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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Parque Jéfferson Péres

Parque Jéfferson Péres


O Parque Senador Jéfferson Péres é mais uma das obras entregues pelo Prosamim. Batizado com o nome de um dos maiores políticos que o Amazonas já teve, o Parque ocupa uma extensa área do centro de Manaus que era vergonhosamente ocupada por uma favela de palafitas. Em formato de Y, graças ao encontro de dois igarapés que juntos deságuam no Rio Negro, o espaço também surgiu a partir do aterramento parcial dos cursos de água.

Concebido para ser uma homenagem à Belle Epóque de Manaus, o Parque apresenta diversos detalhes que remetem a essa época. O imponente pórtico de entrada, uma estrutura de ferro com mais de 10 metros de altura, possui desenhos que lembram os pavilhões do Mercado Adolpho Lisboa, enquanto o piso nesta parte do Parque é o mesmo presente no Largo de São Sebastião, representando o Encontro das Águas. Figuras metálicas espalhadas pelo Parque retratam vários símbolos do auge do ciclo da borracha em Manaus, como bondes  elétricos e casais de namorados vestidos à caráter.


Logo após a entrada principal fica localizada a estátua do senador que dá nome ao parque. Confeccionada de bronze em tamanho real, ela mostra Jéfferson Péres sentado serenamente em sua cadeira do senado federal, a qual repousa sobre uma imponente base de mármore. 

Outro destaque é o Chafariz das Quimeras, um belo monumento histórico que foi restaurado e instalado no ponto onde os dois igarapés se encontram. Vale a pena dar uma lida na placa informativa que fica em frente ao Chafariz, que conta a verdadeira odisséia pela qual passou o monumento desde a sua inauguração, há mais de 100 anos, até hoje. 

O Parque  conta ainda com um orquidário e parquinhos para crianças. Mas talvez a maior atração seja mesmo a bandeira do Amazonas. Tremulando no alto de um mastro com mais de 60 metros de altura, com um tamanho de 18x10 metros, a bandeira pode ser vista de vários pontos do centro, não apenas proporcionando uma bela visão como também injetando uma boa dose de orgulho nos amazonenses.

Graças às suas extensas trilhas, conectadas por pontes sobre os igarapés, o Parque é bastante utilizado pela população manauara durante os fins de semana como espaço para caminhadas e exercícios físicos. O ambiente não poderia ser melhor.

Monumentos Históricos


Nas imediações do Parque, é possível encontrar importantes construções históricas. Subindo pelas escadarias que, no topo, exibem duas figuras gregas em mármore, chega-se aos fundos do Palácio Rio Negro, antiga sede do Governo do Estado. Ali mesmo já é possível admirar a grandeza de uma árvore centenária que balança os seus longos cipós sobre os visitantes. Sentar naquele espaço ao final da tarde, ouvindo o vento carregando as folhas e observando os últimos raios de sol que lutam para atravessar a frondosa copa, é algo extremamente relaxante.

Ao caminhar em direção à avenida principal, vislumbra-se a beleza da fachada principal do prédio. Hoje um centro cultural, o Palácio Rio Negro abriga exposições temporárias e permanentes. Repetindo o mesmo luxo presente em outros prédios históricos na sua decoração e móveis de época, o destaque fica por conta da grande escadaria central, toda talhada em madeira e montada sem a presença de nenhum prego, além da bela pintura do hall de entrada (Imortalidade, de Branco e Silva), que retrata o Teatro Amazonas em meio a um desfile de criaturas mitológicas, incluindo as lendárias guerreiras que deram nome ao estado. A entrada é gratuita.

À direita do Palácio Rio Negro, temos o Salão Rio Solimões. Antes uma residência, foi reformado e ampliado, servindo hoje para abrigar recepções e eventos diversos.  Do lado oposto, à esquerda do Palácio, está a Vila Ninita, um simpático e longílineo casarão vermelho que possui cerca de 20 janelas em cada uma de suas laterais e que esporadicamente abriga exposições de artistas locais.


Voltando ao pórtico de entrada, ao lado direito do Parque, a pouco mais de uma quadra de distância, está localizada a Usina Chaminé. Erguida para ser uma estação de tratamento de esgotos na virada do século retrasado, ela acabou nunca sendo utilizada para esse fim, uma vez que a empresa inglesa responsável pelo projeto reincidiu o contrato com o Governo. Apesar do pequeno porte, sua arquitetura peculiar a destaca em meio aos prédios históricos da cidade, principalmente pela presença de uma chaminé com 24 metros de altura, toda feita de tijolos aparentes e exibindo no topo uma bela coroa metálica.

O espaço é utilizado como centro cultural e abriga a exposição Os Sentidos da Amazônia. A idéia é bem interessante e leva o espectador a conhecer a Amazônia através dos cinco sentidos humanos. As salas do paladar e do olfato são muito interessantes, mas talvez a mais marcante seja mesmo a sala da visão. Nela, somos levados a abrir várias janelas que revelam depoimentos de autores diversos sobre as impressões que eles tiveram sobre Manaus quando por aqui estiveram pela primeira vez, além de fotos da cidade em vários períodos do tempo.  Ler os relatos de exploradores brasileiros e estrangeiros sobre a estranheza e o fascínio causados pela cidade, antes mesmo da Belle Epóque, e as especulações sobre o futuro do lugar é um grande exercício de imaginação. No final,  porém, não deixa de ser agridoce perceber que, apesar de termos alcançado o desenvolvimento que muitos deles previram, pelo caminho perdemos (ou destruímos) grande parte daquilo que tanto impactou positivamente esses ilustres visitantes de outrora.      
Não deixe de ver/fazer:

Caminhar pelas trilhas do parque e admirar a grande bandeira do estado do Amazonas, além da estátua do senador Jéfferson Péres e o Chafariz das Quimeras.

Visitar o Palácio Rio Negro, incluindo o jardim nos fundos do casarão.

Visitar a Usina Chaminé e conferir a exposição Sentidos da Amazônia.

- Visite o Parque Jéfferson Péres no final da tarde, quando os monumentos começam a ser iluminados e o calor dá uma trégua.

- O local é seguro e completamente livre de mendigos e camelôs, inclusive à noite.

- Nos fins de semana, por volta das 17h, há programações com palhaços e outros artistas voltadas para as crianças.

- Por ter sido uma favela de palafitas há alguns anos atrás, o cheiro de esgoto ainda se faz presente no parque de vez em quando, bem como restos de lixo dentro da água. O Prosamim é um belo projeto de reurbanização, mas suas obras ainda não contemplaram de forma satisfatória o saneamento básico dos igarapés.

- A Usina Chaminé está localizada fora da área de abragência do Parque. Apesar de distar apenas uma quadra da entrada do Parque, aconselho cuidado no caminho para chegar até ela.  


Contatos

Palácio Rio Negro
Telefone: (92) 3232 4450
Horário de visitação: Ter. à Sex. das 10h às 16h. Dom. das 17h às 20h.

Usina Chaminé
Telefone: (92) 3633 3026
Horário de visitação: Ter. à Sex. das 10h às 16h. Dom. das 17h às 20h.


IMPORTANTE 1 : A maioria das fotos foi tirada diretamente da internet. Elas tem o único propósito de divulgar as belezas do Amazonas.  Nem eu, e nem a MANAUS ONTEM HOJE SEMPRE®, possuímos direito autoral algum sobre elas. No caso de fotos cujos nomes dos autores não aparecem, isso quer dizer que os mesmos não foram identificados nos sites de onde foram colhidas as fotos. Caso algum autor queira que eu identifique/corrija seu nome na foto, basta deixar um comentário. Da mesma forma, caso algum autor deseje que eu retire a sua foto do blog, basta se manifestar que eu o farei. Obrigado pela compreensão.

IMPORTANTE 2 : Os horários de visitas, Valores e Contatos dos locais apresentados nesta postagem, podem sofrer alterações sem aviso prévio. Caso você tenha conhecimento de que uma destas informações está errada, por fovor entre em contato com a gente e nos avise. Obrigado.

NOSSO CONTATO: manausohs@gmail.com

terça-feira, 22 de julho de 2014

Jardim Botânico "Adolpho Ducke"

Jardim Botânico "Adolpho Ducke"


Quem sobrevoa a Zona Leste de Manaus se encanta com a beleza e grandiosidade da Reserva Florestal Adolpho Ducke, espalhando-se por cerca de 100 km2. Agora, a curiosidade natural do visitante já pode ser saciada em uma visita ao Jardim Botânico de Manaus "Adolpho Ducke".
O local é um dos mais importantes espaços naturais oferecido pela Cidade aos seus habitantes e turistas nacionais e estrangeiros, tornando realidade o desejo dos que buscam a emoção de desvendar as maravilhas da biodiversidade amazônica. Logo à entrada, ergue-se um complexo básico de edificações, composto por um monumento alusivo às madeiras nobres da Amazônia, um pavilhão de eventos, uma cantina, uma biblioteca, salas administrativas, salas de serviços gerais, banheiros e viveiros de mudas. Em seguida, o visitante defronta-se com as trilhas interpretativas, em ambiente alterado apenas para a abertura dos caminhos que levam às florestas de platô e de terra firme. Ao longo dos séculos, os jardins botânicos têm sido instrumentos indispensáveis para o desenvolvimento científico-cultural, berço de considerável patrimônio florístico, proporcionando material para estudos e pesquisas, promovendo a conservação da flora e a proteção de espécies ameaçadas de extinção. O Jardim Botânico "Adolpho Ducke" é um dos poucos no mundo a nascer com forte apelo ambiental e social no processo de urbanismo da Cidade.
As comunidades do entorno são estimuladas e preparadas a trabalhar na confecção e venda de produtos artesanais e na prestação de serviços. Os adultos prestam serviços de limpeza, vigilância e jardinagem. Assim, o logradouro oferece à comunidade, sistematicamente, todo um conjunto de atividades de relevante interesse cultural e ambiental.
Serviços Oferecidos: Trilhas interpretativas, com serviço de guias; Biblioteca especializada em atender os que procuram informações sobre botânica e meio ambiente; Acervo dirigido aos estudantes do ensino médio e fundamental; Exposições, eventos e cursos com emas ambientais; Educação ambiental; Produção de mudas; Espaços para o desenvolvimento de pesquisas.


As visitas ao Jardim Botânico de Manaus Adolpho Ducke permitem uma estreita intimidade com a floresta, que pode ser percorrida ao longo de quase 3 km, através de trilhas interpretativas. O contraste entre as árvores altas e baixas, a invasão dos raios de sol mata adentro, cipós, trepadeiras, troncos jovens e antigos, cogumelos, fungos e flores; o canto de dezenas de pássaros, os sons característicos dos animais que habitam o local, tudo, enfim, encontra-se à disposição dos sentidos atentos de quem souber decifrar e compreender as belezas do lugar. 

Jardim Botânico Adolho Ducke
Endereço: Av. Uirapuru, s/n - Cidade de Deus
Fone:+ 55 (92) 3682-3318
Cidade: Manaus, AM
Site: http://jardimbotanicodemanaus.org/doku.php

Localização

O Jardim Botânico de Manaus possui 5 km², distribuídos em uma faixa de 500 metros de largura por 6 km de comprimento ao longo da borda sul e 4 km ao longo da borda oeste da Reserva Florestal Adolpho Ducke.

Como chegar

De ônibus
As linhas de ônibus que chegam ao Jardim Botânico Adolpho Ducke são:

676 do centro passando pelo Aleixo e av. Grande Circular
682 partindo do porto da CEASA passando pela bola do São José e bola do produtor
448 no Terminal 3 (T3) e Terminal 1 (T1)
061 Terminal 4 (T4)
069 Terminal 4 (T4)
052 Terminal 3 (T3)

Com os micro ônibus amarelos (lotações) que passam pela bola do São José e da feira do produtor, das linhas: C.de Deus e C.de Deus/Alfredo. Estes ônibus partem dos bairros Zumbi, Grande Vitória, Bola da Suframa e porto da Ceasa.

De carro

Partindo da Bola do Coroado

Siga na Alameda Cosme Ferreira em direção à Zona Leste -
Na rotatória do São José, pegue a 3ª saída (entre o terminal 5 e o Shopping São José) e siga em frente na Av. Grande Circular em direção à Cidade de Deus
Chegando à Bola do Produtor, faça metade do contorno e siga na mesma direção em que estava.
Ao final da Av. Grande Circular, vire à esquerda na Bola (em frente ao Forró do Xega Mas)
Siga em frente na Av. Nossa Senhora da Conceição até a Bola da Av. Uirapuru (Grande Circular Dois)
Logo em frente à Bola fica a entrada para o Jardim Botânico.

Partindo da Rodoviária

Siga em frente até a Torquato Tapajós
Siga em frente na Torquato Tapajós, passando das entradas para o aeroporto e para a Expoagro.
Vire a direita na entrada para o pátio de testes do DETRAN (Av. Mns. Pinto) e siga em frente.
A partir daí haverão alguns cruzamentos e rotatórias, siga sempre em frente sem alterar a direção da avenida principal. O trecho que pode representar maior dúvida é o cruzamento entre as avenidas Uirapuru e Margarita. Neste ponto a floresta da Reserva Ducke já é visível do lado esquerdo da pista, e basta o motorista seguir a avenida (3 km) com a floresta sempre ao seu lado esquerdo até alcançar a entrada do Jardim Botânico.

Horário de funcionamento


O Jardim Botânico funciona de terca a domingo, de 8h às 12h e de 13h às 16:30h.



Bosque da Ciência


Bosque da Ciência



Bosque da Ciência Localizado no perímetro urbano, o bosque funciona nas dependências do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA. 
A visita ao local possibilita maior conhecimento sobre o meio ambiente amazônico, bem como permite desfrutar horas agradáveis passeando por suas trilhas e caminhos. 
O Bosque foi projetado e estruturado para fomentar e promover o desenvolvimento do programa de difusão científica e de educação ambiental do INPA, ao mesmo tempo em que mantém a integridade física da área, preservando os aspectos da flora e fauna ali existentes. 
Educação e lazer se unem neste projeto paisagístico, em aproximadamente treze hectares de vegetação, com a finalidade de divulgar os programas e pesquisas do INPA, além de contribuir para preservar e recuperar a natureza e a cultura da região. 
As principais atrações do Bosque são: viveiro de ariranhas, tanque do peixe-boi, condomínio das abelhas, trilhas educativas, viveiro de jacarés, jardim botânico, trilha suspensa, fauna livre, orquidário, bromeliário e a Casa da Ciência.