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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Largo de São Sebastião

Largo de São Sebastião


Atualmente o melhor local do centro histórico de Manaus, e um dos melhores de toda a cidade, o Largo de São Sebastião é um espaço que reúne grandes monumentos da história manauara, como a Igreja de São Sebastião, o Palácio da Justiça e o consagrado Teatro Amazonas.

Em 2005, o governo decidiu fechar parcialmente algumas ruas nos arredores do Teatro Amazonas, restringindo-as somente ao tráfego de pedestres. A partir daí, revitalizou os casarões históricos do entorno e instalou diversos bares e pequenos museus. Hoje em dia não há nada melhor do que sentar em uma das várias mesas espalhadas pela rua e fazer um pequeno lanche enquanto se admira a beleza da grande "Casa de Ópera".

Monumentos Históricos


Importantes monumentos históricos fazem do Largo um ponto indispensável para quem visita Manaus. O Monumento de Abertura dos Portos, localizado bem no meio do Largo e rodeado por árvores, foi erguido em homenagem à abertura dos portos do Brasil para o comércio com outros países além de Portugal. Construído em mármore com um incrível número de detalhes, possui no topo um figura feminina, que representa a Amazônia, sendo cortejada por Hermes, deus grego do comércio. Na base, quatro caravanas apontam em direções opostas, levando cada uma o nome de um continente. Já o chão da Praça ao redor do monumento possui linhas ondulares em preto e branco que remetem ao Encontro das Águas. O mesmo padrão é exibido no calçadão da praia de Copacabana no Rio de Janeiro, mas o nosso foi construído alguns anos antes. 


Ao seu lado direito, encontramos o monumento que dá nome ao Largo, a Igreja de São Sebastião. Construída em pedras em estilo medieval, possui uma bela iluminação noturna e seu interior impressiona pelas pinturas do teto. Um fato curioso que chama a atenção de todos é a existência de apenas  uma única torre construída, sendo que o desenho da Igreja claramente indica a intenção de se levantar uma segunda torre também.  Há várias lendas para explicar essa não construção (como aquela que diz que a segunda torre estava sendo transportada em um navio vindo da Europa, o qual naufragou durante o percurso), mas aparentemente a verdadeira razão é que, naquela época, as igrejas pagavam impostos em função do seu tamanho, incluindo o número de torres. Assim, os frades nunca concluíram a construção da segunda torre para evitar despesas adicionais.

Logo em seguida, dominando a paisagem, temos o Teatro Amazonas. Localizado em uma pequena elevação, sua beleza já pode ser notada a partir das escadarias e jardins externos, os quais exibem quatro figuras femininas feitas de mármore. A cúpula que exibe as cores da bandeira brasileira, torna esta casa de espetáculos não somente imponente, mas única no mundo. Apesar do número de assentos ser limitado, apenas 701 lugares, o luxo dos detalhes do seu interior torna a experiência de se assistir um espetáculo ali bastante agradável. A visitação guiada pode ser feita das 10h até as 17h, pelo preço de R$10. Entretanto, a melhor forma de apreciar o Teatro é assistindo a um dos vários espetáculos de dança e/ou concertos que ocorrem em seu interior de forma periódica e gratuita. Confira a nossa agenda cultural para ver a programação do mês.


Atrás do Teatro, temos o Palácio da Justiça. Hoje funcionando como centro cultural, ele está aberto à visitação guiada e também exibe exposições periódicas de artistas locais. Além de ter uma das fachadas mais bonitas de todo o centro histórico de Manaus, o interior do seu hall de entrada é o mais imponente de toda a cidade (mais até do que o do Teatro Amazonas). A entrada é gratuita.


Apesar de não estar exatamente integrado ao Largo de São Sebastião, o Museu Casa Eduardo Ribeiro está localizado bem próximo das suas imediações. O casarão restaurado já foi um dia a residência do Governador Eduardo Ribeiro, responsável pela transformação de Manaus na “Paris dos Trópicos” durante o ciclo da borracha. O Museu recria com perfeição o ambiente de uma casa no final do século XIX, com todos os seus cômodos e móveis de época. Além disso, apresenta cópias dos desenhos de construção do Teatro Amazonas e, por meio de televisões touch screens espalhadas nos vários cômodos da casa, apresenta a história e os projetos do ex-governador, inclusive aqueles que não conseguiram ser concluídos, como o imponente Palácio do Governo, que seria o maior prédio do Brasil à época. O Museu ainda abriga saraus de música clássica durante alguns fins de semana, com entrada gratuita.

Museus e Espaços Culturais


Pequenos museus e espaços culturais fazem a visita ao Largo ficar ainda mais interessante. A Casa da Música Ivete Ibiapina homenageia uma importante pianista amazonense e hospeda periodicamente concertos e apresentações musicais. Já a Casa das Artes, uma simpática casa colorida em tons de laranja, amarelo, azul e branco, exibe periodicamente coleções de artistas locais, em sua maioria pintores e fotógrafos.

No entanto, o espaço mais notável de todos é definitivamente a Galeria do Largo. Instalada em um casarão histórico, ela abriga de forma permanente a exposição Santa Anita, uma grande maquete de uma cidade imaginária que foi construída pelo jornalista manauara Mário Ypiranga Monteiro em homenagem a sua esposa. Toda a história da maquete (e da história de amor que motivou sua construção) está exposta em diversos painéis na sala de exibição. A maquete, então, é um espetáculo à parte. Pode-se passar horas olhando para ela e observando os diversos detalhes daquele mundo em movimento: um trem que percorre toda a cidade, chafarizes jorrando água e até mesmo um incêndio sendo combatido por bombeiros são alguns dos vários eventos acontecendo simultaneamente. A entrada é franca e o horário de funcionamento é das 18h às 21h, todos os dias.

Gastronomia


As opções gastronômicas disponíveis no Largo são simples, mas suficientes para uma agradável refeição, além de não serem caras. Na Splash, você pode encontrar diversos tipos de pizza, enquanto na African House (ou Mundo dos Sucos) e na Casa do Pensador, duas casas históricas restauradas uma ao lado da outra, você encontra uma variedade de sanduíches e sucos (peça o de taperebá!). Em qualquer um deles é possível admirar a grandeza do Teatro Amazonas sentado em uma das várias mesas dispostas na rua. Além disso, o Teatro Amazonas possui a sua própria cafeteria interna, La Gioconda, onde ficam exibidas diversas placas comemorativas relembrando os grandes nomes das artes que já se apresentaram em Manaus, como os bailarinos Ana Botafogo e Mikhail Baryshnikov.

Já para quem deseja apenas uma cerveja gelada, o tradicional Bar do Armando é a melhor pedida. O pequeno casarão de época está sempre lotado de clientes, os quais se acomodam nas várias mesas espelhadas pela rua e apreciam, aos fins de semana, apresentações de música ao vivo.

Na frente do Bar do Armando temos a Sorveteria Glacial, integrante da cadeia de sorvetes mais famosa da cidade. Não deixe de pedir uma amostra grátis de qualquer um dos sabores regionais antes de fazer o seu pedido final (experimente o de taperebá).

Próximo dali, a Estação Cultural Arte & Fato é um belíssimo pub no melhor estilo britânico. Teto rebaixado, meia luz e decoração retrô dão charme ao espaço (onde antes funcionava um bordel), o qual conta com apresentações musicais ao vivo de quarta à domingo. Bebidas e drinks variados não faltam, mas para comer só alguns petiscos.

Por fim, se você deseja um bom almoço ou jantar a melhor opção é o restaurante Tambaqui de Banda. Uma das peixarias mais famosas da cidade, ela inaugurou em 2014 uma unidade em pleno Largo de São Sebastião, e você não pode perder a oportunidade de experimentar a deliciosa variedade de peixes amazônicos.

Espetáculos ao Ar Livre


Para finalizar, um dos grandes aspectos que torna o Largo de São Sebastião um lugar tão agradável é o seu funcionamento como casa de espetáculos ao ar livre.  São apresentações de dança, concertos de música, exibição de filmes, peças teatrais e várias atividades infantis que acontecem semanalmente, tudo ao ar livre. 

Além disso, todos os anos, o Governo do Amazonas realiza diversos festivais: ópera, dança, cinema, teatro, jazz, além das celebrações de natal, os quais sempre utilizam o Largo em algum momento das suas programações, em especial nas suas cerimônias de abertura e/ou encerramento. O Festival de Ópera, por exemplo, que completa 18 anos em 2014,  sempre utiliza toda a extensão do Largo, e o próprio Teatro Amazonas, como palco para a sua noite de encerramento, num espetáculo grandioso que chega a reunir mais de 10.000 pessoas. Confira a nossa agenda cultural para ver o calendário de festivais desse ano.

Não deixe de:

Fazer uma visita guiada e, em seguida, assistir a uma apresentação dentro do Teatro Amazonas.

Fazer um lanche em um dos bares do Largo, apreciando a visão do Teatro Amazonas

Visitar o Palácio da Justiça

Visitar o Museu Casa Eduardo Ribeiro

Visitar a exposição Santa Anita na Galeria do Largo

- O Teatro Amazonas é palco de concertos musicais e apresentações de teatro e dança quase todas as semanas, com entrada franca. Confira a nossa agenda cultural.

- Para assistir aos espetáculos dentro do Teatro Amazonas, não é permitido o uso de sandálias, bermudas, mini-saias ou camisas sem manga. Para a visita guiada, no entanto, não há restrição quanto ao vestuário. 

- Visite o Largo de São Sebastião à noite, quando os bares e museus estão funcionando e quando as apresentações culturais acontecem, além de ver todos os monumentos iluminados.

- O local é completamente seguro e livre de mendigos e camelôs, inclusive à noite.

- Por estar localizado fora do Largo de São Sebastião, é aconselhável tomar cuidado no caminho até o Museu Casa Eduardo Ribeiro. Uma vez chegando lá, porém, a segurança é garantida.

Para ver fotos do Largo de São Sebastião, clique aqui.

Contatos

Teatro Amazonas
Telefone: (92) 3232 1768
Horário de visitação guiada: De Seg. a Sáb. das 9h às 17h.

Palácio da Justiça
Telefone: (92) 3248 1844
Horário de visitação: De Ter. a Sex. das 13h às 17h / Dom. das 17h às 21h.

Galeria do Largo
Telefone: (92) 3622 0618
Horário de visitação: De Ter. a Dom. das 17h às 21h.

Casa das Artes
Telefone: (92) 3631 6227
Horário de visitação: De Ter. a Dom. das 17h às 21h.


IMPORTANTE 1 : A maioria das fotos foi tirada diretamente da internet. Elas tem o único propósito de divulgar as belezas do Amazonas.  Nem eu, e nem a MANAUS ONTEM HOJE SEMPRE®, possuímos direito autoral algum sobre elas. No caso de fotos cujos nomes dos autores não aparecem, isso quer dizer que os mesmos não foram identificados nos sites de onde foram colhidas as fotos. Caso algum autor queira que eu identifique/corrija seu nome na foto, basta deixar um comentário. Da mesma forma, caso algum autor deseje que eu retire a sua foto do blog, basta se manifestar que eu o farei. Obrigado pela compreensão.

IMPORTANTE 2 : Os horários de visitas, Valores e Contatos dos locais apresentados nesta postagem, podem sofrer alterações sem aviso prévio. Caso você tenha conhecimento de que uma destas informações está errada, por fovor entre em contato com a gente e nos avise. Obrigado.

NOSSO CONTATO: manausohs@gmail.com

Praça da Polícia - Praça Heliodoro Balbi

Praça da Polícia


Revitalizada em 2009, a Praça Heliodoro Balbi, mais conhecida como Praça da Polícia, já se tornou referência no centro histórico de Manaus. Construída em estilo inglês, a praça é a mais arborizada de todo o centro da cidade e conta com diversas espécies vegetais da região amazônica, todas devidamente identificadas por placas, incluindo uma grande Sibipiruna, árvore de copa frondosa e tronco esbranquiçado que, iluminada à noite, domina a paisagem.

Além de possuir diversas esculturas de ferro espalhadas em toda a sua extensão, a Praça tem como principal atrativo suas pequenas lagoas e chafarizes. Em alguns dias, elas iniciam o chamado “balé das águas”, no qual jatos de água iluminados dançam ao som dos mais variados estilos musicais. A Praça conta também com um belíssimo e centenário coreto feito de ferro com detalhes em vidro. Localizado bem no meio da Praça, ele serve de palco para pequenos concertos de música clássica que ocorrem periodicamente.

Monumentos Históricos


A Praça da Polícia possui ainda três importantes construções históricas nas suas imediações. De um lado, o prédio do Colégio Estadual D. Pedro II. Principal instituição de ensino primário e secundário durante o ciclo da borracha, o prédio ainda hoje funciona como escola pública.

Já do outro lado da Praça encontra-se o Palacete Provincial. Em tons fortes de vermelho e com dezenas de janelas, o prédio servia antigamente como Quartel da Polícia Militar, daí o nome popular da Praça. Reformado, hoje abriga vários museus em seu interior, como a Pinacoteca do Estado, o Museu da Numismática (com uma incrível coleção de moedas, até mesmo quadradas!), o Museu da Arqueologia e o Museu da Polícia Militar.

Se você é fã de cinema (como eu), o Museu da Imagem e do Som, também presente no Palacete, impressiona pelo grande acervo de filmes clássicos em DVD. A melhor parte é que todos estão disponíveis para serem vistos de graça nas dependências do Palacete. 

Mais talvez o melhor salão do Palacete seja justamente o primeiro, no qual você pode observar, através de fotos e painéis, a situação degradante em que se encontrava o Palacete e a praça e todo o processo posterior de reforma dos mesmos. É um verdadeiro sopro de esperança para os demais prédios e logradouros históricos da cidade que precisam ser revitalizados, provando que, por pior que seja a situação atual, não há nada que doses certas de vontade política e competência técnica (mais até do que o dinheiro em si) não possam recuperar.

Não deixe de conferir também a cela memória nos fundos do Palacete, que mostra o local onde os criminosos eram aprisionados na época em que o prédio servia de Quartel Militar. Além disso, em alguns domingos, há concertos de música (em geral, MPB) às 19h. O prédio está aberto à visitação guiada e a entrada, por incrível que pareça, é gratuita.

Apesar de não ser visível a partir da praça, uma pequena caminhada de menos de dois minutos em direção à Av. Eduardo Ribeiro revela a imponente Biblioteca Pública do Amazonas. O prédio é uma das grandes jóias da Belle Époque e, se o seu exterior já impressiona, o encanto apenas aumenta ao nos deparmos em seu hall de entrada com uma bela escadaria metálica que leva ao saguão superior, amplo e com um teto cheio de detalhes. As salas de leitura são menores e mais simples, mas ainda assim se revelam bem aconchegantes ao aliar elementos históricos, como os pisos feitos de cerâmica portuguesa e madeira, com traços mais modernos, como poltronas e puffs alcochoados.      

Bares e Restaurantes


Próximo da Praça você ainda encontra boas opções gastronômicas. Dentro do Palacete Provincial está situado o Café do Pina, uma simpática lanchonete cuja decoração é inspirada nos bares de Manaus do século XIX. Aos domingos, eles também oferecem  um café-da-manhã regional. Em 2011, foi inaugurada uma outra unidade do Café do Pina, dessa vez no meio da praça, de forma a atender aos clientes nos horários em que o Palacete encontra-se fechado. O local é bastante agradável e diria que até mesmo romântico, especialmente à noite, já que permite fazer um lanche sob as frondosas árvores da praça.

Enquanto isso, do outro lado da rua encontra-se um dos mais tradicionais restaurantes da cidade: a Cantina Fiorentina. Especializado em massas italianas, o restaurante também oferece pratos a base de carne, frango e peixe. Nos finais de semana, ele dispõe várias mesas na calçada para atender seus clientes, mas o melhor mesmo é ficar em uma das mesas do segundo andar, de onde se tem uma visão privilegiada da Praça. O restaurante abre para almoço e jantar e os preços são bem convidativos, em torno de R$20 por pessoa.

Ao lado da Cantina Fiorentina, há uma unidade do restaurante self-service Alemã Gourmet, o qual também é uma boa opção para o almoço.  

Não deixe de ver/fazer:

Andar calmamente pela praça, apreciando seus caminhos sinuosos sob a sombra das árvores.

Visitar os museus do Palacete Provincial.

Lanchar no Café do Pina, seja dentro ou fora do Palacete Provincial.

Visitar a Biblioteca Pública do Amazonas.

- A entrada no Palacete Provincial e na Biblioteca Pública é gratuita.

- Visite a Praça da Polícia no final da tarde, quando os monumentos começam a ser iluminados e o calor dá uma trégua.

- O local é completamente seguro e livre de mendigos e camelôs, inclusive à noite.

Para ver fotos da Praça da Polícia, clique aqui. 

Contatos

Palacete Provincial
Telefone: (92) 3622 8387 / 3635 5832
Horário de funcionamento: Ter. à Qui. das 9h às 19h / Sex. e Sáb. das 9h às 20h / Dom. das 16h às 21h.

Biblioteca Pública do Amazonas
Telefone: (92) 3234 0588 / 3232 4503
Horário de funcionamento: Seg. à Sex. das 8h às 20h / Sáb. das 9h às 14h


IMPORTANTE 1 : A maioria das fotos foi tirada diretamente da internet. Elas tem o único propósito de divulgar as belezas do Amazonas.  Nem eu, e nem a MANAUS ONTEM HOJE SEMPRE®, possuímos direito autoral algum sobre elas. No caso de fotos cujos nomes dos autores não aparecem, isso quer dizer que os mesmos não foram identificados nos sites de onde foram colhidas as fotos. Caso algum autor queira que eu identifique/corrija seu nome na foto, basta deixar um comentário. Da mesma forma, caso algum autor deseje que eu retire a sua foto do blog, basta se manifestar que eu o farei. Obrigado pela compreensão.

IMPORTANTE 2 : Os horários de visitas, Valores e Contatos dos locais apresentados nesta postagem, podem sofrer alterações sem aviso prévio. Caso você tenha conhecimento de que uma destas informações está errada, por fovor entre em contato com a gente e nos avise. Obrigado.

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Parque Jéfferson Péres

Parque Jéfferson Péres


O Parque Senador Jéfferson Péres é mais uma das obras entregues pelo Prosamim. Batizado com o nome de um dos maiores políticos que o Amazonas já teve, o Parque ocupa uma extensa área do centro de Manaus que era vergonhosamente ocupada por uma favela de palafitas. Em formato de Y, graças ao encontro de dois igarapés que juntos deságuam no Rio Negro, o espaço também surgiu a partir do aterramento parcial dos cursos de água.

Concebido para ser uma homenagem à Belle Epóque de Manaus, o Parque apresenta diversos detalhes que remetem a essa época. O imponente pórtico de entrada, uma estrutura de ferro com mais de 10 metros de altura, possui desenhos que lembram os pavilhões do Mercado Adolpho Lisboa, enquanto o piso nesta parte do Parque é o mesmo presente no Largo de São Sebastião, representando o Encontro das Águas. Figuras metálicas espalhadas pelo Parque retratam vários símbolos do auge do ciclo da borracha em Manaus, como bondes  elétricos e casais de namorados vestidos à caráter.


Logo após a entrada principal fica localizada a estátua do senador que dá nome ao parque. Confeccionada de bronze em tamanho real, ela mostra Jéfferson Péres sentado serenamente em sua cadeira do senado federal, a qual repousa sobre uma imponente base de mármore. 

Outro destaque é o Chafariz das Quimeras, um belo monumento histórico que foi restaurado e instalado no ponto onde os dois igarapés se encontram. Vale a pena dar uma lida na placa informativa que fica em frente ao Chafariz, que conta a verdadeira odisséia pela qual passou o monumento desde a sua inauguração, há mais de 100 anos, até hoje. 

O Parque  conta ainda com um orquidário e parquinhos para crianças. Mas talvez a maior atração seja mesmo a bandeira do Amazonas. Tremulando no alto de um mastro com mais de 60 metros de altura, com um tamanho de 18x10 metros, a bandeira pode ser vista de vários pontos do centro, não apenas proporcionando uma bela visão como também injetando uma boa dose de orgulho nos amazonenses.

Graças às suas extensas trilhas, conectadas por pontes sobre os igarapés, o Parque é bastante utilizado pela população manauara durante os fins de semana como espaço para caminhadas e exercícios físicos. O ambiente não poderia ser melhor.

Monumentos Históricos


Nas imediações do Parque, é possível encontrar importantes construções históricas. Subindo pelas escadarias que, no topo, exibem duas figuras gregas em mármore, chega-se aos fundos do Palácio Rio Negro, antiga sede do Governo do Estado. Ali mesmo já é possível admirar a grandeza de uma árvore centenária que balança os seus longos cipós sobre os visitantes. Sentar naquele espaço ao final da tarde, ouvindo o vento carregando as folhas e observando os últimos raios de sol que lutam para atravessar a frondosa copa, é algo extremamente relaxante.

Ao caminhar em direção à avenida principal, vislumbra-se a beleza da fachada principal do prédio. Hoje um centro cultural, o Palácio Rio Negro abriga exposições temporárias e permanentes. Repetindo o mesmo luxo presente em outros prédios históricos na sua decoração e móveis de época, o destaque fica por conta da grande escadaria central, toda talhada em madeira e montada sem a presença de nenhum prego, além da bela pintura do hall de entrada (Imortalidade, de Branco e Silva), que retrata o Teatro Amazonas em meio a um desfile de criaturas mitológicas, incluindo as lendárias guerreiras que deram nome ao estado. A entrada é gratuita.

À direita do Palácio Rio Negro, temos o Salão Rio Solimões. Antes uma residência, foi reformado e ampliado, servindo hoje para abrigar recepções e eventos diversos.  Do lado oposto, à esquerda do Palácio, está a Vila Ninita, um simpático e longílineo casarão vermelho que possui cerca de 20 janelas em cada uma de suas laterais e que esporadicamente abriga exposições de artistas locais.


Voltando ao pórtico de entrada, ao lado direito do Parque, a pouco mais de uma quadra de distância, está localizada a Usina Chaminé. Erguida para ser uma estação de tratamento de esgotos na virada do século retrasado, ela acabou nunca sendo utilizada para esse fim, uma vez que a empresa inglesa responsável pelo projeto reincidiu o contrato com o Governo. Apesar do pequeno porte, sua arquitetura peculiar a destaca em meio aos prédios históricos da cidade, principalmente pela presença de uma chaminé com 24 metros de altura, toda feita de tijolos aparentes e exibindo no topo uma bela coroa metálica.

O espaço é utilizado como centro cultural e abriga a exposição Os Sentidos da Amazônia. A idéia é bem interessante e leva o espectador a conhecer a Amazônia através dos cinco sentidos humanos. As salas do paladar e do olfato são muito interessantes, mas talvez a mais marcante seja mesmo a sala da visão. Nela, somos levados a abrir várias janelas que revelam depoimentos de autores diversos sobre as impressões que eles tiveram sobre Manaus quando por aqui estiveram pela primeira vez, além de fotos da cidade em vários períodos do tempo.  Ler os relatos de exploradores brasileiros e estrangeiros sobre a estranheza e o fascínio causados pela cidade, antes mesmo da Belle Epóque, e as especulações sobre o futuro do lugar é um grande exercício de imaginação. No final,  porém, não deixa de ser agridoce perceber que, apesar de termos alcançado o desenvolvimento que muitos deles previram, pelo caminho perdemos (ou destruímos) grande parte daquilo que tanto impactou positivamente esses ilustres visitantes de outrora.      
Não deixe de ver/fazer:

Caminhar pelas trilhas do parque e admirar a grande bandeira do estado do Amazonas, além da estátua do senador Jéfferson Péres e o Chafariz das Quimeras.

Visitar o Palácio Rio Negro, incluindo o jardim nos fundos do casarão.

Visitar a Usina Chaminé e conferir a exposição Sentidos da Amazônia.

- Visite o Parque Jéfferson Péres no final da tarde, quando os monumentos começam a ser iluminados e o calor dá uma trégua.

- O local é seguro e completamente livre de mendigos e camelôs, inclusive à noite.

- Nos fins de semana, por volta das 17h, há programações com palhaços e outros artistas voltadas para as crianças.

- Por ter sido uma favela de palafitas há alguns anos atrás, o cheiro de esgoto ainda se faz presente no parque de vez em quando, bem como restos de lixo dentro da água. O Prosamim é um belo projeto de reurbanização, mas suas obras ainda não contemplaram de forma satisfatória o saneamento básico dos igarapés.

- A Usina Chaminé está localizada fora da área de abragência do Parque. Apesar de distar apenas uma quadra da entrada do Parque, aconselho cuidado no caminho para chegar até ela.  


Contatos

Palácio Rio Negro
Telefone: (92) 3232 4450
Horário de visitação: Ter. à Sex. das 10h às 16h. Dom. das 17h às 20h.

Usina Chaminé
Telefone: (92) 3633 3026
Horário de visitação: Ter. à Sex. das 10h às 16h. Dom. das 17h às 20h.


IMPORTANTE 1 : A maioria das fotos foi tirada diretamente da internet. Elas tem o único propósito de divulgar as belezas do Amazonas.  Nem eu, e nem a MANAUS ONTEM HOJE SEMPRE®, possuímos direito autoral algum sobre elas. No caso de fotos cujos nomes dos autores não aparecem, isso quer dizer que os mesmos não foram identificados nos sites de onde foram colhidas as fotos. Caso algum autor queira que eu identifique/corrija seu nome na foto, basta deixar um comentário. Da mesma forma, caso algum autor deseje que eu retire a sua foto do blog, basta se manifestar que eu o farei. Obrigado pela compreensão.

IMPORTANTE 2 : Os horários de visitas, Valores e Contatos dos locais apresentados nesta postagem, podem sofrer alterações sem aviso prévio. Caso você tenha conhecimento de que uma destas informações está errada, por fovor entre em contato com a gente e nos avise. Obrigado.

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Praça da Saudade

Praça da Saudade


Revitalizada em 2010, a Praça da Saudade é o mais novo logradouro histórico a ser devolvido para a população de Manaus. Construída há mais de 100 anos, a Praça havia sofrido diversas intervenções ao longo das décadas, sendo totalmente descaracterizada. Para a sua revitalização, foi recuperado o seu traçado original, onde diversas linhas, de todos os cantos da Praça, levam diretamente ao monumento central de Tenreiro Aranha, primeiro presidente da Província do Amazonas, sustentado de maneira imponente em um grande altar de mármore adornado com escudos de bronze.

Apesar de relativamente pequena, a Praça da Saudade é um local extremamente agradável que, rodeado por árvores e jardins que exibem centenas de flores amarelas, tornou-se um ponto bastante frequentado no centro de Manaus. É possível fazer uma rápida refeição em uma das duas lanchonetes instaladas no local, ou simplesmente ler um livro sentado em um dos seus vários bancos. Além disso, por estar localizada em uma área sem prédios altos, é o melhor local no centro da cidade para se observar o céu durante o entardecer.

Em frente à Praça, está o prédio do Atlético Rio Negro Clube, um dos times de futebol do estado. No local, há cerca de cem anos atrás, existia um cemitério, daí o nome popular da Praça.


Reforma Incompleta

Apesar de a revitalização feita ser louvável, ela ainda está incompleta. O projeto original incluía o fechamento da rua à esquerda da Praça, restringindo-a somente para o tráfego de pedestres e revitalizando os vários casarões históricos em sua extensão, no mesmo estilo do que foi feito no Largo de São Sebastião.

Por enquanto, os casarões não apenas continuam sem cuidados, como também abrigam os infames "inferninhos", que são bares de frequência suspeita. Estamos esperando (e rezando) pela conclusão do projeto.

Não deixe de ver/fazer:

Apreciar o entardacer sentado em um dos vários bancos da praça. Se estiver acompanhado, melhor ainda.

Visitar os gastropubs O Chefão e A Viúva.

- Visite a Praça da Saudade no final da tarde, para apreciar o céu ao entardecer e depois admirar o espaço todo iluminado.

- O local é completamente seguro e livre de mendigos e camelôs, inclusive à noite.


IMPORTANTE: A maioria das fotos foi tirada diretamente da internet. Elas tem o único propósito de divulgar as belezas do Amazonas.  Nem eu, e nem a MANAUS ONTEM HOJE SEMPRE®, possuímos direito autoral algum sobre elas. No caso de fotos cujos nomes dos autores não aparecem, isso quer dizer que os mesmos não foram identificados nos sites de onde foram colhidas as fotos. Caso algum autor queira que eu identifique/corrija seu nome na foto, basta deixar um comentário. Da mesma forma, caso algum autor deseje que eu retire a sua foto do blog, basta se manifestar que eu o farei. Obrigado pela compreensão.





Rua dos Barzinhos

Rua dos Barzinhos


Próximo da Praça da Saudade, a menos de duas quadras descendo a Rua Ferreira Pena, encontramos dois dos melhores ambientes gastrônomicos de Manaus: o gastropub O Chefão e a champanheria A Viúva. Os dois estabelecimentos são iniciativas da mesma pessoa, o empresário e chef Babu Loureiro, e reaproveitaram de forma magnífica dois casarões históricos.

Pub Chefão

O gastropub O Chefão, inaugurado em 2009, é possivelmente o melhor bar e restaurante da cidade. O local reproduz o ambiente típico dos pubs londrinos e é decorado com objetos e móveis de época. Porém, a grande sacada é a incorporação de referências pop atuais, como postêrs de bandas e artistas musicais, HQ's e até mesmo desenhos animados. Dentre todas, as maiores homenagens são aos filmes de gângsters, como Scarface, Os Bons Companheiros e, claro, O Poderoso Chefão, que inspirou o nome do local. O tema está presente até mesmo no cardápio, sendo comum encontrar pratos como Bife Corleone, Filé à Mário Puzo e Massa Scorsese, todas receitas criativas e absolutamente deliciosas. Apresentações ao vivo de artistas de Jazz, MPB e Bossa Nova contribuem para tornar o ambiente ainda mais agradável e romântico.

Não satisfeito com o sucesso do seu primeiro empreendimento, chef Babu inaugurou no início de 2011 a champanheria A Viúva. Localizado exatamente em frente ao Chefão, o espaço consegue ser ainda mais sofisticado do que o seu antecessor, inspirando-se nos típicos cafés franceses. O tom despojado, porém, permanece com a presença bem no meio do salão de uma enorme banheira de gelo cheia de garrafas de champanhes. Aqui a especialidade são os espumantes, mas o local também oferece alguns pratos igualmente criativos e saborosos.

Os dois empreendimentos são parte de um projeto maior do empresário para transformar a Rua Ferreira Pena na rua oficial dos bares e restaurantes da cidade, criando um centro gastrômico ao ar livre onde será possível caminhar de uma opção a outra. Tal espaço, tão comum em outras capitais brasileiras, ainda não existe em Manaus. A rua escolhida é perfeita para essa finalidade, uma vez que quase toda a sua extensão é arborizada e há vários casarões históricos um ao lado do outro que, embora abandonados, ainda conservam suas fachadas originais. O empresário já declarou que pretende abrir uma casa de chá ainda em 2011 e uma casa de massas nos próximos anos. A esperança é que outros empresários sigam este exemplo, requalificando o centro histórico de Manaus como um dos principais pontos de entretenimento da cidade.

Não deixe de ver/fazer:

- Evite os bares que ficam localizados do outro lado da rua, pois estes não são bem frequentados.

- Os pubs O Chefão e A Viúva estão localizadas fora da área de abrangência da Praça da Saudade. Apesar de distarem apenas duas quadras, aconselho cuidado no caminho até lá.

- Os referidos pubs não são exatamente baratos, e os preços das refeições, incluindo o couvert artístico (no caso do Chefão), variam em torno de 50 reais por pessoa. Porém, a qualidade dos pratos, do ambiente e do atendimento valem cada centavo gasto. É também uma ótima oportunidade para conhecer o interior de dois belíssimos casarões históricos reformados. Faça um tour virtual no site do Chefão e comprove. 


IMPORTANTE: A maioria das fotos foi tirada diretamente da internet. Elas tem o único propósito de divulgar as belezas do Amazonas.  Nem eu, e nem a MANAUS ONTEM HOJE SEMPRE®, possuímos direito autoral algum sobre elas. No caso de fotos cujos nomes dos autores não aparecem, isso quer dizer que os mesmos não foram identificados nos sites de onde foram colhidas as fotos. Caso algum autor queira que eu identifique/corrija seu nome na foto, basta deixar um comentário. Da mesma forma, caso algum autor deseje que eu retire a sua foto do blog, basta se manifestar que eu o farei. Obrigado pela compreensão.

Centro Histórico de Manaus

Centro Histórico de Manaus


Uma das grandes surpresas em relação a Manaus, pelo menos para os mais desavisados, é a riqueza do seu patrimônio histórico. Principal produtora mundial de borracha entre 1880 e 1910, Manaus tornou-se uma das cidades mais ricas e modernas do Brasil na época, sendo uma das primeiras a implementar iluminação elétrica nas ruas e a construir um sistema de bondes. Tal riqueza se refletiu principalmente na construção de imponentes casarões e monumentos que se tornaram ícones arquitetônicos, como o Mercado Adolpho Lisboa e o famoso Teatro Amazonas.

Infelizmente, porém, uma parte significativa dessa riqueza arquitetônica já se perdeu ou está se perdendo. Fachadas descaracterizadas, cartazes e placas de lojas em excesso, calçadas desniveladas, camelôs em todas as partes e um constante odor de urina são algumas das mazelas que atingem o nosso centro histórico. Em suma, Manaus não foge à regra da maioria das capitais brasileiras, cujos centros históricos tornaram-se lugares abandonados, perigosos e sem qualquer cuidado com o seu patrimônio.

Entretanto, apesar de grande parte do centro de Manaus continuar abandonada, a cidade vem nos últimos anos dando uma grande lição sobre como revitalizar o seu patrimônio histórico. Diversos logradouros centenários foram completamente restaurados e abertos ao grande público para visitação. A quantidade de museus e centros culturais disponíveis à população, por exemplo, praticamente triplicou desde 2005.

E a melhor parte dessa revitalização é que ela não contemplou apenas o monumento histórico em si, mas todo o seu entorno. O local onde se localiza o Teatro Amazonas, chamado de Largo de São Sebastião, por exemplo, virou um dos melhores pontos da cidade, onde além do imponente teatro, você possui vários bares, museus e, de vez em quando, até mesmo apresentações culturais de música e dança ao ar livre. Um local seguro, livre de camelôs e de mendigos dormindo em bancos ou pedindo esmolas, onde você pode passear tranquilamente e tirar fotos sem medo de ser assaltado, até mesmo à noite. Existem vários outros logradouros como esse no centro histórico da cidade, e há projetos para mais serem inaugurados/revitalizados nos próximos anos.


Beleza Iluminada

Por incrível que pareça, o centro histórico de Manaus é melhor aproveitado à noite, e não de dia. Por quê? Porque à noite as praças e monumentos revitalizados estão todos iluminados, deixando esses ambientes ainda mais agradáveis. Além disso, é à noite que os bares estão funcionando e quando a maioria das apresentações culturais acontecem. Outro fator importantíssimo é a temperatura. Durante a noite o calor sufocante da nossa cidade dá uma trégua. De dia, dependendo da época do ano, o calor pode ser tão forte que impede qualquer pessoa de apreciar a beleza desses lugares.

Infelizmente, esses espaços restaurados ainda são ilhas de qualidade de vida, cercadas por um mar de desorganização. Ou seja, você ainda não pode (ou pelo menos não deveria) caminhar de uma praça restaurada para outra, pois não há segurança nesse caminho intermediário. A esperança é que no futuro algumas avenidas e ruas que conectam esses logradouros também sejam revitalizadas, transformando-se em corredores culturais. Por enquanto, vá de carro ou táxi.

Portanto, eu não recomendo ninguém a passar o dia caminhando pelo centro de Manaus. Tudo o que você irá ver é um mar de camelôs, lixo e desorganização. Porém, se você deixar para visitar os logradouros listados neste site durante a noite, irá se surpreender com os resultados de uma cidade que, apesar de muito trabalho ainda ter pela frente, já pode ser considerada um exemplo para outras capitais brasileiras no que diz respeito à revitalização do seu patrimônio e da sua história.

Não deixe de ver/fazer:

- Não deixe de visitar o centro histórico à noite, pois é quando os principais casarões e monumentos estão iluminados e quando os bares estão funcionando. Durante o dia, o calor pode ser insuportável.

- Os locais bonitos e revitalizados estão todos listados acima. O restante do centro da cidade encontra-se completamente abandonado, sujo, lotado de camelôs e propenso a assaltos. Evite caminhar por esses lugares.

- As praças e parques revitalizados do centro da cidade frequentemente se transformam em palco de eventos e apresentações culturais ao ar livre. Consulte a nossa agenda cultural.

- Aqui você pode encontrar um mapa com a localização dos principais turísticos do centro histórico de Manaus.


IMPORTANTE: A maioria das fotos foi tirada diretamente da internet. Elas tem o único propósito de divulgar as belezas do Amazonas.  Nem eu, e nem a MANAUS ONTEM HOJE SEMPRE®, possuímos direito autoral algum sobre elas. No caso de fotos cujos nomes dos autores não aparecem, isso quer dizer que os mesmos não foram identificados nos sites de onde foram colhidas as fotos. Caso algum autor queira que eu identifique/corrija seu nome na foto, basta deixar um comentário. Da mesma forma, caso algum autor deseje que eu retire a sua foto do blog, basta se manifestar que eu o farei. Obrigado pela compreensão.

Ponta Negra

Ponta Negra

Construído na década de 90, o complexo de lazer da Ponta Negra modernizou cerca de 2 km da orla do Rio Negro, no extremo oeste da cidade, dotando este espaço com quadras de esportes, bares e diversos outros serviços. Porém, sem receber qualquer tipo de manutenção durante os anos seguintes, o local foi se deteriorando pouco a pouco até ficar quase que completamente abandonado. Um contraste gritante quando pensamos que o complexo está localizado no bairro mais nobre de Manaus, com seus luxuosos edifícios residenciais.


Nova Ponta Negra

Mas nem tudo está perdido! Em 2010, a Prefeitura lançou um projeto de revitalização da Ponta Negra. Novas quadras de esportes, praças, anfiteatro modernizado, mirante e bares com vista privilegiando o Rio Negro eram algumas das propostas do projeto. Além disso, há planos de se construir um moderno Teatro Municipal às margens do rio, com capacidade para 1.400 pessoas, e também atrair investimentos privados para instalar restaurantes de marcas renomadas no local, devolvendo à Ponta Negra o status de cartão postal da cidade.

A primeira etapa das obras de revitalização foi inaugurada em dezembro de 2011 e o resultado atendeu a todas as expectativas. Não há, em nenhuma outra parte da cidade, um ambiente de visual tão moderno e arrojado que, ainda por cima, privilegia a visão do majestoso Rio Negro. Nesta primeira etapa, três mirantes se lançam em direção ao rio, oferecendo aos freqüentadores um ótimo local para contemplação. Além disso, uma fonte de águas dançantes e um belo trabalho de paisagismo criam um espaço agradabilíssimo para caminhar e descansar com a família.

Porém, a maior novidade desta primeira etapa do projeto é a praia perene. Cerca de um milhão de metros cúbicos de areia foram colocados no leito do rio para permitir a presença constante de uma praia fluvial, a qual irá resistir ao regime de cheia das águas. A praia é um dos pontos mais frequentados do complexo e serve como prova do brilhantismo da engenharia moderna que conseguiu superar a variação do nível da água, a qual chega a atingir mais de 15 metros de altura entre o período da seca e o da cheia do rio.

Talvez a única decepção dessa primeira etapa seja o anfiteatro que, embora imponente e belamente revitalizado, continua servindo apenas de enfeite, já que nenhuma apresentação cultural é exibida regularmente no seu palco, com exceção dos shows de réveillon da cidade.

O restante do complexo já foi fechado para reforma e a inauguração da segunda e última etapa está prevista para 2013.

Uma janela para o Rio Negro
Em uma cidade que cresceu de costas para o Rio Negro, a Ponta Negra é um dos poucos locais onde é possível admirar a beleza da orla fluvial de Manaus. Nesse ponto, o rio possui impressionantes 10 km de largura. Do outro lado, margeando o rio, o paredão verde da floresta se ergue, enquanto a modernidade aparece representada à esquerda pela imponente Ponte Rio Negro, que à noite exibe uma bela iluminação cênica. A vista, não importa a hora do dia, é sempre de tirar o fôlego.

Ao lado do complexo de lazer estão localizados dois dos hotéis mais luxuosos da cidade: o Hotel Tropical e o Park Suites. O segundo surgiu quando uma rede de hotelaria internacional adquiriu do primeiro a Business Tower, um belo edifício construído às margens do rio. Essa torre, hoje denominada Park Suites, possui uma localização estratégica que a torna ponto de visitação obrigatória para turistas e até mesmo moradores locais.

Antigamente, era possível visitar a área de lazer do edifício. Ali o visitante se deparava com uma piscina de borda infinita, causando a impressão de que a piscina e o Rio Negro eram um só. Passarelas de madeira erguidas sobre cascatas de água povoadas por tambaquis (um peixe amazônico) completavam o cenário paradisíaco. Hoje em dia, porém, essa área é restrita aos hóspedes do hotel.

Contudo, desde a metade de 2011, o Park Suites oferece uma outra atração ainda melhor, e aberta a não hospedes. No último andar do edifício foi inaugurado o Bistrô Mon Plaisir, que oferece um delicioso cardápio de pratos tradicionais com ingredientes amazônicos, desde carnes e filés até massas e frutos do mar. O grande trunfo do local, no entanto, não se resume apenas à comida, mas sim à belíssima visão panorâmica que ele oferece da sua varanda, com a imensidão do Rio Negro de um lado e o verde infinito da floresta do outro. Uma vista que nos faz sentir pequenos diante de tanta beleza e grandeza.

O restaurante abre todos os dias para jantar e aos sábados e domingos também para almoço. É possível também visitar o local no final da tarde, a partir das 17h, quando o restaurante funciona para happy hour, com um cardápio diferenciado. Nesse horário, a grande vantagem é poder apreciar o indescritível pôr-do-sol amazônico de um lugar único e privilegiado.

Antes de sair do complexo hoteleiro vale a pena visitar o píer do Hotel Tropical, cujo acesso se dá através de uma pequena trilha de mata nativa. Esse é outro local excelente para assistir ao pôr-do-sol e onde, entre setembro e janeiro, se forma uma bela praia fluvial.

Não deixe de ver/fazer:

Contemplar o Rio Negro em um dos três mirantes do parque;

Apreciar o pôr do sol, a partir das 17h;

Visitar o píer do Hotel Tropical, onde uma praia fluvial se forma entre setembro e janeiro;  

Almoçar e/ou jantar no Bistrô Mon Plaisir, localizado no topo do hotel Park Suites.

- A Ponta Negra, após sua revitalização, se tornou um local tranquilo e seguro, livre de mendigos e camelôs, inclusive à noite. 

- Trata-se do melhor local da cidade para ver o pôr do sol.

- Se você não gosta de multidões, evite ir à Ponta Negra aos sábados e domingos após as 10h da manhã. Por se tratar do único balneário na área urbana de Manaus, o local fica absurdamente lotado nos finais de semana. 

- O Hotel Tropical é aberto para a visitação de não hóspedes. A visita ao píer é gratuita, mas para entrar no mini-zoológico do hotel é preciso pagar uma taxa de 7 reais. A visita ao mini-zoólogico, na minha opinião, não vale a pena.

- A entrada na área de lazer do hotel Park Suites, que inclui uma bela piscina de borda infinita, agora é restrita aos hóspedes. No entanto, o Bistrô Mon Plaisir, localizado no topo do edifício, é aberto ao público.

- Os preços cobrados no Bistrô Mon Plaisir são caros, mas não absurdos. Uma refeição bem servida custa em torno de 50 reais por pessoa. O cardápio de happy hour, servido a partir das 17h, inclui petiscos mais baratos.

-  Vale a pena visitar a Ponta Negra em qualquer horário do dia ou da noite. Durante o dia, a visão do rio é espetacular, enquanto à noite é possível apreciar a iluminação cênica da Ponte Rio Negro.

- As opcões gastronômicas da Ponta Negra ainda são limitadas e incluem apenas uma sorveteria, uma  barraca de tacacá e uma tenda de açaí. No entanto, há previsão de que alguns restaurantes e bares se instalem no local nos próximos meses.

- A entrega do restante do complexo, já fechado para reforma, está prevista para 2013.


IMPORTANTE: A maioria das fotos foi tirada diretamente da internet. Elas tem o único propósito de divulgar as belezas do Amazonas.  Nem eu, e nem a MANAUS ONTEM HOJE SEMPRE®, possuímos direito autoral algum sobre elas. No caso de fotos cujos nomes dos autores não aparecem, isso quer dizer que os mesmos não foram identificados nos sites de onde foram colhidas as fotos. Caso algum autor queira que eu identifique/corrija seu nome na foto, basta deixar um comentário. Da mesma forma, caso algum autor deseje que eu retire a sua foto do blog, basta se manifestar que eu o farei. Obrigado pela compreensão.

Encontro das Águas

Encontro das Águas


Um dos espetáculos naturais mais conhecidos e bonitos de Manaus, o Encontro das Águas ocorre no ponto em que os cursos dos Rios Negro e Solimões se juntam para formar o Rio Amazonas. Devido às grandes diferenças físico-químicas entre os dois rios, suas águas, de cores negra e barrenta, correm paralelamente sem se misturar por vários quilômetros.

Pelo ar, pela água...


Há três formas de se ver esse interessante fenômeno amazônico. A primeira é a vista aérea quando se chega a Manaus de avião durante o dia. Aliás, abro um parêntese para dizer que, quem vem a Manaus de avião, deve programar sua chegada e/ou o seu retorno para acontecer durante o dia. Do alto, a visão que se tem dos rios e da floresta já vale o preço da viagem, acredite.

A segunda maneira é a mais tradicional: pegar um barco e ir até o Encontro. Nesse caso, há duas opções. A primeira é pagando por uma excursão padrão oferecida por praticamente todas as agências de turismo da cidade. Cobrando 120 reais por pessoa, a excursão sai às 9h do Porto de Manaus, no centro, e chega em torno de uma hora ao Encontro das Águas. Apesar de mais cara, essa opção é a mais confortável. Também faz parte do mesmo pacote uma visita ao Parque Ecológico Janauari, incluindo um passeio de canoa pelos igapós (floresta inundada) e uma visita a uma lagoa cheia de vitórias-régias, além de um delicioso almoço em um restaurante flutuante, com diversos peixes amazônicos à disposição (a bebida é cobrada separadamente). O passeio termina por volta das 15h. Caso você tenha apenas um dia em Manaus, este roteiro é o mais recomendável, pois permite um bom contato com a natureza e a culinária amazônica.

Porém, se tudo o que você quer é um passeio de barco rápido e barato até o Encontro das Águas, a alternativa é o Porto do Ceasa. Localizado bem mais próximo ao fenômeno, no Distrito Industrial da cidade, o porto abriga algumas associações de barqueiros que oferecem passeios personalizados e flexíveis. Em barcos pequenos e motorizados, eles levam as pessoas até o Encontro das Águas (onde você pode até mesmo mergulhar) e em seguida, se o visitante quiser, eles podem leva-lo para visitar uma pequena vila ribeirinha (onde se tem contato com animais selvagens capturados pelos locais) e/ou até mesmo seguir viagem até o Parque Ecológico Janauri, repetindo parcialmente o roteiro proposto pelas agências de turismo mencionado acima.

... e pela terra!


A terceira forma de conferir o Encontro das Águas é pouco conhecida. Há um determinado ponto da cidade de onde é possível ver o fenômeno a partir da terra, sem precisar voar ou ir de barco: o Mirante das Lajes. O local é isolado e só pode ser alcançado com carro próprio.

Seguindo pela Alameda Cosme Ferreira, logo depois do viaduto do Coroado, continue sempre em linha reta. Você vai chegar até o Shopping São José e a rotatória de mesmo nome. Passe por eles e continue em linha reta, ultrapassando o Terminal Rodoviário 5 logo a frente. Depois de algum tempo, você irá chegar a uma área com grandes castanheiras dos dois lados da rua (no local, funciona o IFAM). Nesse momento, você pode começar a observar algumas placas da Petrobras indicando a direção do Porto Encontro das Águas. Siga essas placas, sempre em linha reta (você ainda atravessa por mais uma rotatória e um viaduto).

Em determinado ponto, você irá ver a sua direita a fábrica da Sodécia, e em seguida um outro prédio de fábrica com vidros esverdeados. Dobre à direita depois do prédio. Após essa curva, você deve continuar em linha reta, passando pela frente de uma placa que diz "Estação de Tratamento de Aguá das Lajes". Logo mais à frente, haverá uma bifurcação onde, ao invés de seguir à direita (conforme indica a placa "Porto Encontro dás Águas"), você dobra à esquerda, seguindo a placa que diz "Porto Bertollini". Você já está quase lá, mas tem que tomar cuidado a partir daqui, pois esse trecho da estrada tem vários buracos. Você irá passar por uma estação da Embratel e, após dois minutos, verá um portão à sua direita, do tal Porto Bertollini. Continue em linha reta reto e verá logo a seguir outro portão. Pronto. Ao atravessar, basta estacionar e ir até o mirante.

Dali, você tem uma visão completa do Encontro das Águas e da floresta amazônica além dele. Acredite, todo o esforço vale a pena. A vista é definitivamente uma das mais deslumbrantes que Manaus tem a oferecer.

Memorial Encontro das Águas

O local onde se encontra o mirante funcionava antigamente como uma estação da Embratel (por isso, também é conhecido como Mirante da Embratel). Hoje o lugar está nos planos do Governo do Estado para ser transformado no Memorial Encontro das Águas, uma espécie de parque urbano que terá uma visão privilegiada do fenômeno. Uma pena que o projeto arquitetônico, concebido pelo renomado Oscar Niemeyer, parece ser totalmente equivocado, limitando-se a construir uma imensa plataforma de concreto no meio da floresta e não prevendo nem sequer a arborização do espaço.

A Prefeitura possuía um projeto muito mais audacioso para o local: a construção do Aquário Municipal, o qual exibiria as diferentes espécies de peixes da Amazônia e contaria com um restaurante e um anfiteatro com vista para o Encontro das Águas. Além disso, o projeto ainda previa um elevador panorâmico e um píer de onde pequenos barcos motorizados levariam os visitantes para ver o fenômeno de perto. Infelizmente, a Prefeitura não conseguiu captar os recursos para a realização da obra e transferiu o espaço para o Governo.

Mesmo assim, devo admitir que a construção do Memorial, apesar de falho, representa um cenário melhor do que o atual estado de abandono em que se encontra o mirante. 

Não deixe de ver/fazer:

Mergulhar no meio do Encontro das Águas, ou pelo menos colocar as mãos na água para sentir a diferença de temperatura dos dois rios.

Visitar o Parque Ecológico Janauari.

Ir até o Mirante das Lajes e ver o Encontro das Águas a partir da terra.

- Caso tenha apenas um dia em Manaus e deseje algo mais tranquilo e confortável, a excursão até o Encontro das Águas oferecida pelas agências de turismo da cidade é a melhor opção, já que o pacote também inclui um almoço regional e uma visita ao Parque Ecológico Janauari. O passeio é feito em um barco regional de dois andares, o qual oferece uma visão mais privilegiada do fenômeno (quanto mais alto, melhor). A Amazon Explorers oferece o passeio por R$120,00 por pessoa, com saídas de terça-feira a domingo a partir das 9h e retorno às 15h.

- No Porto do Ceasa, localizado no Distrito Industrial da cidade, é possível combinar passeios diretamente com os barqueiros. Os preços são variados e dependem do roteiro que o visitante escolher. Se quiser ir apenas até o Encontro das Águas, o preço é de R$20,00 por pessoa; se incluir uma visita a uma vila ribeirinha (onde os locais levam jacarés, cobras, bichos-preguiças e macacos para os visitantes acariciarem) o passeio fica por R$200,00 para um grupo de até 10 pessoas; e se quiser ir até o Parque Ecológico Janauari o preço para o grupo de 10 pessoas fica em R$250,00. Os valores mencionados representam os preços ideais que deveriam ser cobrados (verificados em agosto de 2012). No entanto, os preços não são tabelados e podem variar muito de um barqueiro para outro.

- Para quem vai fazer o passeio a partir do Porto do Ceasa, a visita ao Parque Ecológico Janauari vale muito mais a pena do que a vila ribeirinha, na minha opinião. Ali é possível fazer uma trilha suspensa na época da cheia e uma caminhada pela floresta na época da vazante do rio, incluindo o encontro com uma gigantesca Samaúma. Além disso, o lago das vitórias-régias oferece uma bela paisagem para fotos, embora seja difícil determinar o período em que elas realmente se encontram em grande quantidade no local (em geral, entre os meses de dezembro e junho). No parque também existe uma grande tenda de artesanatos indígenas (com preços convidativos) e um restaurante flutuante cujo buffet oferece diversas opções de peixes amazônicos por apenas R$25,00 por pessoa. E nem sequer é preciso ir até a vila ribeirinha para ver os animais selvagens, uma vez que os próprios ribeirinhos sempre chegam em canoas e abordam os barcos dos visitantes para trazer os animais até eles (cobrando uma gorjeta simbólica de R$5,00 a R$10,00).

- Os passeios que saem no Porto do Ceasa são em barcos menores e, por isso, permitem que o visitante coloque a sua mão nas águas dos rios para sentir a diferença de temperatura de uma pra outra. Se você for mais corajoso, pode até mesmo mergulhar bem no meio do(s) rio(s).

- O Mirante das Lajes pode ser visitado tanto através da Alameda Cosme Ferreira, saindo do Viaduto do Coroado, como também pela Av. Buriti, partindo do Centro Cultural dos Povos da Amazônia e passando pela fábrica da Samsung. Aqui você encontra um mapa com o trajeto para chegar até o local.

- O Mirante das Lajes é isolado e só pode ser visitado de carro, por isso também é aconselhável visitar o local apenas em grupo. 

- O Encontro das Águas é muito mais bonito em dias ensolarados. Assim sendo, não recomendo fazer nenhum dos passeios citados acima em dias nublados, nos quais as cores dos respectivos rios ficam relativamente pálidas.


IMPORTANTE: A maioria das fotos foi tirada diretamente da internet. Elas tem o único propósito de divulgar as belezas do Amazonas.  Nem eu, e nem a MANAUS ONTEM HOJE SEMPRE®, possuímos direito autoral algum sobre elas. No caso de fotos cujos nomes dos autores não aparecem, isso quer dizer que os mesmos não foram identificados nos sites de onde foram colhidas as fotos. Caso algum autor queira que eu identifique/corrija seu nome na foto, basta deixar um comentário. Da mesma forma, caso algum autor deseje que eu retire a sua foto do blog, basta se manifestar que eu o farei. Obrigado pela compreensão.