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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Boi Garanhão

Boi Garanhão


Boi Garanhão, agremiação folclórica de Manaus, fundado em 16 de junho de 1991, é o boi do bairro de Educandos, local conhecido como celeiro de arte palco de muitas manifestações folclóricas e culturais no Amazonas. Entre tantas destacam-se as escolas de samba Em Cima da Hora e Uirapuru, as danças regionais "Caninha Verde"  "Amazonense" e as quadrilhas cômicas como "Quadrilha na Roça" e "Victor e Vitória".

O projeto de criação do Boi Garanhão, inspirado no Boi Garantido, de Parintins, partiu dos moradores do bairro, tendo à frente, Ivo Moraes, Isaac Freitas, Wanderlam Marques, Edna Moraes, Amoldo Maia e Adalberto Seixas. No primeiro momento, o projeto tinha como objetivo criar um grupo folclórico que pudesse, ao mesmo tempo, envolver a juventude e a comunidade da Cidade Alta, despertanodo o interesse pelo folclore.

Para ajudar nessa tarefa foram convidados os senhores José Maria Guedes de Souza, Paulo Fernandes, José Luiz Pena das Neves e Antonio Ricardo Moraes. E, na noite do dia 16 de junho de 1991, na residência de Raimunda Freitas, na rua São Vicente de Paula, 99, criou-se o Garanhão.


Nome do Boi

O nome Garanhão foi proposto pelo Ivo Morais para homenagear o Bumbá Garantido, já a cor preta do boi homenageia o Bumbá Caprichoso. Para formalizar a criação fundou-se a Associação Cultural Folclórica Educandense Boi Bumbá Garanhão, escolhido como nome oficial. No mesmo ano, juntaram-se ao grupo os amigos Wilson Alves da Costa, Mário Alberto de Carvalho, Sidney Borba Menezes, Alcimar Pinto Nascimento, José Aroldo Maia, Luiz Paixão Rodrigues e Raimundo Nonato Negrão Torres, que formam, junto com os demais, o grupo de sócios fundadores.

Após a criação do Bumbá Garanhão, os senhores Paulo Fernandes e José Maria seguiram para Parintins onde coletaram farto material que serviu de base para a estruturação da brincadeira. O primeiro boi foi confeccionado pelo artista plástico parintinense Jair Mendes.


Estreia

No ano de 1992, o Bumbá Garanhão fez sua estréia no Festival Folclórico de Manaus, apresentando-se como categoria extra no Centro Social Urbano do Parque 10, onde conseguiu nota máxima de todos os jurados e foi convidado para uma apresentação especial no Centro de Convenções, onde fez sucesso imediato. Em 1993 consolidou seu sucesso ao levar para o Centro de Convenções milhares de moradores de Educandos e de diversos bairros da Zona Sul de Manaus. Nesse mesmo ano, mais uma vez conseguiu nota máxima. Nos anos seguintes não foi diferente.

Maior pontuação

Em 1996 o Boi Bumbá Garanhão alcançou o maior número de pontos entre todos os grupos folclóricos que disputaram o Festival Folclórico da Liga Independente dos Grupos Folclóricos de Manaus (LIGFM) e arrebatou para Educandos o troféu "Destaque do Festival" sendo o primeiro grupo folclórico a ter a guarda do troféu, já que este é colocado em disputa todos os anos. Só fica de posse definitiva, aquele grupo que conseguir alcançar o maior número de pontos em três anos consecutivos ou em cinco anos alternados.


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BOI CORRE CAMPO




A HISTÓRIA

Alguns jovens brincavam no Garrote Tira Teima, do Senhor Chico Beicinho, localizado na Rua Urucará, canto com a Rua Itacoatiara, onde se localizava a Escola Santa Rita da saudosa professora Maria Rufino. Um dia o Senhor Chico Beicinho resolveu encerrar as atividades do garrote, no ano de 1942. Os meninos ficaram desolados, sem saber o que fazer. No dia seguinte, sob a sombra de um frondoso jatobazeiro, a “grande árvore real”, cujo fruto empresta seu nome a um valente guerreiro do romance “Iracema”, de José de Alencar, nas proximidades do Velódromo, enquanto aguardavam a hora de escolherem os times para a “pelada” diária, o Tó sugeriu a fundação de um boi-bumbá. A idéia foi escolhida com simpatia e na hora do banho refrescante nas águas límpidas no igarapé do Quarenta, entre um mergulho e outro, o Pelica perguntou: “E o Boi, vai sair ou não?”

A indagação, feita em tom de desafio, fez com que parassem a brincadeira de manjalé e passassem a discutir quando e onde iriam reunir. O sol já havia se escondido quando concluíram que a reunião seria no dia 1º de maio de 1942, na casa do Ceará.


Na noite do dia marcado, enquanto a Agência Nacional de Notícias informava para todo o País o acidente ocorrido com o Presidente Getúlio Vargas, o grupo de jovens se encontrava reunido na casa 1140 da Rua Ajuricaba, no Bairro da Cachoeirinha, para fundar oficialmente o bumbá. Sentados em tamboretes, sob a luz bruxuleante de um lampião a querosene jacaré, estavam presentes: Astrogildo Santos – Tó; Wandi Guaromiro Santos – Miro; Dionísio Gomes – Tucuxí; Mauro Santos – Pelica; e Antônio Altino da Silva – Ceará. Estes jovens não imaginavam que estavam criando uma das maiores expressões do folclore amazonense, uma vez que naquela época os bumbás mais famosos eram o Caprichoso, da Praça 14 de Janeiro, e o Mina de Ouro, do Boulevard Amazonas, com base no terreiro de Santa Bárbara no Seringal Mirim.



Naquela memorável noite ficou decidido, o boi ia sair mesmo. Só faltava o nome, pois ninguém queria repetir o nome dos bois já existentes. Pois, nos arredores, além do Violento, do Garantido, tinha também o Pai do Campo e o Flor do Campo. Depois de muita discussão, o Miro sugeriu que o nome do boi fosse Corre Campo. A ideia foi aceita e Corre Campo surgiu para mandar nos terreiros do Bairro.


O primeiro curral de ensaios foi construído na Rua Ajuricaba, canto com a Rua Borba. Depois se transferiu para a Rua Ipixuna, canto com a Borba, em frente a Padaria Santo Antônio. Nessa área deram os primeiros passos, aprenderam a ser fortes e valentes para vencer dificuldades e ultrapassar obstáculos. Com o desaparecimento do Caprichoso, o Corre Campo passou a dividir com o Mina de Ouro, seu primeiro rival, a admiração e os aplausos do público manauara. Nas décadas seguintes a rivalidade foi com o Tira Prosa e o Gitano. Hoje, divide o cenário dos Bumbás de Manaus com o Brilhante e o Garanhão. 
  

Felizmente o Corre Campo vem resistindo, ao contrário de muitos bumbás que ficaram pelo caminho. É como fogo de monturo. Quando pensam que acabou, ele ressurge mais forte e mais valente na defesa da sua tradição. O GIGANTE SAGRADO DO FOLCLORE AMAZONENSE continua inabalável e cultuando a tradição do Boi Bumbá indiferente ás inovações espúrias. É como a palmeira do tucumã, sobrevive às queimadas e continua dando frutos, embelezando a paisagem violentada.

Acesse o site do Corre Campo clicando na imagem acima

Fonte: Diretoria do Boi Bumbá Corre Campo

BOI BRILHANTE




BOI BRILHANTE

Criado em 1982 no bairro da Praça 14 de Janeiro, o nome "Brilhante" foi decidido por sorteio. A agremiação foi legalizada perante as autoridades competentes e órgãos culturais e turísticos. A inscrição foi feita na Associação de Grupos Folclóricos do Amazonas, no dia 23 de março do mesmo ano. 

A partir daí, começaram os preparativos para a apresentação do boi no Festival de Manaus. O boi de pano foi confeccionado com a colaboração de toda a comunidade. A estréia do Brilhante no Boi Manaus foi em 1999.

Em 2006, o boi passou de touro branco malhado para touro marrom, na tentativa de diferenciar o boi do rival Corre Campo, que é branco. Segundo os dirigentes do Boi, a mudança foi um sucesso e muito bem aceita pela comunidade. 

O fundador do Brilhante ainda é hoje o presidente da agremiação, Sr. Vilson Santos Costa (Coca). A atual sede do boi está localizada na zona leste, no bairro São José.


Fonte: Diretoria do Boi Bumbá Brilhante