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quinta-feira, 10 de julho de 2014

O Estádio Parque Amazonense - antigo Beco do Macedo




Foi muito utilizado pela população de Manaus e era localizado no Beco do Macedo, ficando numa vasta área do bairro da Vila Municipal, hoje Adrianópolis, com entrada principal pela rua Belém. Mais tarde parte dessa área foi ocupada e transformada em bairro. O terreno pertenceu a um cidadão português e depois foi doado à Maçonaria, que voltou a por em funcionamento um hipódromo e um campo de futebol, onde ocorriam os grandes clássicos do futebol Amazonense, tais como : Rio Negro e Nacional, Rodoviário e Américo, Nacional e Fast Clube e Auto Sporte e Olímpico Clube.

Segundo Zamith, “A partir de 1918, no Parque Amazonense, foi disputado o campeonato amazonense amador. Em seguida, também foi construído o Campo do Luso, também conhecido como Prado, havia corridas de cavalo com regularidade aos domingos e boa organização, pelo menos até o final de 1930. A largada das corridas era em frente às arquibancadas do estádio e tinha um percurso que formava toda a área do hoje bairro N.S. das Graças, antigo Beco do Macedo”.


Até o ano de 1976, o estádio "PARQUE AMAZONENSE" situado a 1KM do centro de Manaus, na rua Belém, era o mais antigo estádio da cidade de Manaus, porém foi derrubado. Sua capacidade era de 10.000 pessoas.

A revista Esporte Em Revista, edição número 7, do dia 10 de outubro de 1967, que circulava quando o futebol amazonense estava em plena evo­lução, publica uma declaração de Walter Rayol, antigo cronista, conhecido por Zé do Parque e político atuante, sobre o Parque Amazonense. O Parque começou a existir nos idos de 1906. Foi no Govêrno do então coronel Antônio Constantino Nery, sendo Prefeito Municipal de Manaus o coronel Adolpho.

Guilherme de M. Lisboa que com uma Lei da Intendência autorizou fosse concedida a um cidadão uma área de terras no antigo bairro do Mocó, para ali ser construído um Hipódromo. O Hipódromo foi instalado e funcionou normalmente até 1912 quando a crise da borracha motivou o seu fechamento. Voltou a funcionar a sua pista de corrida somente em 1918, graças aos esforços de Alfredo Costa, Lazar Klein, Manuel Marques, o lusitano Maximino e outros proprietários de coudelarias. Já nessa época havia, simultaneamente, partidas de futebol e corridas de cavalos porque o Dispensário Maçônico, que recebera o antigo Hipódromo, por doação, ali fizera um estádio para a prática do esporte-rei, cuja inauguração verificou-se em 1918, quando aqui esteve pela primeira vez, um combinado cearense. A partir daí, no Parque foram disputados os campeonatos de futebol amazonense. Em seguida, também foi construído o campo do Luso, nos Bilhares onde eram disputados jogos oficiais, de acordo com os interesses da FADA e dos clubes.

No dia 3 de outubro de 1942, foram inaugurados os refletores do Parque para jogos noturnos. Nesse dia foi disputado um amistoso entre Fast e Olympico, em beneficio da Cruz Vermelha Brasileira. O ato foi presidido pelo Interventor Alvaro Maia, Prefeito Antóvila Mourão Vieira, Coronel Gentil Barbato e pelo Dr. Manoel Barbuda. O Fast promovia a estréia de alguns jogadores vindos do futebol paraense, como Luizinho, Zé Luiz, Fedegundes e Chinelo. Venceu a partida por 8 a 1. Um dos estreantes, Zé Luiz, fez quatro gols. O Fast formou com Raul, Adauto e Canhão; Valdemir, Gioia e Chinelo; Cabral, Fedegundes, Zé Luiz, Luizinho e Paulo Batata.

Em 1946, o Parque foi arrendado à Federação Amazonense de Desportos Atléticos (FADA), então sob a direção do Dr. Menandro Tapajós, presidente; Walter Rayol, vice; Mansueto Queirós, secretário; tenente Waldir Martins, tesoureiro e Antônio Dias dos Santos, adjunto. Na época era Interventor Federal, o dr. Júlio da Silva Nery, que auxiliou financeiramente a entidade dos desportos, e esta, com a ajuda do comércio, mandou murar todo o estádio, construindo as gerais de concreto, tendo estas recebido o nome de Júlio Nery.

O América futebol Clube, dos irmãos Teixeira (Artur e Amadeu), tornou-se arrendatário do Parque a partir da década de 60 e assim ficou até pouco depois da inauguração do estádio Vivaldo Lima. Pagava mensalmente certa importância à Maçonaria pelo locação do imóvel mas, com a abertura do novo estádio, os jogos foram saindo do Parque e, sem poder cumprir seus compromissos por falta de recursos, o jeito foi entregá-lo ao legítimo proprietário.

Na administração do América, quando Flaviano Limongi estava à frente da FAF, fundada em 1966, o Parque recebeu vários melhoramentos, visando a dar maior comodidade ao torcedor. A entidade custeou a construção de duas pequenas gerais de madeira atrás das metas, aumentando um pouco mais o espaço para os torcedores. Renovou por completo a velha arquibancada, também aumentando a sua capacidade.

No dia 21 de maio de 1967, quando jogavam Rio Negro e São Raimundo, pelo campeonato de 1966, pouco faltava para a conclusão dos trabalhos que estavam sendo feitos na arquibancada. O público pagante era de 5.881. Ao término do jogo, quando os torcedores procuravam o caminho para deixar esse setor, algumas tábuas que serviam como uma espécie de passarela, deslizaram e muita gente caiu de uma altura de aproximadamente três metros. Houve grande tumulto, várias pessoas feridas e um cidadão saiu com ferimentos graves. Foi internado e assistido sob às expensas da entidade, mas infelizmente veio a falecer quase um mês depois devido a outras complicações.

Venda do Estádio e Destruição

O Parque foi vendido em 1976 a uma firma da Zona Franca de Manaus, a Florida, do comerciante Francisco (Dinor) Castelo Branco que alguns anos depois a repassou para uma empresa de construção. Correu que a idéia inicial era a de construir um conjunto habitacional no local. Logo que o novo proprietário tomou posse do imóvel, de imediato foi demolida a arquibancada de estrutura de ferro, coberta com telhas de barro de fabricação portuguesa e a geral de cimento, cujo material foi todo amontoado no campo de jogo.

A cabine da crônica esportiva, que tinha a denominação de Pavilhão Gilberto Mestrinho, construído no seu primeiro governo em área que não pertencia ao Parque, também foi demolida sem que qualquer membro da ACLEA tomasse uma decisão para reaver o prejuízo causado ao seu patrimônio. A área do Parque foi vendida por Um milhão e Trezentos Mil Cruzeiros. O Prefeito Jorge Teixeira ainda tentou devolver ao nosso futebol o velho estádio.


O último jogo

O último jogo disputado oficialmente no campo do Parque, valeu pelo campeonato de profissionais, no dia 8 de julho de 1973. Nesse dia o torcedor jamais acreditaria que Rio Negro e Rodoviária estivessem fechando os portões de ferro do velho campo da então rua Belém, também chamado de campo da linha circular, por ser aquela artéria um dos itinerários dos bondes de duas lanças que faziam a linha Circular-Cachoeirinha.

O Rio Negro venceu por 3 a 1 e o atacante Osmar; que viera do futebol paraense, foi o autor dos três tentos, todos no primeiro tempo. Sudaco, que havia jogado no Fluminense do Rio e no futebol paraense, marcou o tento da Rodoviária no segundo tempo.

RIO NEGRO : aovis, Pedro Hamiltom, Casemiro, Biluca e Nonato, Denilson e Jorge Cuíca; Rolinha (Orange), Osmar (Almir), Zé Cláudio e Sardo.

RODOVIÁRIA: Iane, Mesquita, Joaquim, Valter Costa e Téo; Tadeu (Jarlito) e Sudaco; Zezé (Laércio),Wiison Lopes, Roberto e Julião.

A renda foi de Cr$ 21.286,00, para um público pagante de 4.459. Zé Cláudio, do Rio Negro e Julião, da Rodoviária, foram os últimos jogadores profissionais expulsos no campo do Parque Amazonense.



Fonte: Livro Baú Velho, de Carlos Zamith, Jornal A Crítica (AM), Futebol Amazonense, Site do Nacional (AM), Convibra, Blog do Rocha, Blog História do Futebol

Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva.




terça-feira, 8 de abril de 2014

ARENA DA AMAZÔNIA VIVALDO LIMA


O Estádio Vivaldo Lima, também conhecido como Vivaldão, foi o maior estádio de futebol de Manaus, Amazonas, e, juntamente com o Estádio Ismael Benigno, atendia a vários clubes do estado e também ao Campeonato de Peladas do Amazonas (Peladão) e Copa dos Rios.
Sua localização estratégica no centro regional, embalada pela riqueza econômica da cidade que possui um dos maiores PIBs do Brasil, possibilitou a escolha de Manaus como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.
Após a escolha de Manaus como sede da copa, foi decretado o fim do antigo Estádio Vivaldo Lima, que foi demolido para dar lugar à Arena da Amazônia, que terá capacidade para 47.000 pessoas.


Atributos

O Vivaldão tinha capacidade para 43.000 pessoas, mas apenas 31.000 lugares eram liberados para os jogos. O estádio fazia parte do setor esportivo de Manaus, que engloba a moderna Vila Olímpica, a Arena Poliesportiva e o Sambódromo.
Possuía sistema de som importado da Bélgica, catracas eletrônicas e o gramado tinha sistema de irrigação automático com drenagens verticais e horizontais. Ganhou um novo placar eletrônico em dezembro de 2006, que foi oficialmente inaugurado em 14 de fevereiro de 2007, no jogo entre Fast e Vasco da Gama, válido pela Copa do Brasil; custou R$ 30 mil ao governo do estado


História de Vivaldo Palma Lima

O médico, advogado, professor e deputado federal Vivaldo Lima foi uma das maiores figuras do esporte no Estado do Amazonas, tendo sido:
Sócio Benemérito, Presidente e Presidente de Honra do Nacional Futebol Clube;
Sócio Fundador, Presidente e Presidente de Honra do Nacional Fast Clube;
Sócio Honorário do Luso Esporte Clube de Manaus;
Sócio Honorário da União Esportiva Portuguesa de Manaus.
Em homenagem à memória do velho entusiasta do esporte amazonense, o nome de Vivaldo Lima foi atribuído ao estádio de futebol que foi construído em Manaus na década de 60 após o lançamento da pedra fundamental em 1958. O projeto do arquiteto Severiano Mário Porto ganhou o Prêmio Nacional de Arquitetura de 1966.


História do estádio

Na década de 50 Plínio Ramos Coelho e Vivaldo Palma Lima, fanáticos por futebol e torcedores do Nacional, em uma conversa foram os primeiros a falar em um estádio de grande porte na capital amazonense, infelizmente Vivaldo Lima morreu antes de ver esse sonho se realizar.
Em 1955 Plínio elegeu-se governador do Estado do Amazonas, nesse ano ele começou a idealizar o estádio, lançando a pedra fundamental. Inicialmente o terreno onde este seria construído começou a ser preparado, porém, a obra ficou parada por muitos anos, sendo retomada somente em 1964, já no governo de Arthur Cézar Ferreira.
O governador Arthur Ferreira de imediato contratou o arquiteto Severiano Porto, que se mudou para Manaus e recebeu a missão de construir o "Maior e mais bonito estádio da região".
As obras andaram por anos e anos, sendo que sua partida inauguram foi em 1970 no governo de Danilo Areosa, mesmo estando apenas parcialmente construído, suas obras ainda duraram alguns meses até ser concluida.

Processo de construção e inauguração

O processo de inauguração se deu da seguinte maneira:
Pré-inauguração do gramado em fevereiro de 1969.
Inauguração do estádio em 5 de abril de 1970, com a realização de dois jogos de futebol. Inicialmente entre as seleções B (reservas) do Brasil e do Amazonas, e logo a seguir entre as seleções A (titulares). Nos dois jogos a Seleção Brasileira venceu por 4 a 1. Este evento foi presenciado pelo presidente da FIFA, Stanley Rous, e pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol, João Havelange. Os quatro gols da seleção B do Brasil foram marcados por Dadá Maravilha.
Inauguração das novas instalações (iluminação, placar eletrônico, etc.) em 7 de março de 1971. O ex-senador (1951-1967) Vivaldo Lima Filho foi convidado e esteve presente nesta inauguração do estádio que leva o nome de seu pai. Houve a realização de dois jogos de futebol durante o evento, chamado "Festa da Gratidão". O Fast Clube venceu a Rodoviária por 2 a 1 (preliminar) e o Rio Negro venceu o Nacional por 2 a 1. O torneio se encerrou em 17 de março de 1971 com a decisão entre Fast Clube e Atlético Mineiro (Belo Horizonte, MG). Com a vitória por 1 a 0, o Atlético Mineiro foi o campeão.
Posteriormente, houve outras inaugurações de complementos da construção e reformas parciais, a principal em 1995.


Os primeiros clássicos Rio-Nal

O clássico disputado entre Rio Negro e Nacional hoje pode não ter significado nada, mais naquela época o primeiro jogo entre os dois clubes no estádio foi um marco, pois na maioria das vezes em que as equipes se enfrentavam na Colina ou Parque Amazonense as pessoas ficavam espremidas nos pequenos estádios, comentários de antigos locais dizem que o clássico foi um grande responsável pelo novo estádio, já que pedia um estádio maior.

O primeiro Jogo

Ocorrido no dia 7 de Março de 1971, o confronto arrastou um grande público ao estádio, valido pelo Torneio Danilo Areosa, o jogo acabou com a vitória do Rio Negro por 2-1.

O segundo jogo

Pouco depois, no dia 26 de Setembro de 1971, outro confronto entre Rio Negro e Nacional chamou a atenção da população ao novo estádio que ficou lotado, exatos 30.003 pagantes e público de quase 40.000 prestigiaram o empate entre 2-2, este jogo também tem grande representatividade ao estádio para aqueles que admiram o futebol do Amazonas.


Primeiro clube estrangeiro

O F.C. Porto de Portugal foi o 1° clube estrangeiro a pisar no estádio Vivaldo Lima, cerca de um ano e sete meses após a pré-inauguração, o clube vinha fazer dois jogos amistosos em Manaus

1° jogo – F.C. Porto 3-2 Nacional
2° jogo – F.C. Porto 3-1 Fast, público de 38.917 pagantes.


Jogos da seleção

A seleção brasileira de futebol jogou no Estádio Vivaldo Lima em seis oportunidades, sendo que uma única vez em jogo oficial:

- 5 de abril de 1970 - Brasil-B 4x1 Amazonas-B, amistoso de inauguração oficial do estádio
- 5 de abril de 1970 - Brasil 4x1 Amazonas, amistoso de inauguração oficial do estádio
- 20 de dezembro de 1995 - Brasil 3x1 Colômbia, amistoso de reinauguração do estádio
- 22 de maio de 1996 - Brasil 1x1 Croácia, amistoso da seleção
- 18 de dezembro de 1996 - Brasil 1x0 Bósnia, amistoso promovido pela FAF
- 10 de setembro de 2003 - Brasil 1x0 Equador, eliminatórias da Copa do Mundo.

Maiores públicos pagantes

Como em muitos jogos é sempre divulgado apenas o público pagante, sendo que o número real de pessoas presentes no estádio pode ser muito maior. Os 10 maiores públicos listados abaixo aparecem entre os 34 recordes de público da Região Norte.

- 9 de março de 1980 Fast Clube 0 x 0 Cosmos (EUA); 56.950, Amistoso Internacional
- 12 de dezembro de 1999 São Raimundo 0 x 0 Fluminense (RJ); 55.185(48.992 pagantes), Campeonato Brasileiro Série C
- 4 de abril de 1999 São Raimundo 1 x 2 Sampaio Corrêa (MA); 47.211, Copa Norte
- 22 de julho de 1999 São Raimundo 3 x 1 Rio Negro; 47.188, Campeonato Amazonense
- 20 de dezembro de 1995 Brasil 3 x 1 Colômbia; 45.174, Jogo Amistoso
- 31 de agosto de 1973 Nacional 1 x 1 América (RJ); 44.663, Campeonato Brasileiro
- 26 de outubro de 1986 Nacional 1 x 3 Corinthians (SP); 43.047, Campeonato Brasileiro
- 27 de agosto de 1986 Nacional 1 x 0 Rio Negro; 41.661, Campeonato Amazonense
- 22 de maio de 1996 Brasil 1 x 1 Croácia; 41.451, Jogo Amistoso
- 5 de fevereiro de 1984 Nacional 0 x 3 Vasco (RJ); 41.239, Campeonato Brasileiro
- 26 de setembro de 1979 Nacional 1 x 0 Rio Negro; 40.193, Campeonato Amazonense



Demolição

No dia 31 de Maio de 2009, Manaus foi escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. O projeto da cidade previa a demolição da atual estrutura do Estádio Vivaldo Lima, que dará lugar à Arena da Amazônia, que terá capacidade para 47.000 pessoas. O estádio foi fechado no dia 19 de Março de 2010, dia da inauguração da pedra fundamental da nova arena. Durante quase 4 meses foi feita a retirada de todo o material que poderia ser reaproveitado, como os assentos, refletores e catracas, que foram doados para os estádios do interior do estado. Após a retirada de todo esse material, teve início em 12 de julho de 2010 a demolição da estrutura do antigo Estádio Vivaldo Lima, prevista para terminar em outubro deste mesmo ano. A previsão do término das obras é Janeiro de 2014. Serão investidos cerca de R$ 580 milhões para a construção do novo estádio, que também contará com terá um espaço de esporte e lazer além de um shopping para compras. A ideia é que o local seja utilizado durante os sete dias da semana e alie atividades esportivas e de lazer.