parente do Maestro Cláudio Santoro, o compositor do Hino do Amazonas.

PROJETO ORIGINAL DO PALÁCIO  

Fonte: Manaus de Antigamente

quinta-feira, 8 de maio de 2014

QUARTEL DA PRAÇA DA POLÍCIA


O roteiro acerca da existência do Quartel da Praça da Polícia pode ser elaborado a partir de notícias extraídas dos relatórios provinciais: a forma de sua aquisição, a listagem dos vários reparos e, por complemento em outras fontes, descrever outras providências, tal como a presente situação - tombado pelo patrimônio histórico, porém marcado para perder a particularidade centenária de aquartelamento. Assim, a primeira notação vem de José Coelho da Gama e Abreu, presidente da Província (1867-1868), que alude à compra de um prédio em construção de propriedade do capitão (da Guarda Nacional) Custódio Pires Garcia - o Palacete Garcia. Situado na rua Espirito Santo, hoje Dr. Moreira, se estendia para o “aterro” (desta maneira denominado, devido ao esforço em se soterrar o igarapé existente nas imediações), atual avenida Floriano Peixoto. Destino da edificação: abrigar a tesouraria provincial, e preço da ocasião: 12 contos de réis! 

O antigo Palacete Provincial fora construído em único bloco; o correspondente à edificação original abriga, em nossos dias, no térreo os museus Tiradentes e de Numismática e, no superior, um auditório. Por ocasião da substituição do telhado, realizada em 1993, foi possível constatar esta propriedade, devidamente retratada pela empresa construtora. Sua construção data provavelmente do início da década de 1860. E deve ser incluído entre as edificações mais antigas da Cidade, mesmo que tenha sido ampliado e ampliado sem muitos critérios, ainda assim mantém as particularidades fundamentais. 

O entusiasmo presidencial pela aquisição, ante o “maior andamento” da obra, é compreensível. O presidente provincial João Wilkens de Matos, todavia, em Relatório de 25/03/1870, anuncia a suspensão da obra por “falta de tempo, e de operário e mesmo pela carestia dos materiais”, e adita, pela pouca urgência do prédio diante de outros de mais interesse público. Em dezembro do mesmo ano, o diretor de Obras Públicas, Luís Martins da Silva Coutinho, relataria que o edifício se encontra “em condições de receber a cobertura”, para tanto, já havia madeira bastante “para este fim” e para o vigamento do teto do segundo andar. 

Em março de 1871, o coronel José de Miranda da Silva Reis, presidente da Província (1870-72), sustenta em Relatório ter suspendido os trabalhos de construção do Palacete Provincial, sua nova denominação, “por ter se transformado em sorvedouro de numerário”. Apenas em 1873, Domingos Monteiro Peixoto, igualmente presidente da Província (1873-75), reconhece que a conclusão do imóvel traria benefïcios ao operário público, por entender que poderia abrigar mais de uma das repartições provinciais, “pelas quais paga-se excessivos alugueis”. Assim, dispõe pela Portaria de 19.10.1873 o prosseguimento da edificação, sendo contratante, o tenente coronel (da Guarda Nacional) João José de Freitas Guimarães, pelo valor de 50:000$766 réis. A despeito do interesse presidencial, a obra evoluiu com embaraços, devido a deficiência de materiais de construção e outros empecilhos próprios da época. 


Em 25 de março de 1874, relata Domingos Monteiro Peixoto, presidente da Província, “acha-se concluído este próprio provincial”. São, portanto, mais de doze décadas abrigando repartições públicas; as primeiras foram o Liceu, a Biblioteca Pública, a Assembléia Provincial e a Repartição de Obras Públicas. A mais destacada, pelo longo tempo de ocupação, capaz de cunhar-lhe novo epíteto, foi a Polícia Militar. E, remata o presidente Peixoto, no primeiro semestre do exercício atual, a despesa total feita com este prédio foi de 20:288$200 (leia-se: vinte contos, duzentos e oitenta e oito mil e duzentos réis). Em 28 de fevereiro de 1875, ocorreu a inauguração do Palacete Provincial, conforme assinala o diretor das obras públicas, coronel engenheiro Joaquim Leovegildo de Sousa Coelho, em exposição ao presidente da Província. 

O ano de 1876 foi notável para a Instituição. Em fevereiro, nos conta em Relatório o presidente Antônio dos Passos Miranda, o Palacete recebeu “as bandeiras e trancas de ferro nas janelas e portas”. Este mesmo presidente, em 3 de maio, restabelece a Guarda Policial do Amazonas, pois até esta data, submetido aos reclamos financeiros da presidência, não existia uma corporação policial capaz de assegurar o bem estar social, de auxiliar o poder judiciário e aplicar as normas de conduta que a convivência dos cidadãos no dia-a-dia reclama. Ainda, para tornar mais faustoso este ano, em 11 de julho, foi instalado o Serviço de Extinção de Incêndios, que se projetou pelo tempo e, atualmente, forma o Corpo de Bombeiros Militar. 

O edificio então era conhecido por Palacete Provincial ou, unicamente, Palacete. Decerto dominava a Cidade, a despeito de sua modesta arquitetura, pois “é evidente sua ligação com uma tradição colonial, lembrando bastante as construções típicas de casa da Câmara e Cadeia, erguidas em todo o país durante aquele período”. A reflexão é de Otoni Mesquita, em obra de mestrado acerca da “Belle Époque Manauara”, que desta maneira fundamenta: “apresenta frontão curvo, e no entanto a utilização da platibanda revela uma característica neoclássica”. Otoni finaliza, revelando que, “Na realidade, este prédio fora projetado para possuir tres pavimentos; mas, por questão de segurança o terceiro foi demolido”. (...) “Suas envasaduras são todas em arco pleno e estabelecem um ritmo estável entre os cheios e vazios, mas não conseguem quebrar a monotonia e a simplicidade da fachada”. Aqui alongo a observação do mestre, ainda não haviam sido construídos os prédios do Ginásio Amazonense, da igreja Matriz e muito menos do Teatro Amazonas. 

Na noite de 28 de julho, foi realizado o Baile de Gala promovido pela colônia maranhense, em regozijo a data comemorativa da adesão do Maranhão à Independência do Brasil. Era presidente da Província, empossado em 26 de junho, o maranhense Domingos Jacy Monteiro, formado em “Ciências Sociais e Jurídicas” pela Faculdade de Direito do Recife. O baile foi um esplendor, narram os cronistas da época, realizado nas salas do primeiro andar, onde funcionava a Assembléia Provincial. Desde a data acima até a Proclamação da República, o Palacete ainda passou por duas reformas: a primeira em 1880, e a segunda, quatro anos depois, “sofrendo alterações e acréscimos e servindo de sede a inúmeros órgãos públicos”, confere Antônio Loureiro, in "Manaus na Era Imperial"

Com segurança mesmo o ano de 1890, mas sem data definida, o Palacete transmudou-se em Quartel, ocupado pela Polícia Militar. Não restam dúvidas, a posse ocorreu durante o curto governo republicano de Augusto Ximeno de Villeroy, tenente do Exército. Logo que assumiu o governo, Villeroy modificou, consoante o Decreto n° 11, de 13 de janeiro, a denominação da força militar estadual de Corpo Policial do Amazonas (um resquício da monarquia) para Batalhão de Polícia, copiando em tudo a estrutura do Exército. Não terá ocorrido nesta data, ou próximo desta, a ocupação do palacete pela Força? Qualquer que seja o dia, comemora, no decurso deste ano, onze décadas de posse, a despeito de uma provisória desocupação, sem que a alma miliciana fosse dali expurgada.

Desde a instalação do novo regime, o governo do Amazonas era exercido por oficiais do Exército e da Armada. Em 1895, ocupava-o Eduardo Gonçalves Ribeiro (1892-96), capitão do Exército. Compete-lhe, entre tantas primazias, a iniciativa de ampliar o primitivo Palacete para, preservando as linhas originárias, transformá-lo em condigno aquartelamento, abrigo do Batalhão Militar do Estado (nomenclatura da ocasião). O bronze que assinala o feito, afixado no frontispício do quartel, apenas indica o nome do realizador e do ano.

Em 8 de novembro de 1897, a tropa do 1° batalhão de infantaria do Regimento Militar do Estado (nova denominação), sob o comando do tenente coronel Cândido José Mariano, de regresso da Campanha de Canudos, é recebido neste quartel, consagrado pelas salvas e reverências de seus pares. A imortalidade do feito sobre Canudos se encontra gravada no pórtico do quartel da Praça da Polícia.

No ano seguinte, extraído do Relatório dos trabalhos realizados pela Diretoria de Obras Públicas, sob a direção de Eugênio Ramos Villar,. enviado ao governador do Estado, José Cardoso Ramalho Júnior (1898-1900). "O Batalhão de Segurança [o quartel da Praça da Polícia] está sendo completamente reformado, tendo-se feito os seguintes trabalhos: demolição e construção da fachada da ala esquerda, reforço de alicerces e pilastras; novo assoalho, mudança nas escadas, cimentação de pátios e banheiros, conserto total de telhados e parte do madeiramento, substituição de venezianas, guarda água, portas, conserto nos antigos water closet e assentamentos de novos reparos nos fogões; assentamento de pias, caixas de água, pintura a óleo e caiação de todo o edificio, exceção da frente, construção de gigantes, linhas de esgotos, derivações internas e extinção de um formigueiro".

Ao final de 1900, as determinações do governador Silverio José Nery (1900-04) ao Regimento Militar do Estado foram de que executasse as salvas regulamentares de tiros de canhão, pela transição do século. A ordenação procedia, pois existia uma fração de artilharia com os necessários apetrechos. Hoje, às portas de um novo milênio, a saudação não poderá ser repetida, simplesmente não mais existe canhão no Quartel da Praça Heliodoro Balbi.

O movimento revoltoso das Forças federais, ocorrido em 8 de outubro de 1910, promovendo um ataque pelas armas, que se conhece por Bombardeio de Manaus, feriu não apenas as instituições constitucionais, mas, em especial, arrasou parte deste quartel. Entretanto, venceram a ordem e a Força Policial, que soube defender com denodo e lealdade ao governador do Estado, Antônio Clemente Ribeiro Bittencourt (1908-12). Em nova ocasião, o Quartel da Praça da Polícia foi cercado por Forças federais. Em 23 de julho de 1924, a "rebelião tenentista" contra o governo estadual, dirigida por oficiais do 27° BC, surpreendeu a Força Policial e ao próprio governador, César do Rego Monteiro (1921-24). Ambos foram derrotados. O Quartel permaneceu sem danos materiais, e foi defendido por um punhado de intrépidos policiais, à frente seu comandante, o coronel (da reserva) Pedro José de Souza, que sustentou uma refrega desigual até cair ferido por balas adversárias.

Em 29 de novembro de 1930, como desdobramento do "golpe getulista", ocorreu um dos momentos mais aflitivos para a Corporação. Quando sem explicações plausíveis, foi extinta a força militar estadual, por ato do interventor federal no Estado, dr. Álvaro Maia. Os policiais, cerca de trezentos homens, foram aproveitados em diferentes serviços. O quartel desocupado dos policiais serviu, de pronto, para abrigar o serviço de Bombeiros. Todavia, diante de seu amplo espaço, o quartel foi mesmo transformado em escola, abrigando as alunas da Escola Normal, no andar superior, e o grupo Escolar Barão do Rio Branco, no térreo. Para atender a esta nova finalidade, outro interventor, o capitão (do Exército) Nelson de Mello (1933-35), promoveu diversos melhoramentos no prédio, ocasião em que se construiu o segundo piso lateral, pela rua José Paranaguá.

Em 1936, a 26 de abril, aconteceu a tão almejada reativação da Força Policial. Como o antigo quartel estivesse ocupado por estudantes, a corporação se abrigou precariamente em outras edificações do Estado. Apenas em 1942, sob o comando do major (do Exército) Gentil João Barbato (1941-45), que coordenou o emprego de seus subordinados na ajuda à construção do Instituto de Educação do Amazonas, a Polícia Militar retornou por completo ao "antigo ninho".

No primeiro governo de Gilberto Mestrinho (1959-63), que concedeu amplo apoio ao comandante, coronel (comissionado) Francisco Assis Peixoto (1959-62), o quartel da Praça da Polícia recebeu fortes reparos. O mais marcante - o reparo geral do rancho, - quando ocorreu (pasme!) a moderna substituição do fogão a lenha pelo de gás liquefeito. Em 1972, sucede outra marcante reforma na edificação, por iniciativa do Comandante Geral, tenente coronel Paulo Figueiredo Andrade de Oliveira (1971-73), arrimado pelo governador do Estado, João Walter de Andrade (1971-75). Na parte externa, substituiu-se parcela do telhado original por telhas de fibrotex, as quais foram trocadas pelas atuais de alumínio, na restauração de 1993. O espaço interior foi redividido, empregando-se madeira e fórmica, propiciando aos policiais um ambiente mais agradável e com relativa funcionalidade. Na execução, contudo, desta remodelação, foram obstruídos os arcos que dividiam as salas e, sem atentar para o originário, acrescentaram deselegantes janelas aos vãos do corredor superior. Quem observar pela avenida Floriano Peixoto, aos fundos, percebe a mácula e o mal gosto.

O governador do Estado, Henoch da Silva Reis (1975-79), sancionou a Lei n° 1206, de 3 de dezembro de 1976, autorizando a alienação de um imóvel, ou seja, a sede do comando geral da PMAM. A propósito, o quartel recebeu um "ataque" partido do próprio Comandante, coronel (do Exército) Mário Perelló Ossuosky (1975-79), que aproveitou o desabamento de parte do reboco frontal para sustentar a demolição do centenário edifício. A divulgação do edito governamental, todavia, incitou manifestações da comunidade, tanto dos organismos técnicos, quanto dos próprios manauenses habituados com o quartel da Praça da Polícia. As demonstrações de repúdio impediram a consecução da legislação. A preocupação do governador José Bernardino Lindoso (1979-82) com os próprios estaduais foi pioneira, pois estabeleceu que o Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, parte do Conjunto Arquitetônico Ambiental da Praça Heliodoro Balbi, se encontra sob proteção especial da Comissão Permanente de Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico, de acordo com a Resolução n° 01/80, homologada pelo Decreto n° 4.817, de 6 de dezembro de 1980.

Novamente na direção do governo do Estado, Gilberto Mestrinho (1983-87), que convocou para o comando da Corporação, o coronel Helcio Rodrigues Motta (1983-87). Sob este comando, em 1985, o Quartel recebeu nova modelagem, salientando-se a recuperação do rancho, em especial a cozinha central e os refeitórios, agregando uma área no piso superior ocupada por seções administrativas. Em 1993, então na direção do quartel da Praça da Polícia, o coronel Antônio Guedes Brandão conseguiu junto ao governador, Gilberto Mestrinho (1991-95), a reforma do telhado do prédio. Assim, vinte anos depois, as telhas de fibrotex foram substituídas pelas atuais de alumínio, que inegavelmente não causaram boa impressão e resultado satisfatório.


Fontes:

1. Boletim Geral da Corporação - coleção, a partir de 1936. Manaus
2. Braga, Genesino - artigo no Jornal do Commercio, de Diário Oficial do Estado - coleção desde 1893. Manaus
3. Loureiro, Antônio José Souto. Amazonas na Época Imperial. Manaus: T. Loureiro & Cia, 1989.
4. Mendonça, Roberto. Candido Mariano & Canudos. Manaus: Universidade do Amazonas, 1997
5. Mesquita, Otoni. A Belle Époque Manauara. Manaus: Valer, 1999
6. Monteiro, Mario Ypiranga. Síntese Histórica da Polícia Militar do Amazonas. Manaus: Imprensa Oficial, 1972
7. Relatórios Provinciais - coleção. Arquivo da Associação Comercial do Amazonas. Manaus.







segunda-feira, 28 de abril de 2014

PALÁCIO DA JUSTIÇA


1905, Avenida Eduardo Ribeiro, esquina com a Rua 10 de Julho, o povo reunido na calçada aguarda ansiosamente o florido movimento da saída dos noivos elegantes e, certamente, herdeiros de abastadas fortunas da borracha. 

Grossas muralhas de pedra-jacaré e dois pesados portões de ferro nos impedem uma visão completa do Palácio solidamente elevado pouco acima do nível da rua. 

Amazonas; daqui avistamos, finalmente, a imponente construção. A fachada é simples e sóbria, condizente com a formalidade das funções que se passam no interior do prédio. Tanto no andar inferior, como no superior, grossas colunas sustentam avarandados; junto com os avanços simétricos das laterais, a fachada se movimenta harmoniosamente. 

No térreo, vemos blocos de concretos colocados linearmente a uma seqüência de janelas simples e sem qualquer ornamentação, já na fachada superior, a superfície é decorada com molduras de colunetas, arcos e balaustradas. Uma grande estátua de Temis, posicionada acima do avarandado superior: identifica o prédio e a função para a qual foi construído. 

O estilo aqui tem suas origens no Segundo Império Francês, acrescentado de alguns elementos tardios do neoclássico inglês como os arcos curvos e triangulares das janelas superiores, além das colunas dóricas e coríntias dos avarandados. 

Passada a euforia dos rituais matrimoniais, a multidão se dispersa e a rua volta ao seu movimento normal. Podemos agora atravessar os portões de ferro, subir os lances de escadas por entre os muros de arrimos e examinar os salões internos do Fórum. 

O hall de entrada é inteiramente dominado pela monumental escadaria em mármore e madeira. No piso superior, nossos olhares são imediatamente dirigidos ao forro do teto: um minuncioso trabalho de escultura em estuque, com padrões simétricos e floridos, mais abaixo, inúmeros arcos são sustentados por colunas decoradas com estatuetas. Como descreve Mavignier de Castro: “...mobiliado a rigor, a sua decoração interna revela nos mínimos detalhes a severidade, a decência e a discrição exigidas pelo respeito devido à função dos magistrados”.

Das janelas do hall superior avistamos a cúpula e a fachada posterior do Teatro Amazonas; ambos, marcos da prosperidade da cidade, formando um conjunto arquitetônico elegante e harmonioso. 

A construção do Palácio da Justiça foi iniciada em 1894, pela firma inglesa Moers & Moreton, na gestão do Governador Eduardo Ribeiro. Dificuldades oriundas de maus orçamentos e direção paralisaram a obra por alguns meses, até que o novo contratado, José Gomes da Rocha, a entregasse concluída em 1900. Neste ano o Palácio da Justiça foi inaugurado pelo Governador Ramalho Júnior. 

Em seus noventa e nove anos de história, o prédio nunca deixou de exercer suas funções originais. Sofreu algumas reformas que, no entanto, não chegaram a descaracterizá-lo. À excessão do anexo, construído no início da década de 60, sem qualquer afinidade escultural com o Palácio, sua aparência interna e externa permanece praticamente a mesma. 

Em todos os tempos e até hoje, em suas salas correm os advogados, o povo, os magistrados, fazem-se os pregões com o leiloeiro a gritar “Dou-lhe uma, dou-lhe duas...” aqui julgaram-se homens livres e culpados e, desde a entronização de Cristo no Salão do Jurí, diz-se suas decisões presididas por Deus. 

A antiga Comissão do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Amazonas o incluiu como projeto prioritário (restauração do prédio principal e demolição do Anexo). Foi restaurado inteiramente, inclusive parte dos salões internos e o mobiliário remanescente. O anexo, porém, não foi demolido. 




Fontes:

1. AMAZONAS: Contencioso Fazendário do Estado do Amazonas, fls. 30, 31.
2. AMAZONAS: Ficha de Registro de Tombamento do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Amazonas, “Palácio da Justiça”, 1980.
3. AMAZONAS: Relatório do Secretário de Estado de Negócios de Indústria, 1898.
4. BITTENCOURT, Agnello: Dicionário Amazonense de Biografias, Rio de Janeiro, Editora Artenova, 1973.
5. CASTRO, Mavignier de Síntese Histórica da Evolução de Manaus. Manaus Editora Humberto Calderaro, 1948.
6. MIRANDA CORRÊIA, Luíz de, Manaus: Aspectos de sua Arquitetura. Manaus, SPVEA 1964.
7. MIRANDA CORRÊIA: Guia de Manaus. Manaus, Editora Artenova, 1969.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

PALÁCIO RIO NEGRO


Manaus, começo do séc. XX, todos seus requintes modernos - luz elétrica, bonde, cultura contemporânea - borbulham com o ativo (e altamente rentável!) comércio da borracha. Waldemar Scholz, um dos muitos membros da elite do látex, ostenta sua nova moradia: na Rua Municipal, próximo ao Igarapé de Manaus, num local "chic" da cidade, ergue-se a luxuosa mansão, concebida, talvez, num sonho de uma noite de verão equatorial... 

Abrem-se os pesados portões de ferro, trazidos provavelmente da Inglaterra ou de sua Alemanha natal: o modelo estilo Art Nouveau mostra que Scholz era um homem que conhecia e escolhia o que de melhor existia na época. Caminhamos alguns passos pelo jardim, salpicado com estatuetas de bronze e luminárias de ferro fundido. A fachada do prédio, imponente e, sem dúvida, original, assenta-se, sólida, em nossa frente. 

Vemos aqui uma mistura interessante dos mais variados estilos, trazidos da Europa de começo-de-século. A fachada, originalmente pintada de cinza claro e com seus inúmeros recuos e avanços suas curvas e ângulos retos, se movimenta com um virtuosismo que, a primeira vista, transparece como extravagante. A impressão que temos é de estar diante de uma obra confeitada, um castelo de sonhos, de contos de fada. Este tipo de arquitetura foi muito comum na época nos novos centros de acelerado desenvolvimento econômico, tais como Manaus no período da borracha. A sociedade nouveau-riche que se firmava, junto com sua nova fonte de riqueza criava também uma nova estética cuja expressão primeira seria sempre a arquitetura; as residências particulares, como também as instituições governamentais, comerciais e culturais caracterizavam-se pelo ecletismo, pela mistura, às vezes um, tanto quanto desgovernada das mais diversas influências. Kitsch? Sem dúvida! Um "Kitsch" hoje, porém, merecedor de respeito e estudado. 

Mas, nosso passeio não termina logo na fachada. Subindo as escadarias externas e entrando pelo saguão, nos deparamos mais uma vez com um imponente - nem um pouco discreto - visual. Os assoalhos de acapú e pau amarelo envernizados, contrastam com as paredes pintadas e com os diversos móveis e objetos (muitos deles de origem oriental) estrategicamente colocados no ambiente. A sólida escadaria nos leva até o segundo andar, aqui cada aposento é pintado de uma cor diferente, oscilando do pastel até o berrante: azul claro, azul carregado, lilás, rosa, amarelo, marrom e até mesmo o branco são elegantemente decorados com azulejos e ladrilhos, frizos e lustres da melhores escolas Art Nouveau da Europa. 

A parte posterior do prédio é, tanto no térreo, como no andar superior, avarandada com chão de ladrilhos e estrutura de ferro fundido. Aqui, Waldemar Scholz admirava a exuberante vista de seu jardim e o Igarapé de Manaus. Suas "gardenparties" seriam, certamente, as mais "badaladas" de Manaus! 

Seu sonho, entretanto, durou pouco. A borracha, levada para plantações cultivadas no Sudeste Asiático pelos ingleses, começava a abalar a economia deste produto aqui na Amazônia. Scholz viu-se forçado a hipotecar sua mansão para saldar dívidas comerciais. Finalmente, em 1914, a Guerra corta por completo o comércio e termina, assim, com o sonho do alemão. 

O imóvel é vendido ao Estado. O então governador, Pedro d'Alcantara Bacellar transforma o Palacete Scholz em Palácio Rio Negro e instala ali seu governo. 

O palácio está incluído como patrimônio histórico estadual e foi restaurado e adequado em 1997 para a função de Centro Cultural definitivamente implantado em agosto do mesmo ano. 

||||| VC SABIA ?  |||||

Quem era Waldemar Scholz?

Pouco se sabe a respeito de Waldemar Scholz antes de sua chegada ao Brasil. O que há de concreto é que atraído pela valorização da borracha, este homem culto e “de sobejantes energias” aportou em Manaus no fim do século passado. Trazendo consigo inúmeras recomendações, já em 1903 ele se estabelecia à Rua dos Remédios com um armazém e escritório de compra e beneficiamento de borracha para exportação. 

Scholz era muito ativo na pequena colônia alemã, tendo ajudado, inclusive, a fundar o Clube Alemão. Em 1913 ocupava o cargo de Cônsul da Áustria e fazia parte da Diretoria da Associação Comercial do Amazonas. 

Com a crise econômica atingindo-o em cheio, ele recorre ao abastado negociante, proprietário e seringalista do Purus, Luiz da Silva Gomes, para um empréstimo de quatrocentos contos de réis, oferecento como garantia a hipoteca de seu palacete. 

A guerra e a subseqüente paralização da linha comercial Hamburgo-Manaus agrava ainda mais a situação de Scholz. Seu “Palácio dos Sonhos” é inicialmente alugado e depois vendido (pela irrisória quantia de duzentos contos) ao Governo do Estado, durante a gestão de Pedro D'Alcantara Bacellar. 

Afinal, em 1916 Waldemar Scholz retorna definitivamente à sua terra natal. Segundo relatos seus, deixava aqui saudades e não descartava nunca a possibilidade de voltar.


Fontes:

1. AMAZONAS: Contencioso Fazendário do Estado do Amazonas, fls. 26, 27
2. AMAZONAS: Ficha de Registro de Tombamento do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Amazonas, "Palácio Rio Negro".
3. BITTENCOURT, Agnello: Dicionário Amazonense de Biografias. Rio de Janeiro, Editora Artenova, 1973.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

PRÉDIO DA SAÚDE


Pouca gente conhece a denominação oficial desse logradouro que já foi Praça da Princesa Imperial, depois Praça Antônio Bittencourt, popularmente conhecida como Praça da Saúde na década de 40 e mais tarde conhecida Praça do Congresso, desde quando no local foi realizado o Congresso Eucarístico, em 1942.

UM POUCO DE SUA HISTÓRIA

Em 1908, na reunião do dia 21 de agosto da Intendência Municipal, o Intendente Carlos Studart teve um projeto de lei de sua autoria aprovado "dando a denominação de Antônio Bittencourt” a todo o quadrado existente entre as Ruas Ramos Ferreira, Monsenhor Coutinho, Tapajós e Avenida Eduardo Ribeiro e ao mesmo tempo sugerindo que a Rua “Antônio Bittencourt” voltasse a chamar-se Rua Costa Azevedo".

Quase vinte anos depois voltaram a alterar a denominação dessa Praça. O Intendente João Severiano de Souza apresentou projeto, aprovado e transformado na Lei nº. 1.477, de 16 de abril de 1928 e, numa prova de desconhecimento da denominação oficial do logradouro, propôs que a “Praça Benjamim Constant passasse a chamar-se Praça Antônio Bittencourt". Fez aquilo que já estava feito.

PRAÇA DA SAÚDE

Chegou a ser conhecida por este nome porque ali existia um belo prédio onde funcionava a Secretaria de Saúde do Estado e que infelizmente foi demolido na década de 60. 

HOJE

No local foi construída uma agência pertencente à empresa de Correios, que funciona até hoje no local.
 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

BIBLIOTECA PÚBLICA DO AMAZONAS



A Biblioteca Pública do Amazonas foi fundada em 1870. Inicialmente funcionou num prédio onde existia um liceu e era apenas uma sala de leitura. Contava com apenas 1200 volumes. Em 1883, já com 3000 volumes passou a funcionar na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e, em 1887 foi transferida para o Colégio Dom Pedro II, o Colégio Estadual.
No governo de Eduardo Ribeiro, em 1895, o governador alugou uma casa na rua Guilherme Moreira onde pôs a biblioteca para funcionar. Dois anos depois, no governo de Felipe Pires a biblioteca foi extinta.
O prédio da atual biblioteca pública de Manaus, localizado na rua Barroso, nº 57 começou a ser construído no governo de Antônio Constantino Nery. Foi inaugurada no dia 5 de outubro de 1910. O prédio possui estilo neoclássico. As escadas e as colunas vieram da Escócia, o boleão de mármore, os lustres de cristal e a clarabóia de telhas vieram da Inglaterra.
No início, a biblioteca era freqüentada pela elite cultural e social da época. Professores, advogados, médicos, magistrados, sacerdotes e comerciantes. Nesta época seu acervo contava com valiosas e raras enciclopédias.
Com a estagnação econômica em que mergulhava o Amazonas, em consequência da queda dos preços da borracha, a Biblioteca sofreu um grande abalo, sem poder renovar seu acervo e adquirir novas obras. Na madrugada de 22 de agosto de 1945, um incêndio destruiu completamente o patrimônio da Biblioteca. Apenas 60 livros que se encontravam em uma exposição, fora do prédio, foram salvos.
O governador Álvaro Botelho Maia reinaugurou o prédio com um acervo de 45.000 volumes, o próprio Álvaro Maia doou 2.500 volumes à biblioteca. Os demais vieram de doações voluntárias.
Desde que foi inaugurada, a biblioteca já passou por quatro reformas, tanto na estrutura como na conservação de seu acervo.
É muito freqüentada por todas as classes sociais. Estudantes, pesquisadores e professores fazem uso de seu acervo. A biblioteca também tem um grande acervo de jornais antigos que estão disponíveis à consulta.

A Biblioteca mantém ativamente em sua estrutura o Setor Braille, que funciona desde 8 de novembro de 1999. Tem como objetivo, promover a integração do portador de deficiência visual ao meio social, cultural, educacional e profissional e torná-lo um cidadão participativo e produtivo, dando suporte para que o mesmo tenha condições técnicas para a elaboração de trabalhos e pesquisas.
Acervo - Livros em Braille, falados e em tinta; Obras gerais, literatura brasileira e literatura amazonense.

Alguns Serviços

Empréstimo de livros em Braille e livros falados em domicilio; Livre acesso dos usuários às estantes; Transcrição de livros e apostilas em tinta para o sistema Braille; Gravação de livros e textos em fitas cassete; Reforço de Braille para alunos da Escola Joanna Rodrigues Vieira e visitantes; Centro de apoio pedagógico; Lupas eletrônicas, para leitor de deficiência visual subnormal; Concurso de Sorobã; Projeto da Fundação ABRINQ, “Mudando a História”, leitura de livros em tinta para o portador de deficiência visual, mediada por voluntários; Seção de vídeos, com filmes dublados..