RECEBA NOSSAS ATUALIZAÇÕES DIRETAMENTE NO SEU E-MAIL | Para isso, informe seu e-mail digitando-o no campo abaixo e em seguida clique em SUBMIT.
PARA VISUALIZAR AS FOTOS EM TAMANHO ORIGINAL,
CLIQUE SOBRE NELAS !!!
Mostrando postagens com marcador HISTÓRIA (fragmentos). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador HISTÓRIA (fragmentos). Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

BONDES EM MANAUS


BONDES DE MANAUS


Três raras imagens dos bondes circulando por Manaus no início do século XX, durante o período de riqueza conhecido como "ciclo da borracha", em que era forte a presença inglesa (até hoje existe e é usado normalmente no porto da capital do Amazonas o cais flutuante do Roadway, por exemplo, destinado a enfrentar as diferenças de até 14 metros de altura no nível das águas do Rio Negro).

Então, a grande quantidade de dinheiro circulante permitiu luxos como a construção (em 1896) do imponente Teatro Amazonas e do Mercado Municipal Adolfo Lisboa, cópia do Les Halles de Paris, ambos com materiais importados da Europa.

A foto superior, que mostra o bonde 53 da Manaus Railway, foi publicada em 1983 na primeira edição da revista Amazônia Ilustrada, editada no Rio de Janeiro.

A segunda imagem, emoldurada e intitulada "O bonde e a carroça/The tram and the cart", foi publicada em julho de 1986 pelo "Guia/Manaus/Guide", publicação bilíngüe editada em Manaus e destinada aos turistas.

A terceira imagem, de um cartão postal do início do século XX, foi cedida pelo pesquisador norte-americano Allen Morrison, de New York.

Abaixo (em foto de Allen Morrison, de New York), um bonde elétrico circula pela Avenida Eduardo Ribeiro, em direção ao Mercado e ao cais, no início do século XX.



Foto cedida pelo pesquisador norte-americano Allen Morrison, de New York/EUA


Conta o pesquisador estadunidense Allen Morrison que a primeira franquia para a construção de uma linha de bondes em Manaus teria sido concedida ao engenheiro inglês Frank Hebblethwaite em 1895. Ele adquiriu três locomotivas a vapor inglesas e instalou 16 km de linhas nas avenidas de Manaus. Um mapa de 1895 mostra cinco rotas de bondes identificadas por números romanos. A Viação Suburbana começou a operar comercialmente em 2/1896 e um texto do ano seguinte informava que a empresa tinha dez veículos para passageiros e 25 para carga.

O bonde a vapor teve curta duração. Charles Ranlett Flint, um dos diretores da United States Rubber Company, instalou iluminação elétrica em Manaus em 1896 e começou a construir uma linha de bondes elétricos com bitola métrica em 1898. Flint, Hebblethwaite e outros 13 estadunidenses fundaram a Manáos Railway Company em New York em 24/2/1898 e iniciaram os serviços comerciais em 1/8/1899. Assim, Manaus foi a terceira cidade no Brasil e a quarta na América do Sul a ter bondes elétricos (depois de Rio de Janeiro, Salvador e Buenos Aires).

Em 24/7/1902, a companhia de bondes foi nacionalizada e a inscrição inglesa na frente dos veículos foi mudada para Serviços Eléctricos do Estado. Em 12/1/1909, entretanto, uma nova inscrição inglesa apareceu: a Manáos Tramways & Light Company, de Londres, que encarregou J. G. White de reconstruir as linhas, instalar um novo abrigo de bondes em Cachoeirinha e encomendar novos veículos ingleses, além de mais tarde construir seus próprios veículos. Um de seus diretores foi o canadense (mas nascido nos EUA) James Mitchell, que instalou as primeiras linhas elétricas no Rio de Janeiro na década de 1890.



Foto cedida pelo pesquisador norte-americano Allen Morrison, de New York/EUA


Note-se, nas imagens mais antigas, a predominância da mão inglesa de tráfego, pela esquerda, que predominou até cerca de 1930. E um dos passatempos favoritos dos manauaras por volta de 1912 era tomar um bonde das linhas suburbanas para desfrutar da brisa fresca, nas noites quentes de uma cidade situada praticamente na linha do Equador, como se vê no cartão postal acima, também cedido por Allen Morrison.

Do mesmo especialista estadunidense Allen Morrison é este cartão postal, mostrando bonde 21, com equipamentos elétricos e trucks ingleses, na década de 1930:



Foto cedida pelo pesquisador norte-americano Allen Morrison, de New York/EUA

O primeiro ônibus em Manaus rodou em 1939, e em 1954 o sistema de bondes elétricos foi fechado por problemas de energia, mas reaberto dois anos depois. O serviço de transporte de passageiros terminou oficialmente em 28/2/1957, mas o sistema foi mantido intacto, na Rua 10 de Julho e na Avenida 7 de Setembro, para movimentação de cargas entre o Plano Inclinado e o depósito de Cachoeirinha. A Companhia de Eletricidade de Manaus assumiu todas as instalações em 1962 e desmontou o cabeamento elétrico das linhas de bondes, encerrando um período de 70 anos de bondes no coração da selva amazônica.

Fonte: novomilenio.inf.br


O Bonde 51  da Manaos Railway, 
posteriormente, ficou exposto no Largo de São Sebastião.


Depois foi retirado de lá, 
e atualmente se encontra nos jardins do Centro Cultural Teatro Chaminé.




PARA VER MAIS IMAGENS DOS ANTIGOS BONDES DE MANAUS, CLIQUE AQUI











quarta-feira, 22 de outubro de 2014

INAUGURAÇÃO DO PALÁCIO RODOVIÁRIO






Existem vários palácios em Manaus (Rio Negro, Rio Branco, da Justiça e o   destruído Palácio do Governo, atual IEA) - o Palácio Rodoviário foi uma edificação suntuosa, construído para abrigar o Departamento de Estradas de Rodagem do Amazonas (DER-AM), um órgão responsável pela abertura e pavimentação de estradas do nosso Estado, mas, serviu também para residência do governador.

Foi inaugurado numa terça-feira de 26 de janeiro de 1960, na Avenida Carvalho Leal, 1777, no bairro da Cachoeirinha, no governo do Gilberto Mestrinho, recebendo o nome de “Engenheiro Edmundo Regis Bittencourt”, uma justa homenagem ao homem que muito ajudou ao Estado do Amazonas, enquanto esteve na direção do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).

Na inauguração, o Dr. Regis Bitencourt estava presente, juntamente com a sua comitiva, a convite do Governo do Amazonas – toda a população de Manaus foi convidada para o evento – o primeiro presidente do DER-AM foi o engenheiro Elias Antônio Morkazel.

Todas as classes sociais estiveram presentes ao evento. No discurso, o governador Gilberto Mestrinho falou da importância do edifício e da justa homenagem ao Diretor do DNER, ao qual fez também um discurso de agradecimento, destacando o carinho do povo do Amazonas ao seu nome e, prometeu continuar a colaborar com os pleitos do Estado, pois deseja vê-lo progredir sempre, para maior felicidade dos seus filhos e honra do Brasil.

O prédio foi abençoado pelo Dom João de Souza Lima, arcebispo de Manaus – depois, o governador cortou a fita simbólica e descerrou à placa comemorativa da inauguração – no final, todos se dirigiram ao luxuoso auditório, no quarto andar, onde foi servido um coquetel.


A fotografia acima, mostra a inauguração dos primeiros 20 km da AM-10, pela parte de Manaus. Era o ano de 1960, na semana de inauguração da nova sede do DERA (como era conhecido). Foto: O Jornal.


Tempos depois, o Palácio Rodoviário serviu também para residência do Governador João Walter de Andrade (1971-1975) – com a extinção do DER-AM, passou a abrigar a Escola Superior de Ciências da Saúde (Medicina, Odontologia e Enfermagem), da Universidade Estadual do Amazonas (UEA).

Durantes muitos anos, esse imponente edifício foi considerado um dos cartões postais da nossa cidade, perdendo, com o tempo, o seu brilho de outrora. É isso ai.

Fonte: O Jornal | Blog do Rocha 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

As primeiras pedaladas nos Anos Dourados em Manaus.


A vanguarda das pedalas nos Anos Dourados era marcada por uma época de transição entre o período de guerras e o período das revoluções comportamentais e tecnológicas no Brasil.


Av. Floriano Peixoto - ao fundo torre da igreja dos Remédios.
Foto: não identificada

A cidade de Manaus em plena década de 50, demonstrava um estado de harmonia com  todo seu espaço urbano e arquitetônico, com ruas largas e bem cuidadas, passeios públicos alinhados e calçados em pedras de liós, embelezavam um conjunto da leitura espacial no Centro da cidade.

Em 1954 (registro das fotos) foi promovida uma parada militar, onde vê-se os primeiros registros de um passeio ciclístico realizados na cidade. Não há informações concretas de que grupos eram estes que pedalavam pelas ruas do Centro. Mas pela caracterização e disposição do público, tratava-se de uma grande comemoração, com desfiles de pelotões militares e grupos de civis mostrando o progresso da cidade naquela época.


Av. Floriano Peixoto, lado esquerdo da foto, antigo Hotel Amazonas (arquitetura moderna).
Foto: não identificada

Fotos sem identificação, ciclistas posando para foto em Manaus.
Foto: não identificada

Ciclistas militares em passeata por Manaus.
Foto: não identificada

Passeata pela rua 10 de julho, militares montados em bicicletas pedalam, logo ao lado do Teatro Amazonas, ao fundo antigo Tribunal de Justiça do Amazonas (hoje Centro Cultural Palácio da Justiça).


Foto: não identificada
Fonte das imagens: Desconhecida, acervo Keyce Araújo.
Fonte Texto: Studio Blog










terça-feira, 14 de outubro de 2014

EVOLUÇÃO HISTÓRICA

O Topônimo Manaus originou-se do nome de uma tribo indígena que primitivamente dominava o vale do Rio Negro, a qual pertenceu o legendário guerreiro Ajuricaba. A história do devassamento das terras que atualmente compõem o Município de Manaus constitui, ainda hoje, motivo de dúvidas e controvérsias entre os estudiosos do assunto. Segundo uns, a glória desse empreendimento caberia a Pedro Teixeira, sertanista que pervagou o Amazonas na primeira metade do século XVII, iniciando sua jornada no porto de Cametá a 28 de outubro de 1637; outros, entretanto, apontam como autor desse feito seu lugar-tenente Pedro da Costa Favela (ou Favilla).

O certo é que a primeira notícia fidedigna relativa à história dessa comuna está ligada ao ensaio de colonização e povoamento da região, levado a termo na segunda metade do século XVII.

A evolução histórica de Manaus, ocorreu conforme a seqüência dos seguintes fatos:

Em 22/06/1657 Acompanhado de dois padres, Francisco Veloso e Manuel Pires, o cabo Bento Maciel Parente, no comando de uma "tropa de resgate", partiu de São Luis no Maranhão, com o objetivo de atingir meses depois as margens do Tarumã, em plena Selva Amazônica, e também punir os silvícolas que atavam exploradores brancos ou índios pacificados. A tropa fixou-se por algum tempo na foz do rio Tarumã, onde foi fincada uma cruz e como de costume foi rezada uma missa. Ficou o local chamado Cruz do Tarumã.

Em 1658 A tropa expedicionária de Bento Maciel abandonou a povoação e seguiu em direção do Pará, sendo depois, Bento Maciel morto nas lutas com os nativos. Em 15/08 do mesmo ano, a segunda "tropa de resgate" partiu do Maranhão, ocupando a mesma região, que passou a denominar-se Missão do Tarumã. Nesse período as tropas de resgate já procuravam também, além dos indígenas, as chamadas "drogas do sertão". Os indígenas tinham suas aldeias saqueadas, aqueles que se rebelavam eram mortos, pois não pretendiam se tornarem escravos.

Em 1661 A expulsão dos jesuítas pioneiros desses empreendimentos, traria como reflexo o fracasso do plano de colonização, anos mais tarde retomado. Quando os holandeses e os espanhóis começaram a expandir-se pelo extremo norte do país, a coroa portuguesa se alarmou, e passou a ditar providências.

Em 1669 A pedido de Pedro da Costa Favela, o governador Antônio Albuquerque de Carvalho, ordenou que fosse erguida uma fortaleza que resguardasse a região limítrofe do Rio Negro. Assim, surgiu a lendária fortaleza de "São José do Rio Negro", construída numa elevação, a três léguas da foz desse rio, para defender contra ameaças de conquista da parte de espanhóis e holandeses. A princípio os índios não davam descanso aos conquistadores, todavia, graças ao auxílio dos religiosos carmelitas, grande arraial se foi pouco a pouco formando em volta do reduto fortificado. Famílias inteiras das tribos dos Barés, dos Passés e dos Banibas, vindas do Japurá e Içana, ali se instalaram, dando início à grande miscigenação que, em breve, iria determinar, na povoação da Barra, o aparecimento da nova geração constituída de mamelucos e caribocas.

Em 1695 Os missionários carmelitas, juntamente com os franciscanos, jesuítas e mercedários encarregados de catequizar os índios e impedir as guerras resolveram erguer nas proximidades do Forte de São José da Barra do Rio Negro, uma pequena igreja , sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da antiga Missão do Tarumã, e hoje padroeira de Manaus. Já em 1774, o arraial contava 220 pessoas, incluídas neste total "o vigário, o diretor e 10 mulheres de 90 anos."

Em 03/03/1755 A Carta Régia criou a Capitania de São José do Rio Negro, no governo de Francisco Xavier de Mendonça Furtado, com sede em Mariuá, Barcelos. No mesmo ano, devido ao número elevado de pessoas, a primitiva aldeia passa a povoado.

Em 1783 Por ordem do General João Pereira Caldas, e em razão de seu estado precário, foi a velha fortaleza desarmada, perdendo a povoação, as últimas aparências bélicas que lhe restavam.

Em 10/05/1791 Lobo d´Almada (terceiro governador da Capitania do São José do Rio Negro), transfere a sede da Capitania para o Lugar da Barra.

Em maio de 1799 Por força da Carta Régia, datada de 22.08 do ano anterior e com a queda política de Lobo d´Almada, a povoação da Barra entrou em franco declínio, que culminou com retorno da Capital para Barcelos.

Em 09/03/1804 A sede da Capitania volta a instalar-se no Lugar da Barra (Manaus), em caráter definitivo.

Em 1807 O governador da Capitania, José Joaquim Victorio da Costa, deixa Barcelos transferindo a administração da Capitania definitivamente ao Lugar da Barra.

Em 29/03/1808 Graças ao então governador de capitania José Joaquim Victorio da Costa, o Lugar da Barra voltaria as honras de Capital (reinstalação da Sede da Capitânia no Lugar da Barra – Manaus).

Em 1821 O governador Manuel Joaquim do Paço foi posto por ter se recusado a jurar a constituição portuguesa de 1820. Com isso a população destruiu as principais obras públicas realizadas pelo governador preposto.

Em 22/11/1823 Adesão do Amazonas à Independência do Brasil

Em 1825 O aviso nº 233 da Secretaria de Estado dos Negócios do Império, referendou a dissolução da Junta Governativa e incorporou "o Território do Rio Negro à jurisdição e administração do Grão-Pará".

Em 1832 Criação da Comarca do Alto Amazonas, sob jurisdição do Pará. A extinta Capitania do Rio Negro passa a contar com quatro Vilas. O Lugar da Barra (Manaus), é elevado à Categoria de Vila com a denominação de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio Negro e ganha uma Câmara Municipal.

Em 1833 Um fato curioso aconteceu no âmbito da política local, só muito tardiamente, exerceu ela sua autonomia, dependendo primeiro da Vila de Moura, depois de Barcelos e, já na qualidade de Capital de Serpa. Esse fato motivou a várias tentativas revolucionárias levadas a efeito pelos habitantes do antigo Lugar da Barra, que visavam a emancipação da localidade, e que conseguiram, época em que a povoação foi elevada a categoria de Cabeça de Comarca, com a predicação de Vila, recebendo então o nome de Manaus.

Em 06/03/1836 A Vila da Barra (Manaus) cai em poder dos cabanos, que instituem um governo com duração de apenas seis meses.

Em 15/03/1940 Com a Anistia Geral concedida pelo governo, entregam-se os últimos cabanos de Mundurucânia. A Vila da Barra (Manaus) se refaz dos prejuízos humanos e materiais.

Em agosto de 1843 Chega à Vila da Barra (Manaus) o primeiro navio a vapor da armada brasileira, chamado Guapiaçú, que sai de Belém no dia 28 de julho e reduz para 10 dias o percurso que os navios à vela demoravam de 60 a 120 dias para percorrer.

Em 24/10/1848 Por força da Lei nº 147, da Assembléia da Província do Pará, Manaus passa à Categoria de Cidade com a denominação de cidade da Barra do Rio Negro.

Em 05/09/1850 Como resultado das grandes agitações internas que se haviam verificado no Território Amazonense, foi aprovado pela Câmara o projeto de criação da Província do Amazonas, sancionado por D. Pedro II, recebendo a Lei o número 592.

Em 07/07/1851 Foi nomeado o primeiro governador da Província, João Batista de Figueiredo Terreiro Aranha. Em 03/05 do mesmo ano, circula o "Cinco de Setembro", primeiro jornal impresso na Cidade da Barra (Manaus).

Em 11/01/1853 Chega à Cidade da Barra o navio a vapor Marajó, da Companhia de Comércio e Navegação do Alto Amazonas, inaugurando os serviços de linha regular de navios a vapor, ligando a Barra a Belém.

Em 04/09/1856 Pela Lei nº68, já no decurso do 2º governo, de Herculano Ferreira Pena, a Assembléia Provincial Amazonense dá-lhe o nome de Cidade de Manaus, em homenagem a valente nação indígena Manaós.

Em 06/11/1858 Pela Lei nº 92, foi Manaus considerada Freguesia e, como tal, reconhecida para todos os "efeitos civis e eclesiásticos".

Em 07/12/1866 Os rios Amazonas, Negro, Tocantins e Tapajós são abertos à navegação estrangeira; inicio do calçamento das principais ruas de Manaus.

Em 1869 Criação do Liceu.

Em 1871 Inauguração da Biblioteca Pública, funcionando no consistório da Igreja da Matriz, ainda não inaugurada oficialmente.

Em 1873 O Palacete Provincial, já no final de sua construção, abriga a Biblioteca Pública e o Liceu. O Palacete é o atual prédio da Polícia Militar.

Em 1877 O Amazonas tornou-se a alternativa de sobrevivência dos migrantes nordestinos, atraídos pelas perspectivas de enriquecimento fácil. O Seringal era o destino de quase todos os nordestinos. Alguns buscavam ocupação em Manaus, fixando-se quase sempre nas áreas periféricas às margens dos igarapés e ajudando a formar os arrabaldes distantes (Cachoeirinhas, São Raimundo, Tocos, Educados...). Existiam trabalhadores de diferentes nacionalidades – brasileiros, portugueses, espanhóis, italianos, alemães, sírios, libaneses, judeus – esses formavam os fortes elos da borracha no Amazonas. No rendoso negócio da borracha, o Brasil era um sócio exigente. Desse ciclo saiu dinheiro para pagar lavouras de café, construir estradas de ferro, iluminar o Rio de Janeiro e lá fazer campanhas de saúde pública e obras de saneamento.

Em 15/08/1878 Inauguração oficial da igreja da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do Amazonas.

Em 1881 A Assembléia Provincial do Amazonas aprovou o projeto do deputado Antônio José Fernandes Júnior, autorizando "A construção de um Teatro de alvenaria nesta cidade".

Em 1882 Inauguração da Escola Normal (Liceu Amazonense), atual prédio do Colégio Estadual D. Pedro II. Inauguração do Mercado Público Adolpho Lisboa.

Em 24 de maio de 1884 Declaração pública de Libertação dos Escravos em Manaus. Em 10 de julho do mesmo ano, libertação dos escravos no Amazonas. A província do Amazonas foi a segunda do país a abolir a escravidão, logo após o Ceará. Concluídas as obras do Palácio da Presidência, que passou a ser a sede da Prefeitura Municipal, localizado à praça D. Pedro, também conhecido como Paço Provincial e Paço da Câmara. Inauguração do Museu Botânico.

Em 02/09/1888 Inauguração do serviço de abastecimento de água encanada, fornecida pela represa da Cachoeira Grande, situada na Ponte de São Jorge.

Em 15/01/1889 Entrega oficial da Igreja São Sebastião. Em setembro, inauguração do reservatório de água da Castelhana. Em 15/11 do mesmo ano, Proclamação da República Federativa do Brasil. Em 24/11 do mesmo ano, o Estado do Amazonas adere ao Movimento Republicano.

Em 1890 Início da fase áurea do Ciclo da Borracha.

Em 04/11/1892 Com a Lei nº 33, dividiu-se o Estado do Amazonas em 23 municípios.

Em 1895 Manaus ganha o serviço de transporte coletivo de bondes elétricos; inauguração das pontes de ferro da Cachoeirinha e de Flores.

Em 16/02/1896 Inauguração do cabo subfluvial de rádio-telegrafia ligando Manaus a Belém. Em 22 de outubro do mesmo ano, inauguração da primeira rede de energia elétrica em Manaus. Em 31 de dezembro do mesmo ano, inauguração do Teatro Amazonas.

Em 1899 Inauguração do Reservatório do Mocó.

Em 1900 Inauguração do Palácio de Justiça.

Em 1902 Início da construção do Porto de Manaus.

Em 1906 Início da construção da rede de esgotos pela firma inglesa Manáos Improvements.

Em 24/12/1908 Inauguração dos serviços de captação e filtragem das águas do Rio Negro, através do complexo do Bombeamento, na Ponta do Ismael: Compensa.

Em 17/01/1909 Criação da Universidade Livre de Manaus (a primeira do Brasil), que funcionava no atual prédio do Grupo Escolar Nilo Peçanha.

Em 1910 Considerado o fim da fase áurea da borracha. Manaus ainda vive a euforia dos preços em alta da borracha. Euforia que dura pouco, pois logo se inicia a lenta agonia da grande crise, com a entrada da borracha asiática no mercado internacional.

Em 15/01/1913 A população revolta-se contra as altas taxas cobradas pelos serviços de água e esgoto e destrói o escritório da Manáos Improvements, concessionária dos serviços.

Em 1914/1918 Explode a 1a Guerra Mundial. A borracha é considerada contrabando de guerra, ficando proibida a exportação. Manaus mergulha em um período de depressão econômica.

Em 1918 A epidemia de gripe espanhola atinge Manaus causando a morte de seis mil pessoas, aproximadamente.

Em 23/07/1924 Rompe a Revolução Tenentista em Manaus com um ataque bem sucedido ao Quartel da Praça da Polícia, pelos integrantes do 27° Batalhão de Caçadores. Os revoltosos seguiram até o Palácio Rio Negro, de onde fugiu o governador interino.

Em 30/10/1930 Assume o governo uma Junta Revolucionária e Álvaro Maia é indicado como interventor.

Em 1935 Álvaro Maia é eleito indiretamente pela Assembléia Estadual para governar o Amazonas.

Em 10/11/1937 Ditadura do Estado Novo. Álvaro Maia é confirmado interventor.

Em 01/12/1938 O Decreto-Lei Estadual nº 176, criou no Município de Manaus os novos Distritos de Careiro, com território desmembrado do distrito-sede do Município de Manacapuru e Airão, com parte do distrito da sede do município em apreço.

Em 1939/1943 É estabelecido pelo Decreto-Lei Estadual nº 176, Manaus forma-se distrito-sede, subdividido em Zonas Urbanas e Suburbanas, Caldeirão, Tauapeçassu e Santa Maria e dos recém-criados Distritos de Careiro e Airão.

Em 1940 Getúlio Vargas profere o "Discurso do Rio Amazonas", prometendo uma nova política para a Amazônia.

Em 1945 Queda da Ditadura Vargas e dos interventores.

Em 29/10/1952 O presidente Getúlio Vargas, de volta ao governo por eleição direta, cria o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA, com a finalidade de realizar o "estudo científico do meio físico e das condições de vida da região, tendo em vista o bem-estar humano e os reclamos da cultura, da economia e da segurança nacional".

Em 11/06/1953 O Rio Negro alcança seu nível máximo de 29,69m acima do nível do mar, alagando a maior parte da cidade.

Em 06/06/1957 O presidente Juscelino Kubitscheck assina a Lei 3.173, criando a Zona Franca de Manaus, com base no projeto apresentado pelo deputado federal do Amazonas, Francisco Pereira da Silva. O projeto não foi implantado por falta de dotação orçamentária.

Em 17/01/1962 Criação da Universidade do Amazonas, marcando o retorno do ensino superior a Manaus.

Em 28/02/1967 O presidente Castelo Branco reformula o projeto da Zona Franca de Manaus (ZFM), uma área de livre comércio de importação e exportação e de incentivos fiscais especiais, com a finalidade de criar um centro industrial, comercial e agropecuário, dotado de concessões econômicas que permitissem o desenvolvimento do Amazonas, com um prazo de duração estipulado em 30 anos. A cidade de Manaus toma novo impulso, transformando-se num pólo industrial. Melhorias urbanas como a abertura de novas ruas e avenidas, renovação do abastecimento de energia elétrica, reaparelhamento e expansão do sistema de distribuição de água, abertura de estradas.

Em 1988 Através do Artigo 40 das Disposições Transitórias da Constituição, o prazo de existência da Zona Franca de Manaus é prorrogado até o ano 2.013.

Em 1989 Promulgada pela Assembléia Constituinte a nova Constituição do Estado do Amazonas, elaborada com a participação da comunidade.

Em 2003 No final de 2003, pela Emenda Constitucional Nº 42, de 19 de dezembro de 2003, publicada no D.O.U. de 31 de dezembro de 2003, art. 92, o modelo Zona Franca de Manaus foi prorrogada até o ano 2023.

Gentílico: manauara ou baré

Eventos Importantes

Feira de Artesanato e Produtos do Amazonas – FAPA (todos os domingos)
Carnaval Amazonense – Grupo Especial (fevereiro / março)
Carnaboi (03 e 04 de março)
Festival de Calouros do SESC (abril)
Festival Amazônia de Ópera (24.04 à 29.05)
Jogos SESI Amazonas (30.04 à 14.06)
Festa do Trabalhador (01 de maio)
Festa Junina da 3º Idade (junho)
Festival Folclórico dos Bois em Manaus (junho)
Festival Folclórico do Amazonas (junho)
Corpos Christi (18 de junho)
Procissão Fluvial de São Pedro (29 de junho)
Mostra Literária do Amazonas (21 à 25 de julho)
Mostra Folclórica SESI / AM (22 de agosto)
Manaus Fashion (setembro)
Semana de Aniversário do SESC (07 à 13 de setembro)
Feiras dos Tururis (outubro)
Feira de Livros Infantis do SESC (07 à 11 de outubro)
Boi Manaus / Aniversário da Cidade (24 à 26 de outubro)
Feira de Gastronomia do Amazonas (final de outubro)
Palestra "Arte Terapia" - SETNORTE (21 e 22 de novembro)
Festejos da Padroeira Nossa Senhora da Conceição (08 de dezembro)
Feira de Natal (04 à 07 dezembro)
Reveillon da Cidade (31 de dezembro)

Pontos Turísticos

Teatro Amazonas, Igreja Nossa Senhora da Conceição, Palácio da Justiça, Praça Dom Pedro II, Praça do Congresso, Praça da Matriz, Praça da Polícia, Praça da Saudade, Praça de São Sebastião, Mercado Adolpho Lisboa, Praia da Ponta Negra, Parque Industrial da Zona Franca de Manaus, Encontro das Águas, Cachoeira de Tarumã, Parque Municipal do Mindu, Praia Dourada, Praia do Tupé, Parque Ecológico Janauari e Centro Comercial.



Fontes
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
ALE – Assembleia Legislativa do Amazonas

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A Primeira legislatura

A Primeira legislatura

De 17/12/1947 a 16/01/1952

As eleições para a Câmara Municipal de Manaus após a redemocratização do país, foram realizadas, para sete (7) vagas, como determinava artigo 7º. Constituição Estadual de 26 de outubro de 1945. A posse dos eleitos correu em 17 de dezembro de 1947, com mandato até 16 de janeiro de 1952

A Câmara Municipal funcionava numa sala (lado direito) da sede da Prefeitura Municipal, na Praça D. Pedro II, e lá permaneceu até 1975, quando se transferiu para o prédio próprio na Avenida Sete de Setembro, emprestado ao governo do Estado por 50 anos e que foi muito além.

Fonte: Baú Velho

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

COLÉGIO DOM BOSCO


Na Manaus dos anos 50/60, educação de qualidade
estava presente tanto nas escolas públicas quanto
nas escolas particulares, como o Colégio Salesiano
Dom Bosco. Memorialistas da infância dizem que
este colégio só era "freguês" do Colégio Estadual do
Amazonas na festa cívica do 7 de Setembro.

Por: Deocleciano Bentes de Souza

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

PRAÇA DA SAUDADE


PRAÇA DA SAUDADE

Na Manaus dos anos 50/60, a Praça da Saudade fazia
um harmonioso conjunto com a sede do Atlético Rio
Negro Clube. Diz a lenda que um governador do estado,
contrariado por ter sido ali barrado, mandou erguer um
monstrengo arquitetônico defronte da praça, que hoje
sedia a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania: um horror.

Por: Emília Castro

Área central da cachoeirinha

Foto: Palácio Rodoviário e Cine Ypiranga, Manaus-AM, Cartão Postal - A Favorita
CACHOEIRINHA

O bairro da Cachoeirinha, nos anos 50/60, era praticamente o limite
da cidade de Manaus ao leste, local de inúmeras chácaras que cederam
lugar a um bairro essencialmente residencial. Um cinema, uma
repartição pública e uma praça, construídos em frente de um Sanatório,
constituiam o principal patrimônio do lugar. O cinema fechou e a praça
desapareceu para dar lugar a uma edificação da Universidade Estadual
do Amazonas. A Cachoerinha não está só; muito outros bairros não têm
uma pracinha sequer.

Por Nália Almeida

Herbert Richers x Manaus

Foto: Cidade Flutuante, Manaus-AM, Cartão Postal - A Favorita
Por Edson dos Anjos

Nos anos 50/60, proliferou na orla de Manaus, entre o Mercado
Municipal e a entrada do Igarapé de Manaus, na altura da Praia
de Monte Cristo, uma cidade flutuante. Ela foi exaustivamente
mostrada em todo o país pelo cine-jornal de Herbert Richers, como
retaliação depois que sua empresa teve negada a liberação de
impostos para manutenção da sua cadeia de cinemas, tendo sido
considerado persona non grata pela Assembléia Legislativa do
Estado do Amazonas. Por quase todos os anos 70, Manaus ficaria
praticamente sem cinemas.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A História de Manaus e de seus Igarapés

A História de Manaus e de seus Igarapés


Não se pode contar a história de Manaus sem falar de seus igarapés, dos que existem e dos que desapareceram. São elementos naturais que caracterizam a nossa região e que, teimosamente, marcam a cidade e a sua gente desde os primeiros momentos de sua formação, seja como constituintes dos hábitos locais, seja como definidores, muitas vezes, dos limites entre bairros ou, ainda, como entraves ao desenvolvimento. É o caso, por exemplo, dos igarapés de São Vicente e do Aterro que, como tantos outros, foram extintos para dar passagem ao progresso.

Onde hoje se localiza o prédio da Fazenda Pública do Estado, na rua Monteiro de Souza (Centro), estão enterradas as ruínas da Fortaleza de São José do Rio Negro, que deu origem à cidade de Manaus. Centenas de urnas funerárias (igaçabas) foram encontradas nas cercanias do Forte e os vestígios indicam que se tratava do núcleo principal de um cemitério indígena.


Esses elementos denunciadores das origens de nossa cidade estão duplamente enterrados, ignorados pelos passos apressados dos citadinos que se amiúdam no passeio público, sem saber que pisam os vestígios dos antepassados de cuja história deriva indissociavelmente nossa própria identidade – ou a negação dela. Sem memória e destituído dos referenciais de suas próprias origens, o amazonense se olha e não se reconhece.


O que se deve ressaltar na história da cidade de Manaus é a história de sua constituição como cidade, como centro referencial e de suporte das operações do capitalismo de arribação que, por meio de seus ciclos de barbárie, condenou o amazonense a uma existência psitacídica em que ele constrói uma desidentidade na identidade do opressor. Como nas sábias palavras do poeta Alcides Werk – que nos acompanha, com a sua poesia e o seu amor pelas águas do Amazonas, em outros momentos deste trabalho – no poema “Papagaio”, do livro In Natura: poemas para a juventude:

Por falar engraçado, dizer “louro”,
o papagaio perde a liberdade.
Troca o universo verde da floresta
pelo pequeno espaço da cidade.
Move-se trôpego, andar desengonçado,
gingando vai atrás do carcereiro;
domesticado, esquece a própria espécie
– galináceo entre as aves do terreiro.
Para prazer dos homens é um palhaço,
em busca da comida é um flibusteiro,
acostuma-se ao trato das comadres
e segue parolando o dia inteiro.
Já vai longe a lembrança da floresta.
Como escravo, entre as almas mais pequenas,
do seu mundo selvagem só lhe resta
o verde claro de suas próprias penas 
(WERK, 1999, p. 53).

Fonte: http://igarapesdemanaus.wordpress.com/

A ‘belle époque’ de Manaus

A ‘belle époque’ de Manaus.


Em pleno século XIX, o maranhense Eduardo Ribeiro (1862-1900), negro e pobre, resolveu ser jornalista. Foi aluno de Benjamin Constant (1836-1891) e colega de trabalho de Aluisio Azevedo (1857-1913). Mudou-se para Manaus e acabou virando governador do estado do Amazonas. Como se não bastasse, ele ainda foi o responsável por uma grande transformação na capital, que passou a ser conhecida como “Paris dos trópicos”. Mais de cem anos depois, é inaugurada a Casa Museu Eduardo Ribeiro. A antiga residência, que estava em ruínas, foi reconstruída e restaurada, com móveis e decoração da época. Além disso, o acervo tem documentos como o álbum de fotos da cidade feito em 1901 e exemplares originais de duas Constituições do estado.

“Manaus era uma aldeia. Ele transformou a cidade. Fez um plano urbano, trouxe água encanada, luz elétrica, telégrafo. Construiu o porto, o Teatro Amazonas, o Palácio da Justiça, o Palácio do Governo. Também reformou e modernizou o ensino, a saúde, e aumentou a arrecadação do estado com um plano de gestão financeira”, conta Robério Braga, secretário de Cultura do estado do Amazonas e curador do museu.

Construída no período da economia da borracha (1880-1914), a casa de três andares fica a pouco mais de cem metros do Teatro Amazonas (1881), no centro histórico de Manaus. Depois de ser residência de Ribeiro, ainda foi ocupada pela família do engenheiro Bretislau de Castro, por repartições federais de saúde e pelo Conselho Regional de Medicina. O térreo hoje é a sede da Academia Amazonense de Medicina, onde funciona um Museu Digital. Alguns cômodos foram dedicados à história de Bretislau de Castro, com documentos variados, como fotos da família.

“A casa estava abandonada, em ruínas, e só tinha quatro paredes”, afirma Braga. Ela foi reconstruída de 2007 até o início deste ano, a partir de fotos e vídeos, e mobiliada conforme o inventário de Eduardo Ribeiro, publicado na imprensa. Além dos móveis, nos dois andares superiores há roupas, objetos pessoais, equipamentos de trabalho e utensílios domésticos que tentam recriar o modo de vida do final do século XIX e do início do século XX. Entre os documentos expostos estão um mapa de Manaus de 1892 e as plantas originais do Teatro Amazonas, assinadas por Ribeiro.

Além das exposições, o museu tem uma atividade diferente, para quem quer sentir como era viver cem anos atrás. Duas vezes por semana, artistas com roupas características da belle époque contam histórias sobre o período da borracha e sobre a vida pessoal e política dos antigos moradores do palacete. Depois disso, os visitantes seguem para um dos salões da casa e participam de um sarau com piano. O passeio termina nos jardins, onde é realizado outro sarau, com instrumentos como violino e flauta.

Serviço:

A Casa Museu Eduardo Ribeiro fica na Rua José Clemente, 322, Centro – Manaus. De segunda a sexta, das 9h às 17h, e aos domingos, das 16h às 21h.

Fonte: história.com.br

...

MOHS® | MANAUS ONTEM HOJE SEMPRE®  |  ACESSE NOSSO PORTAL __ http://nossoportalmanaus.blogspot.com/


Gostou desta matéria? Deixe seu comentário ou ESCREVA PRA GENTE | manausohs@gmail.com // Deixe sua opinião, crítica e/ou sugestão.

...E PRA NÃO PERDER NENHUM LANCE DE MANAUS OU DE SUA GENTE... CURTA: https://www.facebook.com/Manaus.ontem.hoje.sempre E FIQUE POR DENTRO DE TUDO SOBRE A MANAUS DE ONTEM, DE HOJE E DE SEMPRE.

ACESSE TB NOSSO CANAL NO YOUTUBE | http://www.youtube.com/user/MANAUSOHS (Já tem coisa lá!)

#ConheçaManaus #manausohs #Manaus #Amazonas #TOP20 #amomanaus

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

RUA MAIS ANTIGA DE MANAUS

RUA MAIS ANTIGA DE MANAUS


Localização da rua mais atinga de Manaus ainda é um mistério.

Historiadores e Iphan apontam trecho mais antigo da cidade como lugar onde está a primeira rua, que permanece desconhecida.

Milhares de pessoas passam sem saber, todos os dias, por ruas que acompanham a história da capital do Amazonas desde a construção da primeira casa. Tratam-se do movimentado trecho entre a Avenida Sete de Setembro e a orla do Rio Negro, no Centro da cidade. A área é considerada o início da formação de Manaus, onde a primeira edificação erguida foi a Fortaleza de São José da Barra do Rio Negro.

Quem conta a origem da cidade à reportagem do Portal Amazônia é a técnica em arquitetura do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Amazonas, Márcia Honda. “Não tenho conhecimento de nenhuma informação que possa precisar a rua mais antiga de Manaus, contudo, podemos recorrer aos registros históricos e verificar como se deu a ocupação inicial do antigo Lugar da Barra, a partir da primeira construção ali edificada: o Forte de São José da Barra do Rio Negro”. A pesquisa fez parte da dissertação de mestrado de Márcia.

O trecho compreende, de acordo com a Lei Orgânica do Município de Manaus (artigo 235, parágrafo 2°), “o Porto Flutuante de Manaus, praças Torquato Tapajós, 15 de novembro e Pedro II, ruas da Instalação, Frei José dos Inocentes, Bernardo Ramos, Avenida Joaquim Nabuco, Visconde Mauá, Almirante Tamandaré, Henrique Antony, Lauro Cavalcante e Governador Vitório”. Dessa forma, a área é considerada patrimônio da memória do Estado, informação ratificada no Plano Diretor Urbano e Ambiental do Município de Manaus (artigo 31, página 21).

Em sua tese de mestrado, Márcia cita que “remontando aos idos de 1669, tem-se a gênese da fundação desta capital, quando, sob ordem do general Antonio de Albuquerque Coelho, o capitão Francisco da Mota Falcão ergue a Fortaleza de São José da Barra do Rio Negro, com o objetivo de proteger o lugar contra as incursões estrangeiras”. Dá-se, então, início à colonização ao redor da construção, fortalecida com o surgimento de uma igreja construída por religiosos carmelitas e considerada o principal edifício do Lugar da Barra.

Em um mapa da cidade de 1852, no período provincial, informou Márcia, é possível perceber que a ocupação “se concentrava junto à orla do Rio Negro, estendendo-se da Ilha de São Vicente, a Oeste, até as imediações da Igreja dos Remédios, a Leste, bem como o limite Norte dava-se com o Caminho da Cachoeirinha, atual eixo da Avenida Sete de Setembro”. “A partir desse registro é que informamos ser o trecho compreendido entre a Avenida Sete de Setembro e a orla do Rio Negro a área mais antiga da cidade”, apontou a estudiosa.


Fonte: PORTAL AMAZÔNIA