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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Café do Pina

Café do Pina 

Em 1950, o prefeito de Manaus, Chaves Ribeiro, concedeu a José de Brito Pina, cidadão português, uma área de terra situada na então praça Gonçalves Dias (hoje integrante da praça Heliodoro Balbi), para a construção de um estabelecimento comercial. Nele, o Pina construiu o Pavilhão São Jorge, destinado a venda de café e outras guloseimas da época, inaugurado em maio de 1951. 


Em lembrança ao sobrenome do proprietário, o local ficou mais conhecido por Café do Pina. Era bem frequentado, pois era localizado em frente ao Cine Guarany e fronteiriço ao Quartel da PMAM e ao Colégio Estadual do Amazonas.


Quando prefeito de Manaus, Jorge Teixeira, em 1976 demoliu o Pavilhão para ampliar a artéria. Concedeu, em reparação, novo espaço ao final da praça Heliodoro Balbi (ou da Polícia), junto a rua Marcilio Dias.


Dez anos depois, novo prefeito, Manoel Ribeiro, devolveu o agora Café do Pina ao espaço original, apenas com uma arquitetura modernizada, um tanto ridícula. Foi esta edificação que foi ao chão no ano passado, antes da inauguração do Palacete Provincial.

Café do Pina sendo demolido em 2009


Mas ainda não acabou o Café do Pina, ele agora integra a estrutura do Palacete.

Café do Pina HOJE



Fonte: BLOG DO CORONEL

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

MESBLA

MESBLA



A primeira loja de departamentos pop chegou em Manaus em 1985.

A expectativa era muita. 

Desde 1983 aquele prédio começava a ser reformado. O boato é que seria a Mesbla.

O máximo que tínhamos aqui era Bemol, Pernambucanas e Lobras. Todas com fama de “povão”.

A Mesbla tinha fama de chique, pop. Grande.

Cinco andares. As escadas eram quase aéreas, sem coluna alguma para as sustentarem.

Primeiro andar – Maquiagens, Bijouterias e uma sessão de discos. Com algo que até então não havia em Manaus: Toca-discos para ouvirmos os bolachões antes de comprarmos. Isso pode parecer meio óbvio hoje, mas não o era na época: se quiséssemos ouvir algum disco em qualquer loja (disco de ouro, discolândia, Bemol…) precisaríamos pedir ao vendedor para que o tocasse no som da loja; é, toda a loja ouviria. A Mesbla trouxe o conceito de toca-discos individuais com fones de ouvido. Simples, mas inovador.

Segundo andar – Utensílios de Cozinha.

Terceiro andar – Roupas.

Quarto andar -  Cama, mesa e banho .

Quinto andar – Camping, caça, pesca, eletrônicos, instrumentos musicais e armas. Sim, naquela época qualquer cidadão podia ter uma.

Na época não havia aquele calçadão, e ao lado da Mesbla havia um estacionamento com Estar.

Bem, a loja era realmente muito legal.

Não havia shoppings como nós o conhecemos – havia um edifício chamado “Manaus Shopping Center”, o Cecomiz, que sequer havia loja ainda.

Era a primeira loja padrão shopping e era o mais próximo de um shopping que tínhamos. O sonho de todo e qualquer Manauense era visitar a Mesbla.

Depois surgiu a Americanas, fechou a Lobrás.

A Mesbla chegou ao seu auge lá por 87 a 89. A frente dela então começou a encher de camelôs, colado à vitrina grudavam mesas vendendo cosméticos clandestinos: começou a ser uma aventura entrar e sair da Mesbla.

Abriu então a Mesbla Móveis e a Mesbla Náutica.



Nos anos 90 o logotipo mudou.

O fim foi rápido: A Mesbla quebrou, no país inteiro.

Anos atrás tentaram erguer a Mesbla, mas como loja virtual, mas a tentativa foi frustrada. Uma pena.

Por Marco Evangelista em 29 de abril de 2012

terça-feira, 26 de agosto de 2014

RESTAURANTE CHAPÉU DE PALHA DE MANAUS


RESTAURANTE CHAPÉU DE PALHA DE MANAUS


Antes da instituição da Zona Franca de Manaus, a cidade de Manaus já era considerada como um “Porto Livre” e, em três de Fevereiro de 1968, inaugurava um luxuoso restaurante para atender a crescente demanda de turistas ávidos por produtos importados do exterior – foi um projeto que ganhou o premio nacional de arquitetura, na cidade do Rio de Janeiro – foi construído por um mineiro chamado Severiano Mário Porto, um homem que fez história na nossa cidade – era um empreendimento considerado um primor da arquitetura, coerente com as exigências dos trópicos.

O luxuoso restaurante “Chapéu de Palha” foi construído num bairro aristocrático, conhecido como “Adrianópolis”, ficava na esquiva das ruas Fortaleza e Paraíba (atual Humberto Calderaro Filho) e, era dotado de uma cozinha regional, capaz de satisfazer a clientela mais exigente da época.

Por ser uma novidade na cidade, a alta sociedade Baré fazia presença diariamente, pois almoçar ou jantar junto aos turistas, era um privilégio para poucos, dando certo “status” para uma pequena parcela dos pobres mortais que tinham condições financeiras para tanto.

Nas veiculações dos jornais de época, os proprietários faziam a seguinte chamada: “Almoce ou jante conosco, nós o esperamos - para reservas de mesas, ligue para o telefone 2-2288”. Chique, não?

As suas estruturas eram de troncos de “Aquariquara”, uma madeira típica da região amazônica, com cobertura de palha de palmeira, piso e paredes de tijolos, o edifício se adaptava perfeitamente ao local e ao uso a que era destinado, remetendo às construções populares e indígenas da área.

O “Jornal do Commercio”, na inauguração, fez o seguinte comentário em suas páginas: “O moderno restaurante “Chapéu de Palha”, simplesmente “Chapelão” aqui para os de casa, é em verdade o ponto mais agradável e disputado de nossa convivência social. Em linhas arquitetônicas avançadas, construído com o aproveitamento dos recursos da terra e a mágica de um bom gosto de um artista soube colocar – belo para os olhos, aprazível, um toque a mais na paisagem urbanista da capital – a feijoada é um prato dos sábados, no modelar restaurante da cidade”.

No local funciona, atualmente, um posto de gasolina e um “mini Shopping Center”.

Fonte: BLOG DO CORONEL

quarta-feira, 9 de abril de 2014

ARMAZÉNS ANDRESEN


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Os Andresen têm origem dinamarquesa pelo lado paterno, fincaram suas raízes na cidade portuguesa do Porto, era uma família de muitas posses, foram grandes armadores na Europa. 

Compraram, em 1893, o vapor “Royuma” (construído em 1887 na Inglaterra) que foi rebatizado de “Manaos”, para operar regularmente entre o Rio Douro e no Rio Amazonas.

Neste navio vieram milhares de portugueses para a Amazônia. A última viagem foi em primeiro de fevereiro de 1910, ficou encalhado na Praia de Caruarú, a poucas horas de viagem de Coari – bateu num tronco submerso, abrindo um rombo no porão da proa, com perca total, os tripulantes e passageiros seguiram viagem  a bordo do vapor “Perseverança”.

Existe na internet a disposição dos pesquisadores o livro “Impressões do Brazil no Século Vinte”, editada em 1913 e impressa na Inglaterra por Lloyd's Greater Britain Publishing Company, Ltd., com 1.080 páginas, mantida no Arquivo Histórico de Cubatão/SP.

Sobre os “Armazéns Andresen” é comentado no livro o seguinte:

"Os Armazéns Andresen, conhecidos em todo o Norte do Brasil, foram fundados em 1883, pela importante firma J. H. Andresen, do Porto. Operam os Armazéns Andresen como casa importadora, exportadora, bancária, aviadora, comissária e armadora, e têm um capital realizado de Rs. 2.500:000$000, fazendo transações avultadas com as principais praças da América do Sul, Europa e Norte América.

Além do estabelecimento principal, no qual funcionam os escritórios, e que ocupa uma grande área às ruas Marcílio Dias, Guilherme Moreira e Praça Tamandaré, tem a firma vários anexos, situados em diferentes pontos da cidade. Possui uma frota regular, composta dos vapores Cabral, Andresen, Arinos, Manáuense, e dos rebocadores Miramar e Galgo. Estes vapores, amplos, arejados e construídos expressamente para navegação nos rios do Amazonas, põem os Armazéns Andresen em contato com os pontos comerciais do interior nos rios Juruá, Madeira, Purus, Solimões etc.

Preside hoje os destinos da casa o Sr. Joaquim Rodrigues da Silva Dias, que tem longa prática comercial e é estimadíssimo no comércio de Manaus".

Os Armazéns Andresen e muitas outras firmas que trabalhavam com a comercialização da borracha, faliram e fecharam as suas portas entre 1911 e 1920.

O prédio continua em pé, apesar do abandono dos atuais proprietários, mas, a sua história ficará para sempre. É isso ai.

Observação: Caso o Sr. João Andresen (trineto do fundador) leia novamente a postagem, favor enviar o e-mail para envio das fotografias em separado.


Fonte: Blog do Rocha