RECEBA NOSSAS ATUALIZAÇÕES DIRETAMENTE NO SEU E-MAIL | Para isso, informe seu e-mail digitando-o no campo abaixo e em seguida clique em SUBMIT.
PARA VISUALIZAR AS FOTOS EM TAMANHO ORIGINAL,
CLIQUE SOBRE NELAS !!!
Mostrando postagens com marcador AEROPORTOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AEROPORTOS. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de julho de 2014

AEROCLUBE DE MANAUS

AEROCLUBE DE MANAUS


O AEROCLUBE DO AMAZONAS, fundado em 30 de Abril de 1940 com sede e foro na cidade de Manaus (AM) composto de número ilimitado de sócios, constituído por tempo indeterminado.

O AEROCLUBE DO AMAZONAS é uma sociedade civil sem fins lucrativos, é considerado de utilidade pública pelos Governos federal e estadual e municilal, com patrimônio e administração próprios, com serviços locais e regionais, cujos objetivos principais são o ensino e a prática da aviação civil, de turismo e desportiva em todas as suas modalidades, podendo cumprir missões de emergência ou notório interesse da coletividade.


Infraestrutura

- Terminal de passageiros com restaurante panorâmico
- Pista Asfaltada (30 x 799 m)
- Salas de Aula informatizadas
- Hangares para aeronaves e oficinas
- Postos de abastecimento de combustivel
- Aeronaves para instrução e sobre vôo
- Área para paraquedismo
- Área para aeromodelismo
- Oficina para aeronaves (serviço terceirizado)
- Simulador para treinamento
- Mais de 12 empresas prestadoras de serviços, como taxi aéreo, etc.
- Amplo estacionamento

Cursos

- Cursos (teórico e prático)
- Piloto Privado - Avião
- Piloto Privado - Helicóptero (Teórico)
- Piloto Comercial - Avião
- Piloto Comercial - Helicóptero (Teórico)
- IFR
- Comissário de Vôo (teórico e prático)

Desportos

- Paraquedismo (curso teórico e prático)
- Aeromodelismo
- Ultraleves

Vôos Panorâmicos

- Diurnos e Noturnos
- Turísticos
- Fotográficos

Serviços (empresas privadas)

- Taxi aéreo
- Postos de combustível
- Oficina para aeronaves


ENDEREÇO

Av. Prof. Nilton Lins, n.300, Flores
Manaus - AM
Cep: 69.058-400
Tel: (92) 3651 1608
Fax: (92) 3654 4293






AEROPORTO FLUVIAL DE MANAUS

AEROPORTO FLUVIAL DE MANAUS


Quando o transporte aéreo utilizava os rios como campo de pouso, a Panair do Brasil ampliava suas instalações, conforme descreve um periódico de então – O Jornal. Esse peculiar “aeroporto” estava situado na baía do rio Negro, na confluência dos bairros de Constantinópolis (hoje Educandos) e Colônia Oliveira Machado. De toda essa aventura aeroviária, restou uma lembrança: a Feira da Panair.


O desenvolvimento dos serviços da Panair do Brasil, cujas linhas cobrem extensa zona em todas as regiões do país, tem determinado o aumento das suas instalações, bem como a ampliação de outras existentes, a fim de que possa ser atendida o grande volume de serviço daquela empresa nacional de transportes aéreos, da melhor forma possível.

Na região Norte, cortada por artérias de inegável valor para o estímulo da economia local, vários melhoramentos têm sido realizados pelos departamentos técnicos da Panair, em virtude dos quais foram criadas condições mais favoráveis para o crescente número de pessoas que utiliza a rede aeroviária da Amazônia para viagens, transporte de encomendas e remessa de correspondência.

 

Avultam, entretanto, entre esses melhoramentos, as obras que acabam de ser realizadas no aeroporto fluvial de Manaus, onde foi construído, lançado à água e entregue ao trafego, um moderno flutuante de concreto, aparelhado com o que existe de mais novo para instalações dessa natureza.


Medindo doze metros de comprimento por sete de largura, o flutuante tem superestrutura de madeira e dispõe de dois pavimentos com área útil destinada à acomodação dos escritórios de tráfego e operações, almoxarifado, depósito, gerador elétrico etc. Além do flutuante foram construídas outras obras em terra, inclusive modernas estações de rádio.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Base Aérea de Manaus

Composta por um Destacamento de Suprimento e Manutenção, quatro Esquadrões Aéreos (1°/9°GAv, 7°ETA, 7°/8°GAv e 1°/4°GAv) e um Batalhão de Infantaria Especial (BINFAE-MN), a Base Aérea de Manaus (BAMN) forma atualmente um dos mais importantes complexos de Unidades Aéreas da Força Aérea Brasileira (FAB), localizada na cidade de Manaus (AM). Em sua área, encontram-se ainda um Esquadrão de Helicóptero do Exército Brasileiro, um simulador utilizado para o treinamento de tripulações que operam a aeronave C-105 Amazonas e um Hospital Militar. Somado a esse contexto, desfruta também de um terminal de passageiros – parte integrante do antigo Aeroporto Internacional de Manaus – e de sítios arqueológicos encontrados na década de 1960 e mapeados pelo Museu Amazônico (HILBERT, 1968 apud LIMA, 2002). 


Base Aérea de Manaus

Com esta composição, a Base Aérea de Manaus, atualmente, ostenta um dos passados mais curiosos no que se relaciona ao seu surgimento e sua efetivação. Em sua arquitetura atual pouco ou quase nada é destacado das antigas instalações que, ainda em madeira, antecederam sua consolidação em 1970. Porém, quais os fatores que contribuíram para a sua idealização e a partir de qual Instante esse contexto se encetou? Diante dessa conjuntura, a pesquisa em destaque conduziu-se tomando como ponto de partida a Segunda Guerra Mundial.

Com a produção gomífera que ascendia na Ásia, fruto do trânsito ilegal de sementes da borracha silvestre que se transportou para a Inglaterra e suas colônias, a Amazônia passou a desfrutar de um dos períodos mais letárgicos para o comércio que conduzia a base econômica da região. Com o avanço japonês durante o conflito mundial e a consequente tomada dos vales de produção gomífera na Malásia, Bornéu e outras regiões (no início de 1942), os Aliados (representados pelos norte-americanos) viram-se impelidos a recorrer à região sul-americana para atender as suas necessidades de matéria-prima (MARTINELLO, 1988). Ainda segundo Martinello (1988) esta aproximação reforçou a relevância do Brasil frente às exigências que acabaram o conduzindo aos interesses em questão: o fornecimento de borracha à indústria bélica Aliada.

Iniciada em 2009, véspera do quadragésimo aniversário de inauguração da Base Aérea de Manaus e tendo em vista o preenchimento de vazios existentes na história da referida organização, a pesquisa transcorreu por aproximadamente três anos e foi marcada por diferentes etapas, as quais se caracterizaram por visitas a organizações militares, institutos, acervos e bibliotecas, buscando assim a apreciação de dados e a acareação de informações.

Conduzindo-se para o período entre 1940 e meados da década de 1950, a pesquisa amparou-se na ponderação de diferentes fontes (primárias e secundárias), as quais revelaram pontos importantes e significativos na política de aproximação dos americanos para com os países sul-americanos.

Buscou-se entender os diferentes aspectos que os conduziram a essa postura, tendo em vista a infraestrutura implantada e a consequente abertura do campo de pouso da Base Aérea de Manaus, fator este que acabou mostrando-se primordial à estabilização da Força Aérea Brasileira na Amazônia Ocidental e ainda na edificação do primeiro aeroporto de Manaus.

BASE AÉREA EM CONSTRUÇÃO | 1979

Com base na elucidação de um passado pouco explorado pela historiografia militar, o presente artigo buscou apresentar um estudo minucioso da região de Ponta Pelada, local onde se encontram o antigo aeroporto internacional e a Base Aérea de Manaus. Visando a coerência e a precisão nas informações apresentadas, tomando como marco inicial a presença americana em Manaus. Porém, para uma avaliação aprofundada e tendo como meta o esclarecimento dos diferentes aspectos epistemológicos que envolveram o tema, a pesquisa conduziu-se para uma avaliação bibliográfica e de análise de fontes, caracterizando-se assim o processo de fundamentação do levantamento historiográfico necessário.

Na avaliação bibliográfica, apesar de tratar-se de um assunto específico, destacaram-se nomes como os de José de Carvalho, Francisco César Ferraz, Vagner Camilo Alves, Pedro Martinello, Samuel Benchimol, José Jefferson Carpinteiro Peres, Luiz de Miranda Corrêa e Mário Ypiranga Monteiro, autores estes que forneceram contribuições importantes para nosso empreendimento historiográfico.

Para a análise do cor pus documental, foram empreendidos esforços diversos voltados para a avaliação dos mais diferentes jornais. Nesta questão destacaram-se as leituras de diferentes periódicos (Jornal do Comércio, O Estado do Amazonas, O Jornal e A Tarde), todos editados na cidade de Manaus e ainda a interpretação das diferentes legislações que nortearam o passado em estudo e também de diferentes fontes disponibilizadas pela Base Aérea de Manaus e pelo Primeiro Esquadrão do Nono Grupo de Aviação (1°/9°GAv). Os tabloides catalogados foram de vital valor, pois, através dos mesmos, identificou-se o período de inauguração das instalações do primeiro aeroporto internacional em Manaus e a abertura da primeira pista de pouso localizada no bairro de Flores (informação acareada com o livro de Mário Ypiranga Monteiro).

Na busca por fontes fidedignas, várias visitas foram empreendidas à Biblioteca Mario Ypiranga Monteiro, à Biblioteca Pública do Amazonas, à Biblioteca Municipal João Bosco Pantoja Evangelista e à Biblioteca Arthur Reis. Também transcorreram buscas no Centro de Documentação e Histórico da Aeronáutica (CENDOC), no Museu Amazônico, no Arquivo Público de Manaus e no Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA).

Visando à compreensão do envolvimento brasileiro no conflito mundial e da diplomacia empregada, a pesquisa utilizou-se dos livros de Vagner Camilo Alves e Francisco César Ferraz. Para a avaliação da presença americana em Manaus e da receptividade manauara frente aos avanços assistidos, foi importante o livro de José Jefferson Carpinteiro Peres. A pesquisa utilizou-se também do discurso de Samuel Benchimol, obra que destacou pontos importantes sobre a exploração da borracha silvestre durante a década de 1940 e o aparato empregado no escoamento da mesma.

Mais adiante, para a compreensão dos progressos da Força Aérea Brasileira (FAB) no pós-guerra, o trabalho consultou a obra de José de Carvalho. Este, entre outras contribuições, focou sua atenção no cenário técnico-operacional da FAB e destacou a criação de diferentes organizações da Força Aérea Brasileira.

1 A FORÇA AÉREA NACIONAL NO CONTEXTO DA SEGUNDA GUERRA
 
Com a invasão da Polônia pelos nazistas, a Segunda Guerra Mundial colocou as sociedades perante um novo cenário econômico, bélico e ideológico (ALVES, 2002). O Velho Mundo entrava em um de seus piores instantes, um verdadeiro cenário de caos, forçando as nações antinazifascistas a assumirem uma postura defensiva. Os Estados Unidos, após o ataque de Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941, declarou guerra ao Eixo (Alemanha, Itália e Japão), consequentemente empregando um projeto de reaparelhamento e modernização de suas Forças Armadas e empregando também uma nova política externa para com as nações vizinhas (FERRAZ, 2005). 

Entre outros fatores, deram início à construção de pistas de pouso ao longo do continente americano através de uma política de aproximação (MARTINELLO, 1988). Além da corrida estratégica na qual se buscava a autorização para implantação de bases militares, procurou-se ainda o fornecimento de matérias-primas para o abastecimento da indústria bélica, isso devido à abundância de recursos agrícolas, produtos extrativistas vegetais e minerais que transpareciam nos territórios adjacentes (FERRAZ, 2005).

Não obstante, nos anos seguintes, após uma sequência de afundamentos que aniquilariam inúmeros navios e vidas, e ainda sob forte pressão social, o governo brasileiro afastou-se definitivamente do caráter ideológico defendido pela Alemanha (ALVES, 2002).

Ainda sobre esse envolvimento, Alves destaca que, entre:

[...] fevereiro e março (1942), cinco navios brasileiros foram afundados (Cabedelo, Buarque, Olinda, Arabutã e Cairu), todos ao longo da costa atlântica dos Estados Unidos. Entre maio e junho, sete navios foram perdidos (Parnaíba, Gonçalves Dias, Alegrete, Pedrinhas, Tamandaré, Piave e Barbacena), todos afundados no Caribe ou mares imediatamente adjacentes [...] Em agosto foram destruídos os primeiros navios nacionais no litoral do País (Baependi, Araraquara, Aníbal Benevolo, Itagiba, Arará e a barcaça Jacira), causa imediata para declaração de guerra brasileira à Alemanha e Itália. Após a formalização de sua  beligerância, o Brasil ainda perderia mais doze navios até fins de 1943 (Osório, Lages, Antonico, Porto Alegre, Apalóide, Brasilóide, Afonso Pena, Tutóia, Pelotaslóide, Bagé, Itapagé e Campos). Destes, somente dois foram perdidos longe dos mares litorâneos brasileiros. (ALVES, 2002, p. 169-170).

Como destacado, em quase dois anos o Brasil teve uma perda de pouco mais de duas dezenas de navios, afundados por submarinos alemães. Desta forma, oficializou o seu envolvimento no conflito com a declaração de guerra e a concordância com a política externa americana. Quanto ao último ponto, é importante lembrar que, mesmo antes de um abandono definitivo das relações com os alemães, já se observava, segundo Alves (2002, p. 170), que “os portos de Salvador e Recife” estavam à inteira disposição da Quarta Frota dos Estados Unidos, sendo Recife o ponto principal da esquadra Americana.

Paralelo ao contexto que transcorria na Europa, no Brasil, as autoridades militares, antes mesmo do envolvimento direto no conflito, arquitetaram a proposta de uma nova força armada. Em 1941 foi realizada a fusão das aviações do Exército e da Marinha. Em um primeiro momento, essa nova instituição militar passou a se chamar Forças Aéreas Nacionais e, posteriormente, foi denominada Força Aérea Brasileira (CARVALHO, 2004). Contudo, as autoridades brasileiras viram-se forçadas à instauração de estruturas capazes de atender a esta nova aviação que se moldava.

Mirando os anseios da Força Aérea Brasileira e as necessidades desta nova força, no ano de sua concepção, a capital amazonense recebeu o Técnico Francisco Oliveira, do Departamento de Aeronáutica Civil, e que no dia 31 de março de 1941 foi recebido pelo Interventor Álvaro Maia no Palácio Rio Negro (sede do governo). Sua viagem, coordenada pelo então Ministério da Aeronáutica, teve em vista a fiscalização e
o acompanhamento da construção de uma pista de pouso.

Como exposto pelo tabloide A Tarde (O FUTURO..., 1941), seguindo as orientações do então Ministério da Aeronáutica, era necessária uma região que possibilitasse futuras modernizações e ampliações e que fosse capaz de atender à aviação e aos encargos que norteavam este
setor. Em um primeiro momento, os terrenos de Ponta Pelada não foram aceitos e, diante desse parecer, a obra direcionou-se para a região de Flores, sendo iniciada em 2 de abril de 1941.

2 ESFORÇO DE GUERRA

Aeroporto de Ponta Pelada (cartão postal)

Com a tomada das áreas de produção de borracha asiática conquistadas pelos japoneses (reservas que totalizavam 97% da necessidade da indústria bélica Aliada), manobras foram empregadas direcionando a diplomacia americana para o território brasileiro (CORRÊA, 1967). Como resultado dessa aproximação americana, Corrêa (1967) destaca que convênios foram fechados, entre ambas as Nações, em 3 de março de 1942, e estas, por sua vez, resultaram no envio de matéria-prima para a indústria bélica Aliada e na concessão de apoio estratégico no território brasileiro; em troca, o Brasil recebeu um projeto siderúrgico e a modernização de suas forças armadas, entre outros progressos. Segundo Martinello (1988), nesse mesmo período, e tendo em vista a carência de borracha, nos Estados Unidos foi proibida a venda de pneumáticos e, ainda, assinado um decreto que racionava a borracha em todo o território americano.

De um momento para o outro, a Amazônia se viu “envolvida no conflito mundial em função do retorno forçado do monopólio da borracha silvestre” (BENCHIMOL, 1992, p. 71). Segundo Benchimol (1992), os americanos colocaram em prática um planejamento ousado, no qual se fizeram necessárias estruturas capazes de atender às necessidades de busca e escoamento da borracha.

Atendendo ao esforço de guerra, o Brasil assistiu, em seu território, à construção de áreas as quais se destinaram especificamente às operações aéreas e de auxílio ao escoamento de borracha. É interessante observar que, segundo Alves (2002), um decreto presidencial, de junho de 1941, antes mesmo da assinatura dos acordos firmados em 3 de março de 1942, já autorizava a construção de aeroportos e bases aéreas por empresas americanas.

Apesar de um decreto oficializar atividades americanas em território brasileiro, esta atuação, como se viu em relação à Amazônia, só ocorreu a partir de 1943, com a abertura da pista de pouso de Ponta Pelada.

Ponta Pelada não foi escolhida por acaso: sua localização, próxima à margem (esquerda) do rio Negro, facilitava o transporte rápido e eficiente da produção gomífera que, vinda de barco dos seringais, chegava a Manaus e, logo em seguida, era transportada para Miami, no território americano (CORRÊA, 1967).

Somado à necessidade do momento, o Decreto nº 1.020, de 07 de maio de 1943 (MANAUS, 1943?), reafirmou a importância do esforço de guerra. Utilizando-se de argumentos que justificassem a implantação de uma nova pista de pouso na cidade de Manaus, o interventor amazonense ratificou a necessidade de um novo espaço para as aeronaves que percorreriam as rotas nacionais e internacionais.

Como demonstra o texto da lei:

O Interventor Federal no Estado do Amazonas, usando das atribuições que lhe confere o art. 181da constituição brasileira, combinada com a alínea I do art. 7º do Decreto-lei Federal nº 1.202, de 08 de abril de 1939 e tendo em vista o que dispõe o art.5º, letras “e” e “n” e art. 6º do Decreto-lei nacional nº 3.365, de 21 de junho de 1941 e, considerando que a necessidade da construção de um campo de pouso para aeronaves, que percorram rotas nacionais e internacionais, se impõe ao Governo do Estado, como medida inadiável e de alto alcance administrativo; considerando, que em se tratando de melhoramentos dessa natureza, que visem proporcionar a criação e a disseminação de centros de população e o funcionamento de outros meios de transporte coletivo, “tudo deve ser sacrificado no interesse do Estado”.

Art. 1º - Ficam declaradas de utilidade pública as terras de domínio do Estado, situadas entre a cidade de Manaus e a Vila do Paredão, à margem esquerda do rio Negro, abrangendo uma área de 1.577 hectares, com perímetro de 16.329,80 metros lineares, compreendidos na demarcação efetuada pela diretoria dos serviços técnicos, limitando-se ao Norte e a Oeste com terras desocupadas; ao Sul com a margem esquerda do Rio Negro e a Leste com Igarapé do Picanço, tudo de acordo com a planta anexa ao respectivo processo. (MANAUS, 1943?).

Não deixando de reconhecer a importância desta medida para a região, a lei citada estabeleceu em seu artigo 1° que as terras supracitadas seriam destinadas à construção de um aeródromo, inserindo-se em uma área de 1.577 hectares. A construção da pista de Ponta Pelada consolidou e somou-se às inúmeras medidas que perfaziam as necessidades dos acordos firmados entre ambas as nações, necessidades estas as quais buscavam especificamente executar o escoamento da borracha de forma rápida.

Para a construção desta pista de pouso de Ponta Pelada, os americanos trouxeram as máquinas, o auxílio técnico e financeiro. Devido à situação atípica com que os Aliados se depararam, a pista de Ponta Pelada ficou pronta em semanas (BENCHIMOL, 1992). Ainda sobre as estruturas do aeroporto de Ponta Pelada, o Rubber Development Corporation (RDC), responsável por sua construção, solicitou ao governo brasileiro que, além das áreas delimitadas para a abertura da pista de pouso e construção do aeroporto, o governo teria que fornecer madeira e todos os tipos de matérias-primas para as
edificações que seriam erguidas.

Consequentemente, o órgão ficaria isento de impostos e qualquer outro tipo de taxa; em troca, ao final do contrato, os bens imóveis seriam entregues ao governo brasileiro (CORRÊA,1967). No local, para cumprir a finalidade a que se destinava (fornecer o apoio à aviação), instalou-se uma central meteorológica e de comunicação. Somou-se também ao projeto a construção de casas, um terminal de passageiros e armazéns. Um ponto interessante a se observar nesse contexto diz respeito ao grande número de visitantes que passaram a frequentar a área de Ponta Pelada, devido à rotina atípica que transcorria naquele que transcorria naquele local (PERES, 1984).

3 RUBBER DEVELOPMENT CORPORATION

Tendo como meta a aquisição e o transporte da hevea amazônica, os americanos criaram um órgão capaz de executar as mais diferentes manobras para que se suprissem as necessidades da indústria bélica. Num orbe de carências, constituiu-se o Rubber Development Corporation, a qual, de 1° de abril de 1942 a 30 de junho de 1946, assumiu todo o programa de aquisição e escoamento da borracha silvestre (CORRÊA, 1967).

Devido às exigências, suas ações destacaram-se pela construção de inúmeras “pontes de atracação para os aviões anfíbios” que operavam na região, entre outras estruturas. Corrêa (1967, p. 110) mostra também que tal mobilização mostrava-se de “valor incalculável na obtenção de borracha” no menor espaço de tempo possível. No Brasil, o RDC manteve um escritório no Rio de Janeiro (RJ), um em Manaus (AM) e outro em Belém (PA).

No escritório de Belém, Martinello (1988) destaca que, embora a capital paraense desfrutasse de uma melhor organização das atividades relacionadas à atuação do órgão, o grande número de funcionários acabou dificultando o planejamento das mesmas devido à falta de instalações adequadas para acomodar todo o pessoal, somado ainda à precariedade no sistema de transporte presente em Belém. Já em Manaus, a realidade não era muito diferente: em decorrência das limitações estruturais, com poucas habitações apropriadas, os funcionários do RDC tiveram que se acomodar nos camarins do Teatro Amazonas (BENCHIMOL, 1992).

A ausência de acomodações em Manaus tomou tal vulto que foi proposta a construção de um prédio na região de Ponta Pelada e ainda uma Vila Americana para abrigar todos os funcionários do órgão; entretanto, o projeto não foi executado (MARTINELLO,1988). Esse escritório em Manaus ficou responsável pelo “abastecimento, navegação, navegação aérea, contratação de técnicos e construção de casas, estradas, armazéns, pistas de pouso” (CORRÊA, 1967, p. 85-86). O escritório do Rio de Janeiro assumiu as atribuições de aquisição de todo o alimento que seria fornecido aos trabalhadores que seguiam para a Amazônia para a extração da borracha.

Sobre os encargos que envolviam o órgão, Ferraz (2002) comenta que, além das atividades ligadas à construção, o RDC também coordenou as reformas e equipagem das áreas destinadas às operações aéreas.

Quanto ao transporte aéreo, Pedro Martinello (1988) explica que devido à frota do Serviço de Navegação e Administração do Porto do Pará (SNAPP), em 1942, representar um terço da frota que operava na Amazônia em 1910, fez-se necessário o emprego de ações que demonstrassem resultados rápidos para a chegada da matéria-prima em seu destino final, a indústria bélica Aliada; no entanto, Benchimol (1992, p. 73) utiliza outra teoria na qual tenta explicar tal ação pela “urgência e o bloqueio marítimo da costa brasileira”. Seja pela deficiência ou não nesse sistema de transporte disponível, todos estes pontos expuseram detalhes plausíveis, pois os diferentes aspectos estavam em evidência no período em questão.

A Amazônia estava mergulhada em um período de estagnação, devido ao distanciamento dos compradores da borracha amazônica, consequentemente, não dispunha de um aparato capaz de atender à demanda que se projetava; por outro lado, era reconhecidamente perceptível a preocupação com o transporte marítimo, isto tendo em vista as ações alemãs no Atlântico e a quantidade de afundamentos ao longo deste oceano.

Em relação às aeronaves empregadas, Benchimol (1992) afirma terem sido utilizadas as aeronaves Catalina e S-42; no entanto, Corrêa (1967) destaca que vários contratos foram fechados para que se realizasse este tipo de transporte; entre eles, destacou-se o convênio com a empresa Pan American Airways. O RDC também fechou acordo com a Panair  do Brasil, facilitando os deslocamentos entre Manaus, Belém, Tabatinga, Porto Velho, Guajará-Mirim e Iquitos (Peru); firmou, ainda, contrato com a Loide Aéreo Boliviano, a Companhia de Aviation Faucett  S.A. (do Peru) e com a Avianca (empresa colombiana).

Conforme já citado, entre os acordos consolidados foi estabelecido também que a Panair do Brasil assumiria as rotas de transporte comercial do território brasileiro, ocasionando consequentemente o afastamento definitivo das empresas alemãs e italianas do espaço aéreo brasileiro e, assim, direcionando todas as obrigações de construção, reformas e operações dos aeroportos brasileiros para os
americanos (ALVES, 2002).

DESASTRE DO PP-PDE – 50 ANOS (5º dia)

Sem jornal no dia anterior, na terça-feira, 18 de dezembro, Manaus ficou sabendo da situação do avião sinistrado e dos passageiros e tripulantes. Em reportagem intitulada – Mata do Rio Preto guarda destroços do “Constellation”, o matutino dos Archer Pinto descreve as últimas notícias.

Primeiro, informa que, no dia anterior, um avião Hercules  do governo americano trouxe dois helicópteros da Base Aérea de Cumbica (SP) para Manaus. Essas aeronaves, pilotadas pelos tenentes Henrique e Valdir (lamento que haja somente os nomes de guerra), chegaram ao local do acidente na tarde de ontem, aproximando-se a altura de 25m, acima da vegetação. Portanto, em condições de esclarecer o mais importante, se havia sobreviventes.

Nota publicada em O Jornal, 18 dezembro 1962

Segundo, confirmado o acidente e reconhecido o PP-PDE, os helicópteros passaram a orientar a expedição que partiu da rodovia Manaus-Itacoatiara, nas proximidades do Km 63, de um acampamento da Pavinorte, construtora desta estrada. Devido as condições do terreno, esperavam os expedicionários alcançar a clareira aberta pela aeronave em cinco dias. Mais uma vez é preciso esclarecer que toda a área era de selva, sem estrada vicinal ou acidente fluvial que permitisse reduzir esse prazo.

Nesse dia, o Governo do Estado, em conjunto com autoridades da FAB e da Panair do Brasil, publicaram a seguinte Nota Oficial: 

O Governo do Estado, o Serviço de Buscas e Salvamento e a Panair do Brasil, informam que: após o sobrevoo, por dois helicópteros da AB, do local assinalado como do acidente do PP-PDE, constatou-se positivamente o encontro dos destroços do aparelho sinistrado na madrugada do dia 14 próximo passado.

Os helicópteros pilotados por oficiais da FAB, transportaram o comandante Luciano e engenheiro Loral, ambos da Panair, que ao regressarem do voo foram positivos no reconhecimento daquela aeronave sinistrada.

Lamentavelmente, não existe (sic) indícios de sobreviventes no local do sinistro. (...)

Tal expedição que deixou o km 63 hoje, às primeiras horas da manhã, será orientada no seu percurso por aviões e helicópteros da FAB baseado naquele acampamento.

Manaus, 17 de dezembro de 1962

Pelo Governo do Estado – Dr. Cláudio Palhas;
Pela Panair – comandante Girão Marques de Oliveira e Dr. Loral;
Pela FAB – major aviador Guilherme Cal.

5. BASE AÉREA DE MANAUS


Idealizada a partir da pista de pouso de Ponta Pelada e tendo como referência as experiências que a antecederam, como o Comando dos Pelotões de Fronteira (criado em 1946), o Destacamento de Base Aérea de Manaus (efetivado em 1954), o Destacamento de Aeronáutica de Manaus (iniciado em 1955) e ainda o Grupamento de Aeronáutica de Manaus (instituído em 1968), a BAMN iniciou suas atividades em 31 de março de 1970.

Base Aérea de Manaus em construção, 1979
Nessa data o periódico O Jornal publicou em sua primeira página a manchete: “Aeronáutica inaugura Base Aérea...” (PRESENÇA... 1970, p. 1). Na matéria foi informado o empenho do governo na busca pelo desenvolvimento da região Norte. O mesmo jornal destacou a importância da presença militar para a região e o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelas Forças Armadas, e dizia que:

Efetiva e de valor inestimável, tem sido a participação das Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica – na integração de toda a Amazônia [...] Registra-se com patriotismo e satisfação, para todos os brasileiros em geral e os amazônidas em particular, o trabalho que as Forças Armadas desenvolveram em favor do nosso progresso, do bem estar e desenvolvimento de toda área. É a Amazônia esquecida que desponta para a realidade sua integração ao resto do Brasil. (PRESENÇA... 1970, p. 1).

Reconhecendo as necessidades da região, a Base Aérea de Manaus, Figura 4, iniciou suas atividades com aproximadamente 20% de sua capacidade estrutural atual, isto é, com edificações que se resumiram a um refeitório, dois prédios para a acomodação de graduados e oficiais e um hangar, este último voltado exclusivamente às atividades aéreas em um cotidiano técnico/operacional da nova organização militar e, especificamente, voltada às aeronaves C-115 Buffalo (adquiridas, no final da década de 1960, da empresa De Havilland of Canadá).
O início de suas atividades aéreas, conforme o livro histórico do 1°/9°GAv (1970), começou em 3 de julho de 1970 e teve como propósito integrar a região Norte, fornecendo apoio às Unidades de fronteira do Exército Brasileiro e da Marinha de Guerra, provendo apoio ao Instituto de Pesquisa da Amazônia (INPA), às situações de calamidades públicas e também às missões de misericórdias, entre outras atribuições.

Depois do Destacamento de Base Aérea de Manaus (inaugurado em 1954), o 1º/9ºGAv, instalado na Base Aérea de Manaus, tornou-se a segunda Unidade aérea da Força Aérea Brasileira a operar na Amazônia a partir de Manaus. Porém, antes de sua efetivação na capital amazonense, mais especificamente na região de Ponta Pelada, sua primeira subordinação de comando, conforme boletim interno n° 67, da Base Aérea de Belém, de 11 de abril de 1969, foi exercida em Belém (PA), sob a direção do Major Aviador Raimundo Alves de Campos.

Ainda locado na 1° Zona Aérea (capital paraense), o esquadrão foi denominado Núcleo de Primeiro do Nono, onde permaneceu até 17 de abril de 1970. Logo em seguida foi transferido com todo o seu efetivo e equipamentos para as instalações recém-inauguradas na Base Aérea de Manaus, dando início às suas atividades sob o comando do Major Aviador Camilo Ferraz de Barros.

Seja pela efetivação do aeroporto internacional ou pela intensificação da presença da aviação militar, essas ações mostraram-se de valor inestimável no quesito socioeconômico e estratégico. Com a incorporação e aprimoramento de um espaço capaz de atender à aviação comercial e militar, os negócios, tendo em vista as atividades do polo industrial, se intensificaram com a abertura do Aeroporto de Ponta Pelada. Paralelamente, conforme livro histórico do 1°/9°GAv (1970), com a renovação das atividades militares, a Amazônia passou
a desfrutar da garantia de envio de ajuda às populações mais carentes e apoio aos órgãos governamentais vigentes na região. 


CONCLUSÃO

Tendo como meta mostrar o contexto historiográfico que envolve a região de Ponta Pelada, em Manaus, o presente artigo direcionou-se para uma avaliação da repercussão da passagem americana por esta área, durante a Segunda Guerra Mundial, e da pista de pouso aberta em 1943. Para definir este momento, quatro pontos foram avaliados: a não admissão da área de Ponta Pelada (como espaço destinado à
aviação) em 1941 pelo técnico Francisco Oliveira, do Departamento de Aeronáutica Civil; o direcionamento da primeira pista de pouso de Manaus para o bairro de Flores (aberta em 1941); os acordos firmados entre Brasil e Estados Unidos em 3 de março de 1942, por meio dos quais, após o ataque de Pearl Harbor  (7 de dezembro de 1941) e a tomada dos seringais na Ásia (início de 1942), conduziram a diplomacia americana para a Amazônia brasileira em busca da borracha natural, consequentemente forçando a edificação de uma estrutura capaz de auxiliar no escoamento desta matéria-prima e; por fim, a assinatura do decreto n° 1.020, de 7 de maio de 1943, o qual declarou a área de Ponta Pelada de utilidade pública e oficializou a construção de um aeródromo.

O trabalho observou que, na região em análise, diferentes contextos se seguiram após a desmobilização americana. Deste exame destacou-se que, entre 1954 e 1976, a área de Ponta Pelada esteve voltada às atividades do primeiro aeroporto de Manaus, sendo substituído apenas em 26 de março de 1976, após a inauguração do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.

Por outro lado, a mesma região contou ainda com a forte e atuante presença da Força Aérea Brasileira, que iniciou suas atividades já na década de 1940. Sobre este aspecto, a região de Ponta Pelada, como já sinalizado no contexto, revelou significativo crescimento após a Segunda Guerra Mundial, evolução esta que contribuiu de diferentes formas para a aviação militar.
Nessa conjuntura, destacou-se o Comando dos Pelotões de Fronteira, efetivado em 1946, e o Destacamento de Base Aérea de Manaus, inaugurado em 20 de janeiro de 1954.

 Os levantamentos indicaram ainda o Destacamento de Aeronáutica de Manaus, efetivado em 1955, e o Grupamento de Aeronáutica de Manaus, idealizado em 1968; logo em seguida substituído pela Base Aérea de Manaus, inaugurada em 31 de março de 1970. Tendo em vista a historiografia militar e os estudos ligados à Amazônia, a presente pesquisa espera ter estimulado novos trabalhos que possam explorar a
conjuntura que envolve o contexto ligado à Força Aérea Brasileira e as lacunas que possam ter sido evidenciadas neste trabalho.

Este estudo espera ainda ter despertado o interesse para futuros trabalhos que venham a contribuir no entendimento das operações aéreas que se realizavam, a partir de Manaus, nas décadas posteriores à desmobilização americana, e das estruturas logísticas que foram empregadas pela FAB, tendo em vista a distância dos grandes centros e as limitações operacionais.
Diante disso, o trabalho em questão encerrasse esperando ter contribuído de forma plausível na identificação das etapas e dos mecanismos que auxiliaram no escoamento da borracha silvestre, a partir da região de Ponta Pelada, e seus resultados para o contexto militar e socioeconômico regional.

Fonte: BLOG DO CORONEL ROBERTO







terça-feira, 8 de abril de 2014

AEROPORTO INTERNACIONAL EDUARDO GOMES




O Aeroporto Internacional de Manaus — Eduardo Gomes (IATA: MAO, ICAO: SBEG) é o aeroporto que serve às cidades da Região Metropolitana de Manaus. É o segundo aeroporto mais movimentado da região norte, além de ser o 16º mais movimentado de todo o país, e o 3º do Brasil em movimentação de cargas em 2012 só atras de Cumbica e Viracopos em São Paulo. Situa-se a 14 quilômetros de distância do centro de Manaus. Foi fundado em 26 de março de 1976 e durante décadas permaneceu como um dos mais modernos complexos aeroportuários brasileiros.



O aeroporto foi recentemente reformado como parte do projeto da Copa do Mundo de 2014.


Características

O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes está situado a 14 km do centro da cidade de Manaus, possui pista única (10/28) para pousos e decolagem com dimensões de 2700x45m largura, além de três Terminais de Carga Aérea (TECA). O Terminal de Carga Aérea I (TECA I) foi inaugurado em 1976, juntamente com o Aeroporto, sendo destinado para movimentação de mercadorias produzidas na Zona Franca de Manaus; o Terminal de Carga Aérea II (TECA II), inaugurado em 1980, movimenta cargas de exportação e o Terminal de Carga Aérea III (TECA III) inaugurado em 2004, está dedicado ao movimento de carga de importação. Completam a estrutura de facilidades do aeroporto: seis pontes de embarque/desembarque (sendo cinco fixas e uma móvel), sete hangares, três salas de desembarque doméstico e uma de desembarque internacional, seis salas de pré-embarque doméstico e duas salas de pré-embarque internacional, dois terminais de passageiros (sendo um para aviação regular e outro para aviação regional e geral), estacionamento com vagas para 341 veículos (distribuídas em onze corredores) e nove guaritas de segurança.


O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes possui capacidade para atender 2,8 milhão de passageiros/ano, no entanto em 2009 transitaram pelos terminais mais de 3 milhões de passageiros, superando a capacidade instalada. É o maior aeroporto [1] da Região Norte do Brasil em número de passageiros e em movimento de aeronaves da região Norte, sendo também o 3º maior aeroporto em movimentação de cargas do país, atrás de Cumbica e Viracopos.

O Terminal 1 do Aeroporto Internacional de Manaus.

O aeroporto foi construído seguindo os mais avançados padrões da aviação civil da época. Por décadas permaneceu como um dos mais modernos complexos aeroportuários brasileiros. O terminal de passageiros 1, com estrutura em concreto armado, foi o primeiro do país a operar com pontes de embarque e desembarque de passageiros.

O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes possui dois terminais de passageiros, um para atender a aviação regular (nacional e internacional) e o outro a aviação regional. Também dispõe de um complexo de logística de carga, implantado em três etapas, sendo o Terminal de Logística 1 inaugurado em 1976, o Terminal de Logística 2 em 1980 e o Terminal de Logística 3 em 2004.

O Terminal de Passageiros I, que atende à aviação regular (nacional e internacional), dispõe de seis pontes de embarque/desembarque, sendo cinco fixas e uma móvel, três salas de desembarque doméstico e uma sala de desembarque internacional, quatro salas de embarque para voos domésticos e uma sala de embarque para voos internacionais, balcões de check-in, estacionamento e guaritas de segurança. No saguão são oferecidos aos clientes e usuários do aeroporto uma diversidade de produtos e serviços, como balcão de informações, centro de atendimento ao turista, locadoras de veículos, táxis especiais, agências de turismo, perfumaria, artesanatos, lanchonetes, serviços bancários, bomboniérie, guarda-volumes, banca de revista e artigos para presente.

Para atender a demanda crescente da aviação regional, foi construído o Terminal de Passageiros 2, o “Eduardinho”, inaugurado em 12 de março de 1985. O novo terminal foi construído em uma área anexa ao Terminal de Passageiros 1. O Eduardinho dispõe de completa infraestrutura para atender os passageiros da aviação regional, fundamental para a integração da Região Amazônica.

Ele dispõe de uma sala de embarque e uma sala de desembarque, sala vip e em seu saguão oferece aos usuários os seguintes serviços e produtos, como balcão de informações, serviços bancários, guarda-volumes, locadora de veículos, lanchonete, táxis especiais e banca de revista.

A média diária de operações de voos é de 110, entre pousos e decolagens.

Em 2009 foram registradas 45.848 operações de pouso e decolagem e 2.350.306 passageiros embarcaram e desembarcaram no aeroporto. Em 2008 foram registradas 42.502 operações de pouso e decolagem e 1.898.694 passageiros embarcaram e desembarcaram no complexo aeroportuário.

Aeroporto Internacional Eduardo Gomes - Terminal 1.

No Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em seus dois terminais de passageiros, operam companhias aéreas nacionais e internacionais.

No Terminal de Logística 1 funcionam as atividades de internação, exportação e recebimento de cargas nacionais, enquanto que no Terminal de Logística 2 são realizadas as operações de importação. Atualmente, o Terminal de Logística 3 está sendo completamente reestruturado, recebendo equipamentos de avançada tecnologia, para futuramente concentrar as atividades de importação.

O Terminal de Logística 3 foi inaugurado em 14 de dezembro de 2004, com presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, elevando a capacidade de armazenagem do aeroporto.

Ao longo de sua existência o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes recebeu obras que proporcionaram melhorias em suas instalações, como recapeamento da pista de pouso, ampliação do pátio de estacionamento de aeronaves do Terminal de Passageiros 1, recuperação do pátio do Terminal de Logística e construção via de acesso para os Carros de Combate à Incêndio (CCI), modernização do saguão e adequação da infraestrutura para atendimento aos portadores de necessidades especiais.

Mesmo com essas obras, o aeroporto precisa de investimentos em infraestrutura para atender o aumento crescente do fluxo de passageiros. Por esse motivo, a Infraero planeja ampliar e modernizar o Terminal de Passageiros 1, que terá a área duplicada, passando dos atuais 44.000 m² para 89.000 m², elevando a capacidade para 13 milhões de passageiros/ano.

O projeto prevê a disposição do embarque e desembarque em pisos diferentes, elevação do número de vagas no estacionamento, acréscimo de duas pontes de embarque que passarão de 6 para 8. Também estão planejados a substituição completa dos revestimentos, instalações, adequação as novas normas de acessibilidade, melhoria do eixo viário, estacionamento coberto e paisagismo completo.

Atualmente, Junho de 2013, as Obras estão 65% concluídas. As obras no TPS2 (Eduardinho)já iniciaram.


Dados técnicos

O complexo está dividido em dois terminais de passageiros, sendo que o Terminal 1 serve às principais rotas domésticas e internacionais e o Terminal 2 serve às rotas domésticas secundárias e regionais.
Latitude: 3º2'20s
Longitude: 60º2'50w
Terminal de passageiros: TPS-I: 43.659 m² e TPS-II: 2.607 m²
Piso: A
Sinalização: S

Endereço: 

Av. Santos Dumont, 1350 - Tarumã
Código: MAO
Elevação: 80 m
CEP: 69041-000
Telefone: (92) 3652.1212 | 3652-1210
SITE: http://www.infraero.gov.br/index.php/br/aeroportos/amazonas/aeroporto-internacional-eduardo-gomes.html


Horário: 

segunda-feira Atendimento 24 horas
terça-feira Atendimento 24 horas
quarta-feira Atendimento 24 horas
quinta-feira Atendimento 24 horas
sexta-feira Atendimento 24 horas
sábado Atendimento 24 horas
domingo Atendimento 24 horas


O COMPLEXO


Sítio Aeroportuário: 14.050.529 m2

Pátio de Aeronaves:
Pátio do Terminal de Passageiros I: 45.000 m²
Pátio do Terminal de Cargas - TECA: 27.000 m²
Pátio do Terminal de Passageiros II: 18.000 m²
Pátio da Aviação Geral: 16.250 m²
Pátio de Estadia: 17.850 m²

Pontes de Embarque:
05 fixas
01 móvel

Estacionamento de aeronaves:
Pátio do Terminal de Passageiros I: 6 posições de ponte de embarque e 6 de remota
Pátio do Terminal de Cargas - TECA: 4 posições
Pátio do Terminal de Passageiros II: 9 posições
Pátio da Aviação Geral: 17 posições
Pátio de Estadia: 3 posições
  
Pista (dimensões - comprimentoxlargura): 2.700 m X 45 m

Terminal de Passageiros: 97.258,55 m²
   
Capacidade/ano: 6,4 milhões de passageiros

Estacionamento de veículos - Capacidade:
Terminal de Passageiros I: 1.400 veículos
Terminal de Passageiros II: 235 veículos
Terminal de Cargas - TECA: 342 veículos


NO INTERIOR DO AEROPORTO VOCÊ ENCONTRA:

Balcão de Informações da Infraero
Telefone: (92) 3652-1212/1317/1210
Localização: saguão do terminal de passageiros 1
Horário de funcionamento: 24h

Perdidos e achados
Telefone: (92) 3652-1191/ 1292
Localização: 2º Andar
Horário de funcionamento: Segunda à Sexta-feira - das 8h às 12h e 13h às 17h

Polícia Federal
Telefone: (92) 3652-1400/1700
Localização: 1º subsolo (Desembarque Internacional)
Horário de funcionamento: 24h

Receita Federal
Telefone: (92) 3652-1385
Localização: Terminal de Cargas - TECA III
Horário de funcionamento: 24h

ANVISA
Telefone: (92) 3652-1471
Localização: 1º subsolo
Horário de funcionamento:
Atendimento ao público: Segunda à Sexta-feira - das 8h às 17h
Atendimento de voos: 24h

MAPA
Telefone: (92) 3652-1221
Localização: Terminal de Cargas - TECA III

Polícia Civil
Telefone: (92) 3652-1656
Localização: 2º Andar
Horário de funcionamento: 24h

Polícia Militar / Polícia de Trânsito
Localização: saguão do Terminal de Passageiros I
Horário de funcionamento: 24h

Companhias Aéreas

TAM - LINHAS AÉREAS S/A
Telefone: (92) 3652-1211/1174/4002-5700
Localização: Saguão do Terminal de Passageiros I
Horário de funcionamento: das 09h às 18h e das 21h às 07h
www.tam.com.br

GOL LINHAS AÉREAS
Telefone: (92) 3652-1593/1598
Localização: Saguão do Terminal de Passageiros I
Horário de funcionamento: das 08h às 05h
www.voegol.com.br

COPA AIRLINES
Telefone: (92) 3652-1442/1929
Localização: Saguão do Terminal de Passageiros I
Horário de funcionamento: de 09h às 18h24
www.copaair.com

AZUL/TRIP LINHAS AÉREAS BRASILEIRAS S/A
Telefone: (92) 3652-1830/1828
Localização: Saguão do Terminal de Passageiros I
Horário de funcionamento: 24h
www.voeazul.com.br


AMERICAN AIR LINES S/A
Telefone: (92) 3652-1911/1912/1913
Localização: Saguão do Terminal de Passageiros I
Horário de funcionamento: das 21h às 00h
www.aa.com.br

TOTAL LINHAS AÉREAS S/A
Telefone: (92) 3305-2555 / 2551
Localização: Saguão do Terminal de Passageiros I
Horário de funcionamento: das 06h30 às 22h
www.total.com.br


MAP LINHAS AÉREAS
 Telefone: (92) 3652-1931/1932/1933
Localização: Saguão do Terminal de Passageiros II
Horário de Funcionamento: 06h às 21h
www.voemap.com.br

Bancos:

Banco do Brasil
Telefone: (92) 3652-1268
Localização: Terminal de Cargas III - Térreo
Horário de Funcionamento: 09h às 12h / 12h30 às 14h45


Caixas Eletrônicos:
Banco do Brasil
Localização: Terminal de Passageiros I e II - Saguão / Terminal de Carga III - Térreo
Horário de Funcionamento: 24h

Banco Itaú
Localização: Terminal de Passageiros I - Saguão
Horário de Funcionamento: 24h

Banco Bradesco
Localização: Terminal de Passageiros I e II - Saguão
Horário de Funcionamento: 24h


Caixa Econômica Federal
Localização: Terminal de Passageiros I - Saguão
Horário de Funcionamento: 24h

Posto Médico:
Uniquer Emergências
Telefone: (92) 3652-1219
Localização: 1º Subsolo
Horário de Funcionamento: 24h

Estacionamento:
Comatic
Telefone: (92) 3652-1270/1670/1135
Localização: Terminal de Passageiros I e II / Terminal de Carga III
Horário de Funcionamento: 24h

Táxi:
Rádio Táxi Manaus
Telefone: (92) 3652-1459
Localização: Terminal de Passageiros I
Horário de Funcionamento: 24h

Coopertáxi
Telefone: (92) 3652-1544/1568
Localização: Terminal de Passageiros I
Horário de Funcionamento: 24h

Vitotáxi
Telefone: (92) 3652-1552
Localização: Terminal de Passageiros I
Horário de Funcionamento: 24h

São José Táxi
Telefone: (92) 3652-1260
Localização: Terminal de Passageiros I
Horário de Funcionamento: 24h

Locadora de Veículos:

KL Rent a Car
Telefone: (92) 3652-1203
Localização: Terminal de Passageiros I
Horário de Funcionamento: 24h

Le Mans
Telefone: (92) 3652-1560/ 1562
Localização: Terminal de Passageiros I
Horário de Funcionamento: 24h

Localiza
Telefone: (92) 3652-1176
Localização: Terminal de Passageiros I
Horário de Funcionamento: 24h

Hertz
Telefone: (92) 3652-1421/1431
Localização: Terminal de Passageiros I
Horário de Funcionamento: 07h às 19h / 21h às 03h

Farmácias:
Drogaria Flexfarma
Telefone: (92) 3652-1811
Localização: Terminal de Passageiros I - Saguão
Horário de Funcionamento: 24h

Fraldário:
Localização: Terminal de Passageiros I
Horário de Funcionamento: 24h


Casa de Câmbio:

Confidence Câmbio e Turismo
Telefone: (92) 3652-1273
Localização: Terminal de Passageiros I - Saguão
Horário de Funcionamento: 24h

Alimentação:

Restaurante Demoiselle
Telefone: (92) 3652-1168/1658/1676/1608
Localização: ao lado do Terminal de Cargas - TECA
Horário de Funcionamento: Segunda a Sexta-feira - das 11h às 14h

Waku-sese (Açai) 
Telefone: (92) 9376-7024
Localização: Terminal de Passageiros I - Saguão
Horário de Funcionamento: 24h

Tapioca.com
Telefone: (92) 3652-1825
Localização: Terminal de Passageiros II - Terraço
Horário de Funcionamento:
2ª a 6ª feira: 05h às 20h
Sábado: 06h às 18h
Domingo: 06h às 12h

Sorveteria Glacial
Localização: Terminal de Passageiros I - Saguão
Horário de Funcionamento: 24h


Fly Burguer
Telefone: (92) 3652-1480/1484
Localização: Terminal de Passageiros I - Embarque Doméstico
Horário de Funcionamento: 08h às 16h / 22h às 03h

Casa do Pão de Queijo
Telefone: (92) 3652-1242/1709
Localização: Terminal de Passageiros I - Saguão / Embarque Doméstico / Embarque Internacional
Horário de Funcionamento:24h
  
Rei do Mate
Localização: Terminal de Passageiros I - Saguão / Terminal de Cargas III - Térreo
Horário de Funcionamento: 
Terminal de Passageiros I - Saguão: 24h
Terminal de Cargas III - Térreo: 07h às 17h

Ônibus Executivo:

Linha (813)
Itinerário: Aeroporto/Centro

Linhas de Ônibus Urbano:

Linha (306)
Itinerário: Aeroporto/Centro
Localização: Passarela do Terminal de Passageiros
Horário de Funcionamento: 05h30 às 23h30

Linha (058)
Itinerário: Aeroporto/Cidade Nova (Terminal 03)
Localização: Passarela do Terminal de Passageiros
Horário de Funcionamento: 05h30 às 23h30


Proteção de Bagagem:

Protec Bag
Telefone: (92) 3652-1481
Localização: Check-in "A" e Check-in "B"
Horário de Funcionamento: Durante atendimento de voos

Correios:

E.B.C.T
Telefone: (92) 3652-1178/1316
Localização: Terminal de Cargas - Teca I
Horário de Funcionamento: 08h às 16h

Lojas:

Divina Magia
Telefone: (92) 3652-1487/1810
Localização: Embarque Doméstico
Horário de Funcionamento: Durante atendimento de voos

Dudalina
Localização: Terminal de Passageiros I
Horário de Funcionamento: 05h às 22h

Livraria Saraiva
Telefone: (92) 3652-1948/1952
Horário de Funcionamento: 24h

Planeta Livro (Revistas e Livros)
Telefone: (92) 3652-1558
Localização: Terminal de Passageiros I - Embarque Doméstico
Horário de Funcionamento: durante atendimento de voos
  
Arte Tupiniquim (Artesanato e Vestuário)
Telefone: (92) 3652-1647
Localização: Terminal de Passageiros I - Saguão
Horário de Funcionamento: 09h às 05h

Vending Machines
Localização: Terminal de Passageiros I - Saguão e Embarque Internacional
Horário de Funcionamento: 24h


Demais Estabelecimentos Comerciais:

Amazon Explorers
Telefone: (92) 3652-1128
Localização: Terminal de Passageiros I - Saguão
Horário de Funcionamento: Segunda a Sexta-feira - das 09h às 16h / Sábado, Dom. e Feriados - das 10h às 16h

Equipol Turismo
Telefone: (92) 3652-1616
Localização: Terminal de Passageiros I - Saguão
Horário de Funcionamento: Segunda a sexta-feira - das 08h às 23h / Sábado, Dom. e Feriados - das 08h às 18h

Tucunaré Turismo
Telefone: (92) 3652-1204
Localização: Terminal de Passageiros I - Saguão
Horário de Funcionamento: Segunda a Sábado - das 09h às 04h / Domingo e Feriados - das 09h à 00h

Posto Equatorial
Telefone: (92) 3652-1580
Localização: Via de acesso aos Terminais 1 e 2
Horário de Funcionamento: 24h


INFRAERO


Rede de Terminais de Logística de Carga

A Infraero, inserida no contexto global como um dos componentes do sistema de transporte de cargas, passa a atender o aeroporto de forma mais eficiente, disponibilizando um corredor de passagem, por onde transitam não só passageiros, mas também, cargas. 

Além de administrar 63 Aeroportos, 75 EPTA (Estação Prestadora de Serviços de Telecomunicações e de Tráfego Aéreo), a Infraero possui em sua estrutura uma Rede de 31 Terminais de Logística de Carga (Tecas), espalhados por todo território nacional. Neles são prestados os serviços de armazenagem e capatazia (movimentação) da carga importada, a ser exportada; nacional e expressa (courier), sendo que, dos 31 Tecas da Rede, 27 operam com importação, 23 com exportação, 14 com Carga Nacional, e dois com Courier.

Como importante elo da cadeia logística, a Infraero exerce o papel de Fiel Depositária da Receita Federal, zelando pela custódia das cargas até o ato de sua entrega ao importador ou companhia aérea, no caso das exportações.

Agilidade e Tecnologia

Para controle das cargas, a Infraero Cargo utiliza o Sistema Teca Plus, desenvolvido para gerenciar o curso da logística da carga dentro dos terminais. Os volumes armazenados nesse sistema recebem uma etiqueta adesiva contendo código de barras onde constam suas principais informações. Essa ferramenta tem como objetivo a automação e a atualização do endereçamento das cargas, tornando o processo de movimentação e localização muito mais ágil.

Segurança

Para garantir total segurança à carga, os Tecas são providos de sistemas de controle de acesso das pessoas e veículos, que são equipados com Circuito Fechado de TV (CFTV), com monitoramento 24 horas por dia, vigilância armada, raios-X e pórticos detectores de metais.

Investimentos

Com foco no aumento da demanda por serviços logísticos no País e na tendência de crescimento do comércio internacional, a Infraero mantém um extenso e contínuo Plano de Investimentos para sua rede de Terminais de Logística de Carga. Para o período 2014-2018, a Empresa estima investir cerca de R$ 310 milhões a serem utilizados na construção, reforma, ampliação, adequação e modernização de seus complexos logísticos, bem como na aquisição de novos equipamentos operacionais para movimentação e armazenagem de cargas.

SAIBA MUITO MAIS SOBRE NOSSA MANAUS DE ONTEM, DE HOJE E DE SEMPRE, CURTINDO ->https://www.facebook.com/Manaus.ontem.hoje.sempre 

CURTA A PÁGINA E A COMPARTILHE COM SEUS AMIGOS.